Por Breno Magalhães

Redator na Rock Content.

Publicado em 08/10/2014. | Atualizado em 05/09/2018


Search Engine Optimization (SEO) — Otimização para sites de busca, em português — é uma técnica muito utilizada para aumentar a visibilidade e tráfego de uma determinada página. Isso acaba resultando em um melhor ranqueamento, e, consequentemente, mais leitores. Para se fazer um bom artigo para SEO é preciso uma boa habilidade de escrita, para […]

Search Engine Optimization (SEO) — Otimização para sites de busca, em português — é uma técnica muito utilizada para aumentar a visibilidade e tráfego de uma determinada página. Isso acaba resultando em um melhor ranqueamento, e, consequentemente, mais leitores.

Para se fazer um bom artigo para SEO é preciso uma boa habilidade de escrita, para criar algo interessante para quem lê, e, ao mesmo tempo, inserir as palavras-chave — que são os termos principais que determinam o assunto da página — de maneira natural dentro do conteúdo. E se deseja aprender como fazer isso, basta ler as dicas abaixo para saber como escrever melhores artigos para o usuário e buscador.

Sempre escolha o usuário

A regra de ouro da escrita na web diz o seguinte: “Crie conteúdo de real valor pensando nas pessoas”. Por isso, o primeiro e mais importante pensamento em sua cabeça quando estiver gerando o conteúdo para a sua página é que você está escrevendo para pessoas, não para mecanismos de busca.

Sempre que precisar focar em um, opte pela primeira opção. Ela é o seu fio vermelho, portanto não exite! Sites de busca têm tentado cada vez mais entregar conteúdo relevante e informativo para seus usuários. Uma vez que descubram que seu conteúdo é somente spam, não pensarão duas vezes em diminuir seu posicionamento. Além do mais, um artigo super-otimizado é chato de se ler.

Dê uma olhada no que diz o seu Analytics

Se você ainda não tem um blog ou um site no ar, a dica é sempre imaginar para quem você deseja escrever antes de começar a colocar palavras na tela branca do Word. Agora, para quem já tem uma página devidamente monitorada pelo Google Analytics, a coisa fica um pouco mais fácil: basta dar uma conferida por lá e ver se o seu texto está conversando com quem você esperava e o que pode ser mudado para atrair diferentes visitantes.

Ah, e nunca se esqueça de cruzar as informações do Analytics. Isso mesmo! Ao invés de apenas olhar os dados principais, como idade, sexo e região, procure misturar os relatórios — a maioria dos visitantes de 18 a 24 anos é do sexo masculino ou feminino? De onde vem a maior parte dos acessos de homens com mais de 35 anos? — para saber exatamente quem é que está chegando ao seu endereço da web.

Descomplique!

Escreva o conteúdo de forma simples, de modo que seja fácil de ser lido. Inicie seu artigo de forma clara, já explicando a sua proposta. Desta forma, os mecanismos de busca lerão mais facilmente as palavras-chave e o leitor saberá mais facilmente do que se trata o artigo.

Quebre seu conteúdo em parágrafos simples e curtos para poder explicá-los mais facilmente. Utilize de intertitulos para isso, pois eles fazem com que a informação seja encontrada mais facilmente, tanto para as pessoas, quanto para os buscadores.

E lembre-se: listas são mais fáceis de tornar seu conteúdo próprio para SEO sem fazer com que fique repetitivo, além de tornar a leitura menos complicada.

Utilize corretamente as palavras-chave

Para escrever visando um bom SEO, ter conhecimento sobre palavras-chave é indispensável. Por esse motivo, crie uma lista com sua keyword e suas variáveis para poder inseri-las ao longo do artigo. Use a principal o quanto antes e vá usando as demais ao longo do texto, de maneira natural. Se seu artigo vai falar sobre “gatinhos fofinhos”, as primeiras menções dessa palavra devem ser no título e no primeiro parágrafo. E guarde seus sinônimos para o segundo ou terceiro parágrafo.

Mas nada de sobrecarregar o artigo. Se alguém consegue perceber claramente qual a sua palavra-chave antes mesmo de abrir a sua página, provavelmente você a colocou mais do que deveria, ou deu ênfase demais. Quando isso acontecer, pare um pouco, respire e lembre-se do seu mantra: “estou escrevendo para uma pessoa, não para um mecanismo de busca”.

Não atire para todos os lados

Muita gente quando começa a produzir seus primeiros conteúdos para a web decide apostar em diversas palavras-chave para serem usadas em um mesmo post achando que isso pode ranqueá-lo melhor em buscas diferentes do Google, algo que, na verdade, é um baita engano.

Voltando ao nosso caso anterior, se você deseja falar sobre “gatinhos fofinhos”, por exemplo, não tente colocar outras keywords no meio do assunto, como “vídeos engraçados” ou “roupas para gatinhos”. Dê um passo de cada vez e foque apenas em um assunto por post, OK?

