Por Samanta Jovana

Redatora da Comunidade Rock Content.

Publicado em 09/12/2017. | Atualizado em 02/08/2019


Ainda tem dúvida sobre algumas das principais regras do português? Acace de vez com as suas dúvidas sobre uso da crase, uso da vírgula, plural, entre outros!

É muito difícil entender as regras do português e, muitas vezes, apenas a educação que temos na escola não é o suficiente para que nos familiarizemos com todas elas. Afinal, idiomas estão em constante evolução e passam por processos como os Acordos Ortográficos, que modificam fundamentalmente sua estrutura.

Entretanto, se você quer ganhar a vida como um redator freelancer ou apenas pretende aprimorar as suas habilidades de escrita, ficar por dentro das regras do português é uma obrigação. Mas como fazer isso se todas elas parecem complicadas demais, extensas demais e quase impossíveis de se aprender?

Então, vamos ajudá-lo: simplificamos algumas das principais regras do português para que você consiga não apenas entendê-las, mas explicá-las para as pessoas ao seu redor.

Com o conteúdo descrito aqui será possível escrever com mais habilidade e dar um upgrade na qualidade do seu portfólio. Comece já a leitura e descubra como utilizar bem a língua de Camões.

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1. Plural

Quando passamos muito tempo na internet, principalmente, em redes sociais como o Twitter, podemos acabar nos acostumando com um estilo informal de escrita, que ignora os plurais. Entretanto, para ser um redator profissional você deve estar atento a questões como essas, sempre levando em consideração a correta flexão dos verbos e nomes.

Se na internet é típico falar coisas como “nós vamo” (sic), na sua vida profissional é preciso tomar muito cuidado para não reproduzir esse tipo de vício de linguagem. A seguir, lhe daremos algumas dicas para executar os plurais sempre com precisão e evitar erros como estes nas suas redações e propostas comerciais.

Pense sempre que as únicas palavras na língua portuguesa que não variam são aquelas terminadas com a letra X. Por isso, são chamadas invariáveis. Pense em termos como unissex, clímax, látex, triplex etc.

Agora, se o final da palavra que você está utilizando não é esse, ela certamente tem um plural específico que deve ser conhecido. Termos como segunda-feira, ar-condicionado e mel são todos flexíveis e é preciso entender a regra para cada um deles e não se confundir.

Segunda-feira, por exemplo, flexiona-se como segundas-feiras. Já ar-condicionado vira ares-condicionados. No caso do mel, existem dois plurais aceitos na língua portuguesa, méis e meles.

Estudar os plurais vai enriquecer muito o seu conhecimento da língua portuguesa e facilitar o seu trabalho daqui por diante. Então, se você é uma dessas pessoas que passam muito tempo por aí criando memes e participando de comunidades virtuais em que a informalidade impera, essa é a primeira regra que deve ser observada a partir de agora.

2. Mal e mau

Esses dois são muito fáceis de se confundir e costumam dar um nó na cabeça de muitos de nós, especialmente quando estamos escrevendo períodos um pouco mais extensos. É escasso o número das pessoas que param para pensar se o correto é mau ou mal e, por isso, muitos textos que você encontra por aí costumam vir com este errinho.

O bem é sempre antônimo de mal e o bom é sempre o antônimo de mau. Se você quiser saber qual se aplica a sua frase, deve fazer o exercício de pensar no oposto dela.

Mau humor é o contrário de bom humor e mal educado é o contrário de bem educado. Mantendo o hábito de pensar sempre no antônimo do que você quer dizer enquanto estiver compondo um texto vai ajudá-lo a não errar mais na aplicação de mal e mau, bem como aumentará a qualidade dos seus textos.

Mas, se você acha que essa é uma regra do português muito simples, que não convém ser explicada aqui e esperava aprender mais sobre o mal e mau, não tem problema. É provável que já tenha notado que boa parte das palavras que utilizam o mal (ou o mau) são compostas.

Você sabe dizer quando cada uma delas tem hifenização? Um bom truque é pensar se o mal (ou mau) refere-se a uma condição de saúde. Se sim, o hífen é sempre obrigatório.

Caso não haja essa pista na palavra que você está escrevendo, use a regra a seguir: se ela for escrita com mal e acompanhada de um termo que começa com uma vogal, a letra “H” ou o “L” ela também terá obrigatoriamente de ter um hífen.

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3. O verbo haver

O verbo haver é daqueles que a sua professora de português provavelmente passou um bom tempo explicando. E ela fez bem em fazer isso porque ele carrega particularidades que outros verbos não têm.

