Por Silvia Seco

Publicado em 16/07/2018. | Atualizado em 28/08/2018


Já pensou na semelhança entre professores e redatores freelancers? Vamos explicar por que você deve acreditar que os copywriters serão os professores de amanhã. Confira!

Você consegue imaginar como seria a nossa vida se não existisse esse sistema de signos gráficos que representa a linguagem falada chamado de escrita?

Certamente a humanidade ainda não teria aprendido o suficiente sequer para inventar a energia elétrica, por exemplo. É a escrita que torna possível a passagem do conhecimento de uma geração para outra, tanto o acumulado através dos séculos quanto o empírico.

Eu e você, redatores da web freelancers ou não, estamos com o bastão na mão. Nós hoje somos os grandes responsáveis por essa passagem de conhecimento para as próximas gerações. Somos enciclopédias vivas e em constante expansão.

E mesmo que você já tenha entendido o tamanho da importância do seu papel, acho que vai gostar de refletir sobre ele junto comigo neste post. Então, senta que lá vem história!

De onde viemos

Foi em 4000 A.C. que os sumérios criaram o sistema mais rudimentar de símbolos que servia para registrar há quanto tempo seus produtos agrícolas estavam armazenados, permitindo que fossem consumidos antes de perecerem.

Se pararmos para pensar, esses caras não estavam só criando o protótipo do blog na versão “escrito em pedra literalmente”, mas também, o wireframe do primeiro WMS – Warehouse Management System ou Sistema de Gestão de Armazéns.

E junto com eles, começou a se formar também, o modelo de ensino tradicional, aquele com a tia na frente do quadro negro ensinando o conteúdo da cartilha impressa, que hoje nós, redatores da web, estamos ajudando a revolucionar.

Criando paradigmas

E já que tocamos no assunto “escrito em pedra”, é bom lembrar que até agora aprendemos a considerar o que é bom ou ruim, certo ou errado, por meio da visão quase maniqueísta de quem viveu em épocas e realidades muito diferentes da que vivemos atualmente.

Ou seja, o conhecimento cientifico que nos permite os avanços que estamos vivendo tem sido contaminado por valores e padrões hierárquicos que fizeram sentido na época em que foram descobertos, mas que hoje limitam o nosso pensamento e o uso que damos ao conhecimento adquirido.

Por exemplo, o modelo de escola como nós conhecemos, com a nossa querida professorinha cuja autoridade em sala de aula é inquestionável, transformando o aprendizado em algo passivo, foi pensado para ensinar as mesmas coisas para todas as pessoas, que são completamente diferentes e têm objetivos e interesses diversificados.

A internet e os conteúdos que produzimos estão mudando esse cenário, pois estamos assumindo o papel de ensinar somente às pessoas que estão ativamente buscando aprender algo, e sobre o assunto pelo qual estão interessadas. O que permite que cada um desenvolva suas aptidões natas com a nossa ajuda.

Para onde vamos

Já parou para pensar que, hoje, quando alguém tem uma dúvida, curiosidade ou mesmo quando está fazendo um trabalho para instituições de ensino tradicionais, vai buscar respostas no Google e o que encontra é o que você escreve?

Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação mostrou que os índices de utilização da internet para a realização de atividades escolares em sala de aula chegaram a 74% entre os alunos do ensino médio e 59% no fundamental em 2017. Ou seja, assim como os professores tradicionais, nós redatores, também estamos em sala de aula ensinando em parceria com eles.

Vale mencionar que a adoção de plataformas de EAD — Ensino a Distância — pelas instituições de ensino, está em franca expansão, principalmente entre aquelas especializadas em capacitação profissional, que é baseada em conteúdo de nicho, como o que nós produzimos.

Além disso, muitos novos métodos de ensinos para EAD têm sido desenvolvidos envolvendo as técnicas que utilizamos na produção de conteúdo para web como o Storytelling, e estão cada vez mais presentes em tendências como:

  • Ensino hibrido: intercala aulas online e presenciais;
  • Sala de aula invertida: o aluno primeiro estuda o conteúdo e depois vai para a sala de aula debater com o professor e demais alunos;
  • Gameficação: utiliza jogos digitais com o objetivo de engajar o aluno em seu aprendizado;
  • Microlearning: divide o conteúdo em pequenos módulos mais curtos e resumidos;
  • Realidade Virtual e aumentada: simulam o ambiente da sala de aula virtualmente;
  • Mobile learning: ferramentas que utilizam o smartphone para o aprendizado;
  • Social learning: utiliza chats, fóruns e comunidades para a construção da base de conhecimento;
  • Learning Analtycs: utiliza a inteligência artificial para conduzir o aluno à melhoria do seu desempenho, oferecendo reforço aos assuntos onde apresentou mais dificuldade.

Será que é preciso dizer que em todos esses novos modelos de educação, está incluída a famosa pesquisa no Google, cujo resultado mostra nossos textos em primeiro lugar? (Modéstia à parte, mas somos fodásticos, não?!)

Quebrando paradigmas

Matar é eticamente errado, mas moralmente certo na luta entre a vida e a morte de uma guerra. Podemos usar como exemplo os policiais condecorados por matarem bandidos para proteger a população.

Portanto, acreditar que algo é absolutamente certo ou errado é, no mínimo, limitante. Revolucionam as pessoas capazes de criar novas formas de interpretação para antigos paradigmas, sem medo do julgamento de quem pensa a partir dos modelos alheios.

E para passarmos o conhecimento adiante sem colocar o pensamento de quem nos lê dentro de uma caixa, precisamos ser essas pessoas.

O propósito de ser um redator freelancer

A maioria dos textos que escrevemos como redatores freelancers tem como objetivo explícito a venda de algum produto ou serviço, mas já sabemos que a melhor forma de fazermos isso é ensinando às pessoas a resolverem problemas.

E a solução de problemas é a base de uma nova proposta pedagógica, também conhecida como PBL, centrada no interesse e desenvolvimento cognitivo do aluno, organizada combinando elementos práticos e teóricos de disciplinas integradas para solucionar algo, e não mais em cada matéria separadamente ensinadas sem nenhum vínculo com a sua aplicação.

Para que os nossos textos valham muito mais do que o dinheiro ganho nas vendas geradas por eles para nossos clientes, ensinar sem encaixotar o pensamento de quem nos lê, deve ser o nosso maior propósito por trás de tudo isso.

Tão fundamental quanto todas as recomendações de estilo e SEO, por exemplo, é não esquecer que estamos escrevendo o futuro das próximas gerações, de que é a nossa vez de “talhar na pedra” tudo o que sabemos. E o que vai definir se essa pedra será usada para construir paredes, para fazer fogo, quebrar correntes ou vidraças é forma como escrevemos.

Aqui caberia aquele famoso gif de um cérebro explodindo, mas é melhor que você mesmo o coloque nos comentários junto com a sua opinião sobre o nosso papel na vida das pessoas que nos leem!

Posts populares com esse assunto

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *