Por Ana Júlia Ramos

Uma quase jornalista apaixonada por séries de televisão, cinema, livros e péssima em auto descrições.

Publicado em 06/02/2018. | Atualizado em 04/04/2019


A vida de freelancer pode ser a opção ideal para você. Entenda por que viver de freela está cada vez mais comum.

Tenho certeza de que você já pensou, pelo menos uma vez na vida, na possibilidade de viver de freela. Abandonar a tradicional CLT e partir em direção ao mundo dos autônomos pode parecer uma tarefa um tanto quanto arriscada, porém, muito tentadora.

Por mais que o medo e a insegurança possam surgir eventualmente no meio do caminho, saiba que quando existe planejamento e estratégia, a ideia deixa de ser apenas um sonho e se transforma em realidade — que, inclusive, já levou um freelancer a conhecer 37 cidades ao redor de todo o mundo.

Pensando nisso, separei algumas dicas de ouro para você, pessoa que acorda diariamente desejando largar aquele emprego que já não te agrega tanto, mas que ainda não tem coragem de fazê-lo por desinformação. Vamos lá?

Os desafios de ser um trabalhador autônomo

Se tem um assunto no qual eu posso falar com propriedade, é esse. Digo isso pois minha mãe (e a mãe dela também) trabalharam como autônomas durante toda a vida. Isso mesmo! Não existia carteira assinada, seguro desemprego, férias remuneradas e toda aquela segurança que muitas vezes pode prender uma pessoa em empregos “fixos”. Tudo isso sem deixar de pagar colégio pras filhas, ajudar nas compras da casa, pagar os boletos (que são muitos!) e ainda assim ter uma reserva no final do mês.

Por mais que minha família tenha conseguido construir toda uma vida a partir de freelas, quando eles nem ao menos tinham este nome, eu vivi na pele também as dificuldades que um período ruim nesta carreira pode trazer para uma pessoa.

Como já falei ali em cima, acredito que, inicialmente, a maior barreira que impede uma pessoa de viver de freela seja a falta de segurança que a CLT dá ao trabalhador. Todo mês é um desafio diferente e a possibilidade de passar por crises e momentos de “baixa” nas finanças pode assustar.

O meu ponto nisso tudo é: você não está nada errado ao ponderar e avaliar as possibilidades, porém, que tal abrir a porta do desconhecido e se dar uma chance de tentar? Você está com vontade? É o seu sonho? Desafios estão aí, mas qual seria a graça da vida se eles não existissem?

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Quero entrar nessa, mas não sei o que fazer

Acredito que o primeiro empecilho a ser vencido é a dúvida. Se você pensa diariamente em largar o seu trabalho para viver de freela ou se está desempregado atualmente e já levantou a hipótese de investir na carreira, já é um bom começo — onde existe dúvida, existe desejo de mudar.

Beleza, já entendi, estou insatisfeito e quero tentar ser um freelancer! E agora?

Primeiramente, tenha paciência. As coisas não mudam de um dia para o outro!

Os primeiros meses de uma carreira 100% autônoma podem ser desafiadores, até mesmo para pessoas que já faziam freela antes de se dedicarem em tempo integral. Isso porque a realidade, ao largar o emprego de carteira assinada, é diferente, uma vez que o freelancing é tudo o que você tem e, por isso mesmo, o desespero pode bater na sua porta rapidinho — principalmente, quando as contas começam a chegar.

A chave dos primeiros meses é a paciência. Entenda que essa é uma carreira nova na sua vida, que você está construindo um novo caminho do zero e que as coisas não acontecem de uma vez só. Não é todo dia que entra dinheiro, mas tudo bem! Por isso, o planejamento e controle financeiro são tão importantes.

Defina metas e siga-as com rigor

“Ser o seu próprio chefe” é uma possibilidade tentadora, eu sei! Isso não significa, porém, que você deve deixar de se cobrar. Na verdade, até pode, porém com a consciência de que no final do mês o dinheiro talvez não entre como o esperado.

Sem as metas, fica difícil projetar a sua renda. Hoje em dia, é bem difícil viver sem ter noção de valores, afinal todo mundo precisa pagar as contas! Sabendo disso, faça um cálculo de quanto você precisa no final do mês (não inclua apenas despesas fixas, pense também em uma quantidade de dinheiro a mais para guardar) e o quanto precisa trabalhar para alcançar este valor.

Não deixe o hábito de trabalhar em casa te prejudicar

Quando eu era criança e via minha mãe trabalhando em um quartinho específico para suas atividades autônomas, a primeira coisa que passava pela minha cabeça era o seguinte: “nossa! Se fosse eu, eu trabalhava da cama! Quer vida melhor do que essa?”. Hoje já sei que as coisas não funcionam assim — muito pelo contrário, elas têm grandes chances de dar errado quando são conduzidas dessa maneira.

Separe um espaço para trabalhar e, mais do que isso, estipule horários fixos do dia para que a prioridade seja apenas o trabalho. Ou seja: nada de lavar a louça, colocar roupa no varal, atender a porta, dar uma paradinha por 20 minutos e ver aquele vídeo legal no Youtube. Trabalho é trabalho, mesmo quando feito em casa!

Uma dica muito legal que eu aprendi vivendo no meio de uma família autônoma foi o simples ato de trocar de roupa. Acordou e vai trabalhar? Tira o pijama ou a roupa de dormir e coloca outra roupa! A simples sensação de lavar o rosto e se trocar já permite que sua produtividade seja maior, e que os limites de casa/trabalho sejam melhor estabelecidos.

Divirta-se!

Por fim, aproveite ao máximo todas aquelas vantagens de trabalhar como autônomo. Desafios existem, mas qual profissão está isenta deles? Vá com tudo, tenha em mente que viver de freela é um caminho complexo, porém muito prazeroso e cheio de realizações no final.

Afinal, já pensou em como é bom trabalhar com o que ama, da forma que melhor escolher e com um mundo novo de possibilidades a cada manhã?

E então? Acredita que você tem pelo menos uma das características que acabei de mostrar por aqui? Se a resposta for sim, não perca tempo!

Inspire-se na jornada de quem já chegou lá e crie seu próprio caminho!

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