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Trabalhar de Graça: para Freelancers, vale ou não vale a pena?

Vale ou não a pena trabalhar de graça? Mostramos as desvantagens de se trabalhar de graça, situações em que vale a pena abrir uma exceção e como discernir ambas. Confira!
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Vale a pena trabalhar de graça no começo da carreira? Essa é uma das perguntas mais difíceis de se responder. A ideia de que a primeira oportunidade de um freelancer não precisa ser paga e de que a única retribuição de que ele precisa é a experiência está muito enraizada em nossa cultura.

Se você deseja construir uma carreira como freelancer e não está empregado no momento sabe que as coisas não são bem assim, não é mesmo? Ninguém deixa de ter contas para pagar durante o período em que está “adquirindo experiência”. Mas antes de dar uma resposta para quem oferecer uma oportunidade de trabalho sem remuneração é preciso considerar algumas coisas.

No artigo de hoje mostramos as desvantagens de se trabalhar de graça, situações em que vale a pena abrir uma exceção e como discernir ambas. Vamos lá?

Vale a pena trabalhar de graça?

Todo mundo tem um amigo, parente ou conhecido que precisa urgente dos serviços que você oferece. Em alguns casos, ele está apenas abrindo um novo negócio e ainda não tem capital para arcar com o seu trampo. Em outros, já está há alguns anos no mercado e tem uma porção de clientes, o que dará ao seu trabalho “visibilidade”.

É justo, porém, que um profissional troque trabalho por um conceito abstrato ou deixe de receber porque não podem pagar? A verdade é que, na maioria das vezes, quem pede algo de graça apenas não valoriza o esforço do outro. E tem como principal objetivo cortar custos sem ter que se adaptar ao orçamento que tem disponível.

Trabalhar de graça apenas porque você não tem experiência não é uma boa ideia. Talvez você já tenha feito isso, ou tenha renegociado por um valor bem abaixo do que merece apenas para não perder o cliente.

O ideal, porém, é dizer não. Afinal, a primeira pessoa que precisa dar valor ao seu trabalho é você.

Além disso, há pelo menos outras duas desvantagens em se trabalhar de graça que são muito piores que não receber. Confira!

Não há como recuperar o tempo perdido

Por menos tempo que você invista fazendo um job de graça, você nunca o terá de volta. Por isso, é melhor dizer não e gastar suas energias aprendendo algo novo ou procurando por freelas remunerados.

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Seu trabalho não será muito divulgado

Boa parte das vezes, a “visibilidade” de que um cliente em potencial fala não é tão grande assim. Fazer algo de graça significa apenas que as pessoas verão os frutos do seu trabalho, não seu nome ou sua marca.

A não ser que busquem diretamente por uma recomendação, o seu trabalho ficará entre você e quem o contratou.

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Quando vale a pena trabalhar de graça?

Não vamos mentir: há uma porção de situações em que é uma boa ideia trabalhar de graça (e isso pode ajudá-lo a enriquecer seu portfólio). Mas elas não se parecem nem um pouco com os casos que citamos no tópico anterior. Isso porque, embora não haja uma troca de dinheiro entre as partes envolvidas, o trabalho prestado pelo freelancer gera valor.

Considere, por exemplo, que uma organização de que gosta precisa de uma novo logo e você é um designer. Dar uma mãozinha, com o seu trabalho, é como fazer uma doação na forma de serviços. Nesse caso, trabalhar de graça é vantajoso para você, que vai se sentir realizado ao concluir o job.

Oferecer um curso online ou conteúdos gratuitos (como e-books e outros downloads) também pode ser considerado trabalhar de graça, mas gera visibilidade de verdade e permite que mais pessoas conheçam o seu trabalho. Participar de concursos, mesmo sem ganhar o prêmio principal é outra atividade não paga, porém com muitas recompensas, como novas peças para o portfólio.

Abaixo mostramos situações em que trabalhar de graça é um investimento!

Para construir a sua marca

Todo freelancer precisa de marketing pessoal. É com ele que vai se promover, conquistar novos clientes e reforçar a autoridade que tem como profissional. Em muitos casos, todo esse trabalho não é remunerado.

A não ser que você seja convidado a dar palestras ou já tenha uma grande cartela de clientes, mais cedo ou mais tarde será preciso trabalhar de graça. O lado é bom é que estará trabalhando para si mesmo.

Blogs podem dar muito dinheiro, mas também podem ser apenas o cartão de visitas que leva clientes e conhecerem o seu trampo. Nesses casos, eles são uma ferramenta de marketing e o trabalho que dedica a eles um investimento.

Para ajudar em uma causa importante

A maioria das pessoas tem uma causa com que se preocupa bastante. Quer seja a preservação do meio ambiente, a busca da cura de alguma doença ou a proteção animal, temos certeza que há um tema que é a sua paixão. Por que não usar o seu trabalho para ajudar?

Se você conhece uma organização sem fins lucrativos em cujo trabalho acredita, não há nenhum motivo para não doar um pouco da sua força de trabalho. Além de promover um tema importante, você ainda ganha novas peças para o portfólio.

Para gerar renda passiva

Já ouviu falar em renda passiva? Esse é o nome dado a todos aqueles ganhos que uma pessoa tem mesmo quando não está trabalhando. Pense, por exemplo, em como autores de programas de TV continuam ganhando dinheiro por eles toda vez que são reprisados na telinha.

Não é preciso ser tão famoso assim para conquistar uma renda passiva. Um curso online, uma loja de produtos virtuais (downloads) e um aplicativo são três formas de receber algo sem ter que trabalhar nisso todos os dias.

Trabalhar de graça por um tempo para conquistar esse tipo de segurança não é má ideia.

Então, devo aceitar aquele freela sem pagamento?

A resposta é não. Se alguém realmente quer contratar os seus serviços deve estar disposto a pagar por eles. E não é maldade da sua parte exigir ser remunerado desde o primeiro freela.

Valorizar o próprio trabalho é a única maneira de fazer com que outras pessoas entendam quanto esforço e conhecimento é necessário para desempenhá-lo. Mantendo isso em mente, você conseguirá tanto viver de freela quanto aumentar seus ganhos progressivamente.

Ao longo do tempo verá que cobrar barato não é sinônimo de ter muitos clientes e que é possível conseguir, gradualmente, nivelar a experiência que tem e os jobs que deseja fazer.

Porém, caso se veja em alguma situação que não foi contemplada aqui, você pode escolher se trabalha ou não de graça utilizando esse checklist:

  • O trabalho é vantajoso para mim?
  • Qual é o potencial real de ganhos no futuro?
  • Eu acredito nesse projeto?
  • Serei reconhecido pelo trabalho que prestei?
  • Posso trocar meu serviço por algo tangível, mesmo que não seja dinheiro?

Se pelo menos três respostas forem sim, pode ser uma boa ideia dedicar-se a uma tarefa, mesmo que ela não seja remunerada.

Não vale a pena empenhar talento e esforços fazendo algo para quem não os valoriza. Por isso, pense bem antes de aceitar um trampo sem remuneração e só o faça quando vir retornos reais no horizonte.

E aí, entendeu por que raramente é uma boa ideia trabalhar de graça? Agora que tal aprender quanto cobrar pelo seu trabalho? Conheça a calculadora freelancer!

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