Quando ele aparece nas frases com o sentido de acontecer, ocorrer ou existir, por exemplo, ele jamais pode ser flexionado e fazer isso é um vacilo que você não quer cometer. Dessa forma, a regra do português é clara para frases como as seguintes, em que o verbo haver não flexiona:

  • Houve mudanças no clima;
  • Houve manifestações na porta do Senado;
  • Houve um imprevisto.

Usar houveram, em qualquer um desses casos, seria um tremendo erro de português.

4. Uso da crase

A crase costuma ser o pavor de muitas pessoas porque a sua regra tende a ser mal-explicada nas escolas. Você por algum acaso lembra-se exatamente de todos os cenários em que esse tipo de acentuação se faz necessário e garantiria que é capaz de detectar erros na sua aplicação todas as vezes?

Provavelmente, a maioria dos leitores desse texto respondeu que não. Porém, a crase não precisa ser esse bicho de sete cabeças e pode muito bem se transformar em sua amiga, desde que você seja capaz de se lembrar de algumas regras do português muito simples que regem a sua colocação.

Quais regras são essas? Confira, uma a uma, abaixo:

  • Crases só podem ser empregadas diante de substantivos femininos e nunca, sob hipótese alguma, diante de substantivos masculinos. Portanto, se a palavra que se segue é terminada na desinência -o ou, convencionalmente, for tida como um substantivo masculino, você não deve utilizar a crase;
  • Toda vez que você estiver escrevendo um texto e nele existir uma menção a algum horário é preciso utilizar a crase. Essa regra vai ajudá-lo a não pecar nunca mais em frase como “às 12h” ou “às 23h”;
  • Antes de locuções que expressam a ideia de tempo, lugar e modo você pode ter certeza que a crase é necessária. Então se você diz “às vezes” ou “às pressas”, não se esqueça de colocá-la;
  • Existem algumas situações específicas nas quais o uso da crase é opcional, você sabia disso? Essas situações são: antes dos substantivos femininos próprios, como nomes; antes dos pronomes possessivos, como minha, tua e nossa e depois da palavra até.

5. O uso da vírgula

Outro grande desafio para escritores por aí costuma residir no uso da vírgula. Essa pontuação, tão importante para que nossas frases façam sentido e tenham um determinado ritmo, pode ser a grande vilã nos seus textos se você não souber usá-la bem.

Felizmente, há uma série de regras do português que você pode seguir com relação ao uso da vírgula para prevenir equívocos. Essas regras são:

  • Sempre deve existir vírgula antes das expressões “mas”, “entretanto”, “portanto”, “logo” e “todavia”, por exemplo. Via de regra, as conjunções precisam ser antecipadas por esse tipo de pontuação para fazer sentido ao longo de um texto;
  • Todavia, há casos em que as conjunções pedem que vírgulas sejam utilizadas APÓS sua menção em um texto. Esses casos aparecem na utilização de termos como “aliás”, “por assim dizer”, “por exemplo” e “além disso”;
  • Sempre que você for enumerar mais que dois elementos, a vírgula se faz necessária.

6. Em vez de ou ao invés de

Outra pegadinha em que costumamos cair ao escrever está na confusão feita entre as expressões “em vez de” e “ao invés de”. Muitas pessoas costumam ter dúvidas, inclusive, se ambas as expressões estão corretas ou se apenas uma delas é válida na língua portuguesa.

Podemos lhe dizer, antes de tudo, que ambas existem e são maneiras apropriadas de se referir a uma ação, todavia, elas têm aplicações muito distintas e não pegaria muito bem se você as confundisse. Por isso, vamos matar de uma vez por todas as suas dúvidas sobre quando é apropriado utilizar cada uma delas para que a partir de agora você não cometa este erro nunca mais.

A expressão “em vez de” significa “no lugar de”, ou seja, deve ser utilizada quando uma coisa substitui a outra, pura e simplesmente. Por outro lado, a expressão “ao invés de” significa “ao contrário de” e só deve ser utilizada quando algo é o exato oposto do que você acabou de mencionar.

Qual é a maneira certa de não errar na aplicação dessas palavras, então? Infelizmente, não há um jeito mais fácil de averiguar se você aplicou o termo correto do que fazendo a substituição.

Por isso, ao escrever uma frase e notar a necessidade do “em vez de”/”ao invés de” verifique se pode substituí-lo por “no lugar de” ou “ao contrário de”. Como agora você sabe exatamente o que essas duas coisas querem dizer, será fácil determinar qual das duas expressões utilizar.