O poder da Cauda Longa

Em 2004 o jornalista Chris Anderson fez um artigo para a revista Wired a respeito de uma teoria que ele carinhosamente chamou de Cauda Longa (Long Tail). E o que diabos é isso?

Bem, a ideia de Anderson era a de que enquanto uma parte do mercado produz um pequeno número de sucessos de venda ao longo de um período — como O código DaVinci, Os vingadores ou algo do gênero — uma outra parte produz um gigantesco número de produtos menos conhecidos mas que juntos formam um enorme valor para quem consegue juntá-los em um ambiente e vendê-los — como livrarias ou sistemas de música como o Spotify. E o que essa ideia tem a ver com SEO e produção de texto para a web? Muita coisa!

Além do conceito de Cauda Longa apontar a força que o conteúdo voltado para nichos pode ter na web — como blogs com conteúdo voltado para temas bem especializados como “viagens para quem já passou dos 60” ou “aprenda a tocar flauta doce” — ela também mostra como podemos investir em palavras-chave menos concorridas para ter mais chances nos resultados do Google. Quer ver como isso funciona?

Olhe só: se você quiser falar sobre O senhor dos anéis e apostar nessa palavra-chave específica, você terá uma concorrência bem maior na ferramenta do que se apostar em algo mais específico, como O senhor dos anéis a sociedade do anel. Por isso, às vezes pode ser mais interessante fazer 3 posts falando sobre cada episódio dessa trilogia de J. R. R. Tolkien do que apenas um artigo que tente juntar tudo em um só lugar.

Entenda também as head tails

Agora, percebeu como algumas palavras-chaves, como  O senhor dos anéis a sociedade do anel, podem ser bem específicas, direcionando o assunto exatamente para o lugar que você precisa? Pois então, enquanto elas servem como bons exemplos de long tails, existem outras que são totalmente o inverso: são as head tails.

Constituídas, normalmente, por apenas uma palavra, as head tails são aquelas que representam um assunto bem genérico como cinema, música, colchão ou roupa e que, se por um lado não conseguem especificar uma marca ou modelo, por outro, têm uma volume de busca incrivelmente maior do que o dos termos da long tail.

Quer ver um exemplo? Se no mesmo caso de O senhor dos anéis você optasse por adotar a palavra-chave “filmes” em seu conteúdo, encontraria um volume de buscas 100 vezes maior do que para O senhor dos anéis a sociedade do anel — e também uma concorrência incrivelmente superior a do outro termo.

Linke seus artigos

Outra maneira de tornar seus artigos mais relevantes perante os motores de busca é através da utilização de hyperlinks. É possível marcar uma palavra ou frase no seu artigo e adicionar um endereço de web que esteja relacionado a ele. Dessa forma, além de incentivar o usuário a procurar mais sobre o assunto que está sendo dito, você acaba sendo visto como um lugar de qualidade perante os buscadores. Mas tenha certeza de que todos os links tenham o mesmo padrão de qualidade.

Isso se torna ainda mais importante caso seus links incluam palavras-chave. Se você possui a página sobre “gatinhos fofinhos”, linke o seu artigo a essa palavra-chave, e não a alguma outra frase avulsa e sem graça como “clique aqui” ou “saiba mais”.

SEO on-page e off-page

Já que falamos sobre links por aqui, é bom falar também sobre dois termos que tem muito a ver com esse assunto: o SEO on-page e o SEO off-page. Dois temos que também dizem muito sobre a eficiência do seu conteúdo em ser encontrado pelo Google. E o que eles significam?

Enquanto o primeiro, o on-page, diz respeito ao conteúdo e formatação do seu blog — uso de palavras-chave, título, links — o segundo já tem a ver com a otimização que vem de fora do seu endereço na web, como o número de referências — leia-se links — que um artigo ou até a home do site têm em outros lugares e que influenciam bastante em seu posicionamento no Google. E aí, quanto maior for o número de outros (bons) sites falando sobre o seu material, melhor também será o seu resultado nas buscas.

Para escrever bem, é preciso escrever direito

Essa última regra não é só útil para escrever para web, é útil para a vida: tenha a certeza de que escreveu um artigo gramaticalmente correto e que não contenha nenhum erro de digitação. Não adianta de nada escrever algo rico em conteúdo se, por exemplo, na hora de marcar a sua palavra-chave, no lugar de “gatinhos fofinhos” você escreveu “gatunho fofnhos”.

Esses erros fazem seu texto parecer amador, e além das pessoas te julgarem dessa forma, o buscador também irá. Por esse motivo, sempre que escrever algo, vale a pena dar uma conferida rápida em algum corretor automático, como o do Word, por exemplo, à procura daqueles errinhos que sempre deixamos passar.

Viu como fazer SEO em um artigo para a web não é nada complicado? Pois estas são apenas algumas dicas que podem te ajudar a se tornar um ótimo redator para web. Então, que tal tentar colocá-las em prática e nos contar o resultado?

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