Coluna Freela

[Coluna Freela] Como o telemarketing pode te ajudar na rotina de freelancer

Toda semana, elegemos um freela para escrever para a gente com pauta livre. Assim, conhecemos melhor a nossa Comunidade e você também. Essa é a história de como a Orquidea aprendeu como aplicar seus conhecimentos do Telemarketing na vida de freela!
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— Alô, dona Orquidea? — voz de gente feliz que acordou rica.

— Sim, sou eu — já contando os segundos para desligar.

— Aqui é do Telefreela. Estamos ligando pois a senhora está precisando de ajuda, né? Tô vendo aqui no sistema que tem uma tarefa pra entregar hoje e a senhora nem começou, não é verdade? Então, pode ficar tranquila, essa é por nossa conta.

Cai da cama e acorda do sonho.

Ah, abiguinhos! Não é esse tipo de ajuda que vim relatar para vocês. Embora, seria mais do que supimpa se isso acontecesse naqueles dias em que tudo vai acumulando: mozão acordou carente; cliente está inspirado e pediu quinze ajustes; aquele projeto que você gosta resolveu tirar as teias de aranha e voltar à ativa…

Mas calma, também não precisa fechar o texto só porque ninguém vai ligar na sua casa “agora mesmo”!

Como eu disse na minha outra Coluna Freela, já trabalhei com vendas e atendimento ao cliente. Porém, o que não contei é onde tive essas experiências: no teleatendimento. Ao longo de três anos, aprendi várias lições e que, surpreendentemente, me ajudam com a rotina de freelancing aqui na Rock Content. Me acompanha?

Olá, classe!

Antes de começarmos, aproveito para dar uma de Professor Tibúrcio: telemarketing é uma expressão genérica para descrever o trabalho feito pelo atendente telefônico. Pois trata-se da função de fazer propagandas pelo telefone — junção das palavras tele (de telefone) e marketing.

Nem todo call center trabalha com uma operação ativa (que realiza chamadas para clientes). Muitas empresas precisam de SAC ou central de vendas para seus sites e produtos. Para esse formato de atendimento damos o nome de operação receptiva (que recebe somente ligações) e chamamos o trabalhador de teleatendente.

Eu juro, nunca liguei para a casa de ninguém. Por favor, não me odeie! 😢

É só dizer alô?

Quando comecei como teleatendente, tive um treinamento que durou alguns dias. Não era apenas dizer alô e responder algumas perguntas para os clientes. Havia uma estratégia para ser aplicada e eu precisava de preparo para isso. Entonação da minha voz era o mais importante, além de nunca utilizar determinados termos.

Uma vez ouvi “no telefone, qualquer ruído pode virar trovão” e esse é um ensinamento que aplico em todos os projetos de redação que participo. Enquanto na ligação estamos “ao vivo” para a conversa, pelo blog, nosso diálogo é feito por etapas, começando pela criação do conteúdo. Então, faz sentido um “treinamento extra” para conhecer as publicações do cliente.

Não basta só sair escrevendo, a criação de conteúdo para web requer um aprendizado constante sobre suas habilidades de redação, a persona e o cliente.

Conversa de vendedor

Foi nas vendas por telefone que desenvolvi estratégias para abordagem, comunicação e argumentação. Apesar da redação e copywriting não serem iguais, muitas estratégias de comunicação são aplicadas em ambas, como o senso de identificação com o interlocutor.

Além disso, ao trabalhar com redação freelancing, é muito comum a modalidade de copywriting ao longo do projeto. Dependendo da estratégia desenvolvida pelo blog, haverá muitos textos que precisarão de um direcionamento argumentativo para a fase final do funil de vendas.

Apesar de não trabalhar mais na área, continuo acompanhando novas tendências de compra e consumo por meio de blogs — criadores de conteúdo são professores do amanhã, como a colega Silvia Seco destacou.

Produtores de conteúdo

Vai time!