7. Novo Acordo Ortográfico

O Novo Acordo Ortográfico não poderia deixar de entrar nas dicas e nas regras de português aqui mencionadas. Isso porque confunde muita gente e deixa grandes redatores acreditando que não sabem escrever nada. A verdade, todavia, é que o Novo Acordo Ortográfico é bastante simples quando você se familiariza com ele e faz muito sentido.

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Dúvida? Basicamente, desde a sua aplicação, o Novo Acordo Ortográfico mudou apenas quatro coisas: a acentuação de palavras, a hifenização de palavras, a aplicação do trema e a composição do nosso alfabeto.

Parece muito, mas, na verdade, é tudo bem simples.

1. Acentuação

A acentuação, por exemplo, muda apenas em algumas palavras específicas, aquelas que possuem ditongos abertos éi, ói e éu e as que antes levavam o acento diferencial.

Os ditongos abertos, a partir dessas novas regras do português, só são acentuados quando são monossilábicos ou oxítonos, como no caso da palavra céu ou da palavra anéis. Entretanto, nas paroxítonas, o acento some de uma vez por todas. Assim, “idéia” vira “ideia”, “heróico” vira “heroico” e “jibóia” vira “jiboia”.

A questão do acento diferencial chega a ser mais simples ainda. Lembra que costumávamos ter, em palavras homográficas (ou seja, de grafia idêntica, mas pronuncia distinta) um acento para denotar isso? Páre, pólo e pêra são exemplos disso.

Hoje, todas essas palavras não devem mais ser acentuadas, pois esse acento simplesmente deixou de existir. Agora, se você quiser distingui-las umas das outras, precisa considerar o contexto de uma frase e não mais o acento diferencial.

Outras duas mudanças de acentuação ocorreram, mas elas também são muito simples de se entender. Quando os verbos ter e ir são utilizados no plural, ou seja, têm e vêm, eles devem ser acentuados para demonstrar isso. E, nos hiatos, como vôo, enjôo e perdôo, os acentos sumiram de vez, dando lugar a palavras como voo, enjoo e perdoo.

2. Trema

O novo acordo também extinguiu de uma vez por todas o trema, que costuma ser um diferencial em palavras como linguiça e frequente. Elas não levam mais essa acentuação, que foi aposentada.

3. Uso do Hífen

A hifenização das palavras, porém, foi uma mudança polêmica e que ainda confunde muita gente. O hífen deixou de aparecer se o segundo elemento de palavras compostas começar com s ou r, caso em que as consoantes devem ser duplicadas. E também desapareceu quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com uma vogal diferente.

Assim, anti-religioso virou antirreligioso e contra-regra virou contrarregra. Agora, se o prefixo termina com r e a palavra seguinte também começa com r, como em super-realista, o hífen continua exatamente onde está.

4. Mudança no alfabeto

Lembra que também mencionamos uma mudança no nosso alfabeto? Essa você provavelmente nem sentirá como uma grande diferença. Apenas foram incluídas as letras k, w e y, que já eram utilizadas, mas não faziam parte do alfabeto oficial. Todas as outras regras do português que você aprendeu na escola continuam valendo. Essas são as únicas mudanças oficiais no nosso idioma.

Por que conhecer regras do português?

Entender todas as regras da língua portuguesa de uma vez só é um desafio grande demais. Mas, se você continuar atento para materiais como este e sempre dedicar uma parte do seu tempo à melhoria das suas habilidades com relação ao idioma, em pouquíssimo tempo conseguirá fazê-lo.

Há muitas vantagens em entender as regras do português. Seu jeito de falar ficará não apenas mais bonito e elegante, bem como muito mais profissional. Inspirar a confiança das pessoas ao seu redor será mais simples e vender o seu peixe uma tarefa menos desafiadora.

Por isso, guarde com carinho esse post ou, se preferir, salve-o em seus favoritos. Assim, você poderá consultá-lo sempre que tiver uma dúvida com relação aos tópicos abordados aqui e, logo logo, estará quase tão proficiente no idioma quanto o professor Pasquale.

Gostou de conhecer essas regras do português? Esperamos que sim. Agora, se você quiser continuar se aprofundando por outras normas gramaticais importantes, baixe nosso Guia de Prático de Português e Gramática para Web. Este material será seu grande companheiro e o ajudará a dominar a língua cada vez mais.

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