Por Gabriel Nascimento

Analista de Inbound Marketing na eNotas e redator freelancer.

Publicado em 14/09/2018. | Atualizado em 02/12/2019


Toda semana, elegemos um freela para escrever para a gente com pauta livre. Assim, conhecemos melhor a nossa Comunidade e você também. Essa é a história de como o Gabriel superou o estereótipo de Exatas para se tornar um exímio produtor de conteúdo. Confira ;)

Exatas e humanas são áreas distintas, não é mesmo? Enquanto uma trabalha com números e cálculos, a outra busca entender o comportamento humano e a nossa sociedade.

Muitas pessoas que se dizem de exatas, por exemplo, acreditam que são incapazes de escrever um texto ou até mesmo um livro. De forma semelhante, estudantes de humanas ficam com os nervos à flor da pele na hora de fazer uma conta sem calculadora.

Mas será que isso é realmente é verdade? Será que uma pessoa que passou anos de sua vida estudando resistência dos materiais, cálculo e física pode se tornar um bom produtor de conteúdo?

Pois bem, este post vai mostrar para você que tudo é possível: até mesmo um engenheiro civil que nunca gostou de escrever transformar-se em um bom redator.

Caindo de paraquedas na produção de conteúdo

Se você acompanhou os noticiários nos últimos anos, sabe como a economia nacional não anda bem. Os escândalos de corrupção e as crises econômicas e políticas abalaram diversos setores da sociedade — inclusive a engenharia civil.

Como as principais construtoras nacionais foram o centro de grande parte da confusão, a construção civil está passando por poucas e boas nos últimos anos. Apenas em 2017, mais de 1 milhão de vagas de emprego deixaram de existir em nosso país.

Quem trabalha ou tem um conhecido que trabalha com a engenharia sabe como é difícil encontrar uma oportunidade no mercado. Ainda é difícil até encontrar um estágio.

Terminei o meu curso de engenharia civil no final de 2015 — o auge da crise. Durante os últimos anos de faculdade, sempre procurei fazer networking com outros profissionais e participar de todos os processos seletivos que apareciam em minha frente.

Apesar de ter feito 5 anos de estágio, ser fluente inglês e ter notas boas, só consegui me manter em um emprego de engenheiro durante 6 meses após a formatura.

Após o primeiro mês de férias, percebi que os boletos não são pagos sozinhos e que a minha reserva de emergência não duraria muito tempo. Comecei a analisar as minhas habilidades e percebi que nem tudo estava perdido.

Como sempre gostei de ensinar meus colegas, vi que seria possível dar aulas particulares de matemática para ganhar uma grana. Mas a falta de compromisso de alguns alunos me desanimou e percebi que isso não daria certo.

Conhecendo a Rock Content

Eu já tinha ouvido falar da Rock, mas nunca tinha parado para entender o que eles faziam. Sempre achei que era coisa de marketeiro e aquilo não era para mim. Até que um dia uma colega me disse que estava ganhando uma graninha produzindo conteúdos na plataforma da Rock.

Resolvi dar uma chance e fiz a minha candidatura. Quem é mais antigo vai se lembrar que antes a Rock University não existia. Havia um curso de produção de conteúdo, mas que não era obrigatório.

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Em outras palavras, eu comecei a escrever sem dominar os conceitos básicos sobre marketing de conteúdo, como:

Além disso, eu nunca fui um bom escritor. Durante toda a minha vida escolar, sempre fui um cara de exatas. Português e Literatura eram as matérias que eu menos me esforçava.

Entretanto, um fator foi fundamental na hora de começar a escrever: sempre fui um leitor assíduo. Gosto de ler desde pequeno e sempre estou com algum bom livro na mochila.

Ps: se você anda muito de metrô em BH, provavelmente vai me ver lendo alguma coisa qualquer dia desses!

As primeiras pautas eram desafiadoras. Confesso que demorei mais de 1 dia para terminar o primeiro conteúdo, mesmo ele sendo só de 500 palavras (a título de comparação: hoje, escrevo, em média, mil palavras por hora).

Com o passar do tempo, fui melhorando a minha escrita e apliquei os conhecimentos analíticos de engenharia para me dar bem em áreas que existem poucos redatores.

Não deixei de acompanhar o meu desempenho também. Criei uma planilha para monitorar a quantidade de texto produzida e de dinheiro arrecadado em cada mês. A partir disso, pude organizar a minha vida e conquistar a tão sonhada liberdade financeira.

É engraçado que, durante essa época, muitas pessoas acreditam que eu estava desempregado. Em algumas situações, era difícil discordar delas, já que eu não tinha vínculos com empresa nenhuma.

Porém, os feedbacks que eu recebia da Rock eram ótimos e melhorei bastante o nível da minha produção. Alguns exemplos que marcaram a minha trajetória foram:

  • ter virado Microempreendedor Individual (MEI) para regularizar a minha situação financeira;
  • ser escolhido como um dos destaques da plataforma em 2017 e ganhar um kit recheado de presentes, como uma camiseta da Rock, vários adesivos e um abridor de cerveja;
  • ter sido entrevistado pela equipe da Rock como uma história de sucesso.

