Por Vitória Mansur

Analista de Marketing na Rock Content.

Publicado em 28/06/2019. | Atualizado em 04/07/2019


Sua marca pessoal não é necessariamente o que você fala de si mesmo, e sim o que os outros compreendem da sua mensagem. Então, entenda de uma vez: sua marca pessoal não é sobre você.

Precisamos conversar sobre a sua marca. A reputação não diz respeito apenas às suas qualidades técnicas ou experiências passadas. Construir uma marca e garantir uma boa reputação no mercado é sobre se destacar

Quem se enquadra no regime CLT também precisa disso. Mas para nós, profissionais independentes, é uma exigência. 

Não digo isso por puro modismo, e também não deve ser encarado como frase motivacional. O mercado freelancer traz cada vez mais oportunidades para aqueles que conseguem mostrar seu valor e, consequentemente, entregar com qualidade qualquer serviço. 

Feita pela Rock Content, a pesquisa Mercado Freelancer 2018 apontou exatamente esse cenário. A expectativa de quem trabalha no segmento é que ele cresça mais de 30% em 2019. O motivo é que há mais profissionais capacitados e preparados disponíveis. 

No mercado norte-americano, o número de profissionais impressiona. É estimado que mais de 56 milhões de pessoas apostem no trabalho freelancer. Apenas nos últimos cinco anos, mais de 3,7 milhões de pessoas se juntaram a esse movimento nas terras do Tio Sam. 

É comum escutar que é importante construir o nosso Personal Branding como freelancer, mas o que isso significa para nós, profissionais?

Continue a leitura para entender como o Personal Branding se encaixa nisso, o que é a sua proposta de valor e o que você deve começar a fazer.

Você e o Personal Branding

O termo já virou moda, mas o sentido e a aplicação são reais. 

Personal Branding é a gestão da sua marca pessoal. Suas ações e posicionamento devem ser orientados para que o seu público compreenda claramente quem você é e o que você tem a oferecer. 

Todo o processo de construção da sua marca passa pelo entendimento de como você quer ser lembrado e como pode projetar essa imagem para sua audiência, escolhendo os canais certos. 

É colocar-se em evidência por meio de postura, valores, motivações e aparições, especialmente online, não só dos seus aspectos e qualidades técnicas. 

O que não é Personal Branding

Bom, mas a sua marca pessoal não é necessariamente o que você fala de si mesmo nem a forma como isso é feito, e sim o que os outros compreendem da sua mensagem. 

E, apesar de amarmos marketing, redes sociais, produção de conteúdo etc., seu Personal Branding também não é sobre a sua propaganda. 

Não é sobre ser melhor que a concorrência, é sobre você ser a melhor opção para o que o seu cliente quer. Ou seja, é sobre o que você vale. 

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Por onde começar

Colocar em prática um bom Personal Branding é entregar uma experiência memorável, seja para seus clientes ou, até mesmo, seu público. Separei alguns passos essenciais para quem quer começar a transformar sua estratégia e focar no potencial como profissional. Acompanhe!

1. Autoconhecimento é peça-chave

Antes de qualquer coisa, o seu branding deve começar por um processo de introspecção. É preciso fazer uma autoavaliação e estruturar suas expectativas para o futuro. Não é tão simples, mas algumas perguntas podem ajudar. 

Descubra quais são suas habilidades e competências que o fazem ímpar, quais são suas defasagens como profissional e o que pode ser melhorado. Além disso, foque nos seus valores pessoais, eleja os principais e conecte-os com o seu objetivo profissional. 

Por exemplo: se você acredita que “resolver” é um dos seus valores mais importantes, você pode exercê-lo propondo soluções ou aplicando melhorias de forma responsável, e deixando claro que isso é parte de quem você é. 

Continuando, quais são suas paixões e o que você realmente gosta de fazer, o que te faz feliz. Por fim, e o seu propósito? Combinando seu objetivo de carreira, habilidades, valores e paixão, o que você pretende alcançar?

2. Faça diferente

Como segunda etapa e com as respostas acima em mente, a construção de uma marca passa pela diferenciação do mercado. 

Você não precisa reinventar a forma como o seu trabalho é feito. Mas aposto que, para se reconhecer como um profissional independente, você acredita que há algo único no trabalho que desempenha. 

E não existe resposta certa: há clientes que buscam apenas serviços mais baratos, outros que querem qualidade ou volume, e assim a lista continua. 

Aposte no que faz com que o seu serviço seja escolhido.

3. Defina o seu valor

Ok, já definimos como você é profissionalmente e o que faz o seu trabalho se destacar. O próximo passo é entender qual é o seu valor. E não estamos falando apenas da precificação do serviço

Seu valor é compreender a sua atividade como um negócio. É entender o seu melhor ponto a ser vendido e trabalhar nisso como um especialista. Você pode definir como proposta de valor uma entrega rápida, uma entrega com preço acessível, uma entrega em alto volume, uma entrega que consiste em consertar tarefas já realizadas ou diversas outras opções. 

Produtores de conteúdo ainda têm a possibilidade de oferecer conteúdos com níveis de tecnicidade e aprofundamento de acordo com a temática do cliente ou seu objetivo. 

Profissionais com vasta bagagem técnica, por exemplo, se beneficiam no momento de aplicar conhecimentos valiosos em trabalhos como freelancer e oferecendo a qualidade técnica como proposta de valor maior.

4. Evidencie seu negócio

Os três passos anteriores passam pelo planejamento e a descoberta de como você, profissional, pode desenvolver a sua marca. 

Mas o trabalho não acaba por aí. 

Diferentemente de alguém dentro da CLT, o freelancer precisa contar com recursos para divulgar seu trabalho e chegar até seus clientes — por mais que, com o tempo, a tendência seja que os clientes comecem a aparecer também. 

Então, encontre canais em que você possa mostrar a sua voz, o seu serviço e a sua reputação. É aqui que entram blogs, sites e redes sociais (como LinkedIn, Facebook, Instagram e Twitter), espaços ideais para compartilhar produções, pensamentos e experiências da sua carreira.

Mas seja estratégico. Descubra onde a sua audiência está e faça a escolha do canal mais adequado para tal, considerando também o seu nicho e o mercado. Lembre-se: invista tempo e seja consistente no que faz. 

Para freelancers, o LinkedIn vem crescendo e desponta como um canal de aquisição de clientes e construção de um perfil profissional. 

Pensando nisso, montamos um guia de Marketing Pessoal no LinkedIn, com mais dicas além das que colocamos aqui no post. Acesse agora e construa sua marca pessoal na maior rede profissional do mundo.

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