Por Denise Niffinegger

Analista de Qualidade na Rock Content.

Publicado em 29/02/2016. | Atualizado em 23/07/2020


Imagine a seguinte situação: você tem um emprego e, para ajudar nas contas, atua como freelancer nas horas vagas. Só que o que era para ser extra acaba dando certo e virando a sua prioridade, e logo você começa a colher os frutos da sua atividade como autônomo. E aí, será que chegou a hora […]

Imagine a seguinte situação: você tem um emprego e, para ajudar nas contas, atua como freelancer nas horas vagas. Só que o que era para ser extra acaba dando certo e virando a sua prioridade, e logo você começa a colher os frutos da sua atividade como autônomo. E aí, será que chegou a hora de largar o emprego e tentar viver de freelance?

Esse questionamento é mais comum do que você imagina e passa pela cabeça de muitas pessoas que desenvolvem os chamados “bicos” há algum tempo. Afinal, o trabalho de freelancer oferece muitas vantagens, como os horários flexíveis e a possibilidade de trabalhar em casa.

Mas não se engane! Como toda atividade, ele também requer compromisso e responsabilidade.

Apesar de essa ser uma escolha individual e que vai se manifestar de maneiras distintas em cada um, alguns indicadores podem te ajudar a decidir se este é o momento certo de se desligar do seu trabalho fulltime e se dedicar a um novo desafio na sua vida profissional. Quer saber quais são eles? Então fique atento às nossas dicas do post de hoje!

1. Você se sente desmotivado a ir trabalhar

Sinal alerta se você tem a sensação de que seu trabalho é mera obrigação. É importante sentir prazer em qualquer atividade que você realizar, e essa máxima também vale para a vida profissional. Se as frustrações e os elementos desagradáveis têm sempre um peso maior que os aspectos positivos no trabalho, é hora de avaliar se não é o momento de uma mudança!

A desmotivação pode ser fruto de diversas situações, como a falta de perspectiva de crescimento e de valorização da sua opinião, e cabe a você perceber se são ocorrências isoladas ou não. Afinal, você só poderá desenvolver todo seu potencial em um ambiente que te motive, não é mesmo?

2. Você se sente “usado” pelo seu chefe

Existe uma grande diferença entre trabalhar para alguém que é chefe e alguém que é líder. Enquanto o primeiro pode te usar de degrau para “subir” na empresa e atingir objetivos pessoais, o segundo enxerga seus liderados como um time e aposta nos potenciais individuais dos membros de sua equipe.

O chefe é aquele sujeito que quer ser bem-visto pela direção da empresa e acredita que os números vão medir a eficiência do seu trabalho. Dessa maneira, seus subordinados podem funcionar como “meios” para alcançar um fim exclusivamente individual.

O líder, por sua vez, sabe que não chegará a nenhum lugar sem a ajuda do seu time. Por isso, ele busca a satisfação e motivação de todos.

É claro que não são todos os líderes e chefes que se comportam da maneira apresentada acima. O importante é você perceber se o seu superior estimula o desenvolvimento de suas habilidades e, claro, aposta no seu crescimento profissional. Se a resposta for negativa, reconsidere.

3. Você é apenas mais um

Muitas empresas não valorizam seus funcionários e não dão a devida atenção aos potenciais que poderiam ser desenvolvidos. Essa é uma das principais reclamações dos empregados, que se sentem absolutamente subutilizados em seus cargos.

Nesse contexto, pode acontecer de você exercer a mesma função por um longo tempo — mesmo que tenha se qualificado para buscar melhores oportunidades —, e não enxergar uma perspectiva de mudança nessa situação. E ai de você se reclamar, pois poderá ouvir como resposta que o mercado está cheio de gente nova a fim de “dar sangue” pela empresa.

É comum, também, que a lógica de acumulação de lucros estimule o trabalho acelerado e com foco apenas no resultado, sem haver preocupação com as opiniões dos funcionários. Nessa linha mercadológica, você é apenas mais uma peça da engrenagem e, como consequência óbvia, se sente dispensável naquilo que exerce.

4. Você está preocupado com a sua qualidade de vida

Muitas empresas têm por hábito exigir dedicação e foco máximos de seus funcionários no ambiente de trabalho. Até aí tudo bem, certo? O que você não pode tolerar é que seu esforço de atender às expectativas seja feito às custas da sua saúde e equilíbrio mental.

Não é aceitável passar horas sentado sem poder fazer uma pausa para um lanche, e nem tem que atender ligações de madrugada. Tampouco é natural ficar ligado nos problemas da empresa nos momentos de descanso, sem conseguir se dedicar ao lazer.

Se a situação acima é recorrente na sua rotina, que tal avaliar se vale mesmo a pena sacrificar sua qualidade de vida em função do trabalho?

5. Você quer encarar novos desafios

Pode ser que, como freelancer, você já tenha uma rede sólida de contatos e clientes, o que vai te encorajar a seguir por esse caminho autônomo. Você também pode estar pensando em se associar a outros colegas para montar uma equipe de trabalho freelance. Talvez você não tenha tanta segurança sobre o futuro, mas não falta coragem e vontade de investir em uma nova carreira.

Se você está motivado a encarar esse novo desafio, é importante que faça um bom planejamento financeiro. Ele será essencial para evitar apertos no fim do mês. Preocupe-se também em estudar os seus clientes e o mercado em que você pretende trabalhar. Só assim você poderá desenvolver o famoso “diferencial” e se tornar referência em seu segmento. Organize também um controle do seu trabalho — preço, prazo de entregas etc.

A vida de freelancer não é moleza, mas com disciplina, planejamento e esforço pessoal é possível colher os frutos da sua escolha.

Outra dica é avaliar se as situações descritas acima não são apenas eventos pontuais e passageiros. Afinal, não é recomendável tomar decisões de forma impulsiva. Uma boa reflexão certamente te ajudará a tomar a decisão correta! A presença (e recorrência) dos indicadores pode ser o impulso que faltava para investir no promissor ofício de freelancer!

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