A vida de freelancer não é um mar de rosas

Apesar de ter enfrentado vários desafios na vida de engenheiro, a rotina de produtor de conteúdo não para de me surpreender.

Veja abaixo as situações mais inusitadas que aconteceram comigo:

O mistério da tarefa 666

Quem trabalha na plataforma da Rock sabe que é preciso realizar ajustes nas pautas de vez em quando. Em alguns casos, o cliente não gosta de uma parte do texto ou cometemos alguns vacilos na escrita. Nessas horas, é preciso escutar o feedback recebido e fazer as alterações solicitadas.

Mas você vai perceber que, no meu exemplo, as coisas passaram dos limites.

No dia em que completei 666 tarefas produzidas na plataforma da Rock Content, algo inusitado aconteceu: 5, vou repetir, 5 conteúdos sofreram solicitações de ajustes — algo completamente estranho, até mesmo para quem está começando na produção de conteúdo.

Para completar, tudo isso aconteceu em uma sexta-feira 13… Veja o print que tenho salvo da plataforma:


Depois disso, nunca mais duvidei que o número 666 é “peculiar”!

Viajar é preciso, mas trabalhar também

Liberdade: esse é um dos principais adjetivos para definir a vida de um freelancer.

Você pode pegar o seu notebook e viajar pelo mundo enquanto produz conteúdos para a Rock: basta ter conexão à internet e muita atenção aos s fusos horários.

Durante a minha jornada como freelancer, fiz algumas viagens. Fiz trabalho voluntário em Praga, na República Tcheca, e visitei vários países, como Alemanha, Áustria e Espanha.

Por mais que eu me dedicasse em minhas tarefas, sempre aparecia algum pedido de ajustes — e, acredite, eles acontecem quando você menos espera. Por causa disso, tive que manter a minha caixa de emails em dia e sempre consertar algumas coisas nos textos que produzi.

Em alguns casos, principalmente aos finais de semana, precisei utilizar os computadores de hostels, pois havia deixado o meu note em outro lugar.

E não pense que passei esses perrengues apenas em viagens internacionais. Em 2017, fui ao Lollapalooza em São Paulo, e passei por algo parecido.

Todo post é um novo desafio — até mesmo este

Já escrevi mais de 740 conteúdos para a Rock. Por mais que eu esteja acostumado, cada pauta é um obstáculo que precisa ser superado.

Em alguns casos, o assunto é estranho ou foge da minha área do conhecimento. Em outras situações, a demanda é tão grande que não consigo dar a devida atenção para algumas pautas.

Saiba que este post também foi um desafio. Escrevo bastante sobre engenharia, gestão de projetos e até mesmo o agronegócio. Apesar de serem conteúdos distintos, todos são mais técnicos.

Quando fui convidado para escrever uma pauta sobre as dificuldades de uma pessoa de exatas, pensei que seria fácil, já que bastaria contar um pouco da minha história, não é mesmo?

Porém, ao ligar o notebook, compreendi que as coisas não eram assim.

Precisei escrever este texto várias vezes até chegar em uma versão que eu gostasse — e se bobear eu ainda faria algumas alterações, mas o prazo de entrega era curto e tive que dar um jeito de entregá-la!

Assim como um engenheiro experiente, que já realizou vários projetos, um bom produtor de conteúdo sempre enfrentará novos desafios. Cada tarefa deve ser enxergada como algo único, e você sempre deve estar preparado para encontrar uma solução eficiente e dar o seu melhor.

Nota do editor:
Se quiser aprender ainda mais com o Gabriel Nascimento, autor deste artigo que você está terminando de ler, faça sua inscrição para o webinar Produtores de conteúdo: de hobby a profissão!

produtores de conteúdo: de hobby a profissão

Marketing ou engenharia: o que seguir?

Saiba que a minha história ainda não acabou. Hoje, sou analista de marketing em uma empresa em Belo Horizonte e continuo escrevendo posts para a Rock Content nas horas vagas.

Não sei aonde isso vai me levar ou se algum dia voltarei às atividades de engenheiro, mas tenho certeza que a decisão de virar um freelancer da Rock foi o início dessa história inusitada.

E você, é de exatas e pensa que nunca será um bom produtor de conteúdo? Lembre-se de que o marketing digital é democrático: qualquer pessoa pode colher bons frutos, desde que haja muita dedicação e empenho.

Portanto, vire um redator Rock Content e comece uma nova jornada em sua vida ainda hoje!

Gabriel Nascimento

Gabriel Nascimento

Um engenheiro civil que se descobriu no marketing digital. Atualmente, é analista de inbound marketing na eNotas.

Essa foi a história do Gabriel!
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