Por Murillo Leal

Jornalista, Palestrante e Top Voice Linkedin 2016 com mais de 225 mil seguidores. Trabalhou em jornais, portais e agências web, produziu programas de televisão e internet. Fundou a Staff Digital, uma empresa focada em educação corporativa, serviços digitais e consultoria. Em 2015, criou, um site de sucesso sobre casamento e relacionamentos. Citado nas revistas: Pequenas empresas & Grandes Negócios; Adnews e Exame

Publicado em 22/05/2019. | Atualizado em 02/05/2019


Eu poderia simplesmente escrever aqui para você não repetir palavras durante um texto e me dar por satisfeito, mas eu quero ajudar você a entender tudo o que está por trás do processo de escrever um texto melhor.

Escrevemos como falamos. E por isso, vez ou outra, acabamos realmente carregando vícios orais para o papel, ou melhor, para a tela. Repetir palavras não só tira a atenção do leitor como é uma prática totalmente evitável.

Uma das cenas mais icônicas do filme do ogro Shrek se dá numa situação em que eles estão viajando para um lugar distante e o tempo todo o personagem do burro repete: “— A gente já chegou!” por muitas vezes. Até que monstro e a princesa Fiona se irritam e retrucam com um não absolutamente enfático.

Repetições são realmente algo completamente chato. Não seja o burro.

Por que repetimos tanto as palavras?

Eu poderia simplesmente escrever aqui para você não repetir palavras durante um texto e me dar por satisfeito, mas eu quero ajudar você a entender tudo o que está por trás do processo de escrever um texto melhor. Muito mais do que só repetir regras, quero que você entenda.

Quando comecei a notar que dizia muitas vezes a mesma palavra dentro de um conteúdo, precisei investigar qual era a origem daquele costume.Algumas ideias eu pude rastrear.

Não temos vocabulário

A primeira coisa que me veio a mente é que precisava confessar que meu vocabulário não era tão rico como eu imaginava. A repetição é a maior expressão de que nos faltam palavras suficiente para expressar as variações da nossa língua. Repetir é realmente uma das

Escrevemos como falamos

Uma segunda percepção é de que um dos erros mais clássicos é o de confundir linguagem com canais. Não podemos simplesmente explicar algo por meio de um texto da maneira que fazemos em um livro. Embora seja necessário manter um diálogo e uma certa pessoalidade, repetimos muitas palavras sem notar que devemos ter este cuidado num matéria escrito e sem entonação.

Temos carências de sinônimos

Sabe quando você quer explicar alguma coisa, mas não sabe direito como explicar? Bem, esta talvez seja a maior evidência de que precisamos aprender variações de palavras com sentido aproximado. Isso não só enriquecerá a nossa maneira de comunicar precisamente, como também resolve as limitações.

Às vezes, é permitido repetir

Tendo dito tudo isso acima, uma ressalva é necessária. Nem sempre repetir é um pecado mortal. Há na mente uma ideia de que a repetição é pedagógica.

Há um lado educativo no frisar. Portanto, somente dentro dessa possibilidade é viável que haja certa freqüência dos mesmos termos. Salvo esta situação, também há uma lógica instrutiva na repetição.

Uma dica de como dar um jeito nisso

Para quem sofre desse mal, uma boa solução é o site Sinônimos, um banco de dados obrigatório para quem quer escrever. (A dica extra é o igualmente importante Antônimos.)

Sempre que inicio um texto, e me proponho a escrever, abro uma aba o meu editor de texto e na outra este site para que sempre que note que houve um caso desnecessário de repetição, eu possa ter novas possibilidades.

É uma maneira de aprender mais enquanto escreve e também resolver este problema de uma vez por todas. Repetir demais vai afastar seu leitor. Que essa seja a ultima vez que eu precise falar isso, combinado? 😉

Nota do editor:
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Este texto também pode ser lido aqui e aqui.

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