Quando trabalhei no SAC de uma TV por assinatura, pude compreender que nem tudo dependia de mim, mas eu era tudo o que o cliente tinha. Então, mesmo não executando o reparo na antena, eu precisava responder perguntas sobre o procedimento, passando confiança e autoridade no serviço. “Somos um time”, meu supervisor passava gritando pelo corredor da operação.

Essa ideia de unidade passava a confiança necessária para lidar com as dúvidas dos consumidores. Esse mesmo pensamento carrego para meus projetos de freelancer. Os analistas, revisores e eu somos um time com um único objetivo: o sucesso do conteúdo desenvolvido.

Com isso em mente, tento sempre aplicar uma linguagem cordial e nunca, jamais, tenho a atitude de “esse comentário, o analista responde”. Se o cliente está com dúvida, e eu sei a resposta certa, preciso ter a prontidão para solucionar.

Eu mereço quanto, amô?

Apesar de ter salário fixo, eu ganhava comissão pelas vendas realizadas. Havia variações nas porcentagens de alguns produtos, então, nem sempre tratava-se de atender mais clientes e sim escolher os melhores produtos para ofertar como complemento da compra.

Enquanto freelancer, também é preciso programação dos ganhos para obter os melhores resultados financeiros para seu próximo saque. Combinar tarefas de redação com as de revisão é a melhor jogada do momento, pois ambas complementam-se em conhecimentos técnicos.

Aprendi a equilibrar minhas expectativas (os gastos) com minhas atitudes (meus ganhos). Quanto mais empenhar-me na criação de conteúdos, melhores serão meus resultados — tanto em habilidades quanto em dinheiro.

E se a procrastinação bater à porta, lembre-se: quanto você merece receber no final do mês?

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Não deu, bola pra frente

A rotina de um call center me ensinou o desapego. Tudo é muito corrido lá dentro, sendo cronometrado o tempo de todas as atividades. Além disso, todo dia há novos clientes ligando e precisando de suporte. O que você errou ontem, ficou para atrás, hoje é um novo dia para err… acertar!

Eu já tinha entendido que meus resultados dependiam só de mim. Então, eu só tinha uma opção: levantar a cabeça para a coroa não cair. Admito que praticar não é tão fácil quanto falar, porém, o aprendizado com os próprios erros é a melhor poeira que a gente pode levantar depois da queda.

Uma deusa, uma louca, uma feiticeira

Muitas vezes, fazia uma ligação em que o atendimento era bem próximo, o consumidor estava ligando de casa enquanto tomava chá na varanda. Assim que desligava, entrava na ligação uma voz mais séria e rígida, o novo cliente estava fazendo compras para a empresa.

Rapidamente eu tinha que adaptar minha entonação, vocabulário e argumentação para a realidade atual de quem me ouvia. Diga o que precisa, posso ser uma vendedora atenciosa ou uma atendente ágil. Essa versatilidade e dinamismo que o atendimento telefônico exigiu de mim foram grandes habilidades desenvolvidas.

Ao trabalhar com redação freelancer, é preciso ter a mesma agilidade mental para fazer essas mudanças de linguagem entre os textos, direcionando-os de acordo com a persona. Até mesmo porque a maior parte dos projetos têm personas diferentes.

Imagine, escrever um texto sobre programação e desenvolvimento de sites com a mesma dinâmica e linguagem usadas em um texto sobre Oscar e Grammy. Será que rola?

As atividades de um call center são cansativas, porém proporcionam um excelente aprendizado para várias áreas de trabalho. Além disso, é uma ótima opção para conciliar vida freelancer com carreira CLT, devido à baixa carga horária nos teleatendimentos.

Você quer criar conteúdos usando conhecimentos que adquiriu com suas próprias experiências profissionais? Então, seja um Rocking Freela e compartilhe o que sabe!

Orquidea Martins

Orquidea Martins

Redatora freelancer em tempo integral e mestre RPG nas horas vagas.

Essa foi a história de como o Orquidea aprendeu como aplicar suas experiências como Telemarketing para se tornar uma freelancer melhor.
Você tem alguma história de vida como freelancer que gostaria de compartilhar com a gente? Confira o form abaixo.

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