o redator de conteúdo freela que todo mundo procura

Quem é o redator de conteúdo freela que o mercado procura?

Quem quer ser visto como um profissional de conteúdo completo, conseguir pegar mais e melhores jobs e ser reconhecido pelo seu trabalho, precisa fazer mais do que a média.

Artigo por Luciane Costa, do blog Vivendo de Freela.

Como redator de conteúdo, você já deve ter lido bastante sobre como melhorar seu texto e sobre como encontrar jobs, seja em plataformas como a Rock Content, seja por conta própria.

Mas será que você realmente sabe o que fazer para continuar um profissional relevante em um mercado tão competitivo? Vale lembrar que apenas na Rock são 25 mil redatores cadastrados!

No meu tempo Vivendo de Freela aprendi que, muito mais do que conseguir pegar uma tarefa e fazer um excelente texto, precisava satisfazer a expectativa daquele cliente específico — e de todos os outros que contratassem meus serviços.

Para quem você está escrevendo?

É isso mesmo. Não adianta apenas você escrever o melhor texto para ser um ótimo redator. Precisa ser o melhor texto para o seu cliente. Que o ajude a vender mais, a divulgar sua marca ou qualquer objetivo que tenha para o canal de conteúdo no qual está investindo.

Por esse motivo, acho tão importante ser muito mais do que um excelente redator: ser o redator que o mercado precisa. Abaixo listo algumas dicas que podem ajudá-lo a ser esse profissional. Espero que ajudem você a conseguir mais (fiéis) clientes!

1. A formação não é o mais importante

Estudei Jornalismo e já ouvi de clientes que isso foi um ponto importante para confiarem no meu trabalho. Mas também já me falaram que minha formação era muito generalista e não seria suficiente para tocar um projeto da área da tecnologia.

Ao mesmo tempo, conheço excelentes redatores de conteúdo com formações bem diferentes da minha: advogados, engenheiros, administradores — e eles têm uma boa demanda de trabalho.

Ou seja, tudo isso para dizer: não se prenda tanto a essa história de “o que estudou na faculdade vai determinar o que fará pelo resto da sua vida”. Felizmente, na vida de freelancer, o mercado procura muito mais por portfólio do que por diploma. Capriche no seu e esqueça um pouco os rótulos de cargos e funções.

2. Conhecimento aprofundado

Se por um lado você não precisa ser formado em Jornalismo ou Comunicação, por outro, isso não quer dizer que não precise conhecer muito bem os assuntos sobre os quais escreve. E aí está um dos grandes erros que os redatores de conteúdo cometem: participar de projetos em muitas áreas diferentes.

Isso é exatamente o oposto daquilo que o mercado procura. Quando um cliente busca um profissional de conteúdo, ele quer “conteúdo”, não apenas um texto bem escrito do ponto de vista gramatical.

Por isso, escolha poucos temas para se especializar, sendo capaz de contribuir de fato para a estratégia do cliente, sugerindo pautas e inovando nas abordagens. Uma dica é optar por aquelas áreas pelas quais já se interessa e lê a respeito no seu dia a dia.

Eu, por exemplo, gosto muito de temas como Finanças, Vendas e Empreendedorismo. Não por acaso, a maioria dos meus clientes também eram empresas destes segmentos.

3. Ir além do texto

Ok, você foi contratado para escrever posts para blog, com briefings específicos para isso. Mas, levando em consideração que seu cliente está terceirizando parte da sua estratégia de conteúdo, será que você não consegue ajudá-lo ainda mais?

Você pode se mostrar disponível para planejamento de pautas, para pesquisas de SEO, para distribuição de conteúdo. E fique tranquilo, dá para fazer isso mesmo trabalhando apenas em plataformas como a Rock Content, usando as tarefas de sugestão de pautas e revisão.

Com o tempo, certamente você será mais notado do que aqueles redatores que cumprem apenas o esperado!

4. Visão de marketing e vendas

Trabalhar com conteúdo digital exige visão de marketing e vendas, mesmo que sua formação tenha passado longe dessas áreas. E aí, inclusive, entra um grande dilema para quem escolheu o jornalismo como graduação.

Sim, a redação para sites e blogs de empresas não é o mesmo que a de veículos de comunicação supostamente isentos. Portanto, se você escolheu trabalhar com conteúdo em uma estratégia de inbound marketing, vai precisar aprender a ser mais vendedor e a perseguir um objetivo específico de marketing (gerar mais leads, aumentar a conversão, atrair o interesse, seja qual for).

Por isso, para ser um profissional mais relevante para o mercado que o contrata, vá estudar a fundo estratégias de marketing e vendas e, principalmente, quem é a persona para a qual seu cliente quer vender.

O que faz ela ler um texto em um blog? O que faz ela assinar uma newsletter? O que faz ela preencher um formulário de lead? Todas essas questões devem ser pensadas e repensadas antes mesmo de começar o primeiro parágrafo de um texto!

5. Soluções – nunca problemas!

Quando uma empresa contrata um redator de conteúdo freelancer, ela quer soluções, nunca problemas. Pense que seus clientes estão terceirizando uma parte (ou até o todo) de sua estratégia de marketing, justamente para torná-la mais ágil e eficaz, aliviando as demandas internas.

Por isso, faça o possível para que as responsabilidades associadas ao job estejam de fato na sua mão – como acontece com qualquer entrega de serviço terceirizado.

Por exemplo: o briefing não chegou com todas as informações necessárias para o desenvolvimento do texto? Nada de retornar ao seu cliente com um “está incompleto” e ficar esperando.

Envie para ele algumas informações das quais necessita, mostre exemplos de briefings bem elaborados e prepare algumas perguntas chave que podem ajudá-lo na redação.

Outro exemplo: o site do seu cliente não está adequado do ponto de vista de layout ou programação? Não deixe isso passar. Converse com ele e explique como um site melhor pode ajudá-lo a atingir seus objetivos e, se possível, indique profissionais que podem ajudá-lo nesta mudança.

6. Tem opiniões próprias? Use em seus textos autorais!

Trabalhando como redator freelancer, muitas vezes você vai ter um cliente que pensa diferente de você sobre política, economia e até sobre temas mais leves, como moda ou estratégia comercial. Sejam princípios ou gostos pessoais, você tem duas opções: ou escreve de acordo com as preferências do cliente, ou troca de cliente.

Deixar a opinião pessoal de lado é um dos pontos mais difíceis da profissão, mas pense pelo outro lado. Se estivesse contratando alguém para escrever para seu blog, não iria querer que ele escrevesse da mesma forma que você pensa?

E sempre existe a possibilidade de expressar as suas ideias em canais próprios, como blog ou redes sociais. Particularmente, como criadora do Vivendo de Freela, recomendo muito!

Você não é só mais um redator de conteúdo. Ou é?

Colocar em prática o que o mercado procura em um redator de conteúdo freelancer dá trabalho – e como dá! Mas você acha que consegue mesmo evoluir na sua carreira sem se esforçar desta forma? Esse é o tipo de pergunta que nem merece muita reflexão…

Quem quer ser visto como um profissional de conteúdo completo, conseguir pegar mais e melhores jobs e ser reconhecido pelo seu trabalho, precisa fazer mais do que a média.

Esteja de olho no mercado, converse com seus clientes, capriche nos textos e reforce seu portfólio. É assim que deixará de ser “apenas mais um redator de conteúdo freelancer”.

Para você, o que mais o mercado procura em um profissional de conteúdo freela? Compartilhe conosco aqui nos comentários desse post!