Por Guilherme Pimenta

Designer e escritor, percebi que era melhor desenhando com palavras.

Publicado em 29/01/2021. | Atualizado em 27/01/2021


Procurar emprego é um processo desafiador, que exige não só habilidades profissionais como também um trabalho de branding e participação relevante nas discussões do mercado. Veja 11 dicas sobre o que fazer e não fazer neste momento de recolocação na carreira.

Conseguir ingressar ou se reposicionar na carreira profissional é sempre considerado um desafio. O mercado é competitivo, a demanda oscila bastante e empresas contratantes e clientes estão cada vez mais exigentes.

Mas isso não significa que procurar emprego deve ser uma jornada interminável. Quem consegue trabalhar seu marketing pessoal e aproveitar o momento para buscar novas habilidades pode ver portas incríveis se abrirem para seu crescimento.

Quer saber como preparar sua busca e encontrar seus objetivos com velocidade? Eu separei para você uma lista com as 11 dicas mais importantes divididas em dois tópicos: o que fazer e o que não fazer para o mercado notar seu talento. Confira!

O que fazer?

1. Ter uma estratégia definida

Na hora de procurar emprego, é natural que a ansiedade nos faça ir direto ao mercado buscando o que aparecer pela frente.

Eu entendo a ansiedade, mas é preciso ter calma. Seu primeiro passo deve ser planejar o que você quer e como pode chegar nesse objetivo.

Essa estratégia passa por definir um escopo e um plano de ação. O escopo, no caso, é a parte mais importante. Que tipo de trabalho você quer agora? Quais das oportunidades existentes podem satisfazer sua necessidade a curto prazo e permitir realizar seus sonhos no longo prazo?

Nessa pesquisa, provavelmente você vai encontrar empresas que têm mais o perfil que você busca. É hora então de estudar esses negócios e entender o que procuram em um profissional para emprego ou parceria.

É desse estudo que virá seu plano de ação. Como abordar, o que falar em uma entrevista de emprego, que canais utilizar, como se posicionar no mercado. É um plano que envolve, inclusive, todos os próximos tópicos na lista do que fazer.

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2. Buscar capacitações que podem ajudar no seu currículo

As habilidades que as empresas procuram em seus profissionais estão sempre em constante mudança. Isso vale principalmente para as áreas criativas e inovadoras. O momento em que se procura emprego é ideal para analisar o que o mercado está buscando e fazer cursos, aulas online e consumir conteúdo relacionado a essas novas skills.

3. Investir no seu portfólio

Rechear seu currículo sempre ajuda a destacar suas habilidades em um processo de seleção, mas atualmente as organizações estão dando muito mais valor a uma mostra prática do que você sabe fazer.

Ter um portfólio de projetos online com os seus trabalhos é uma obrigação para quem atua em áreas criativas. Com apenas um link, você pode mostrar para empregadores todo o seu talento de maneira rápida e impactante. Hoje, um bom portfólio pode valer muito mais do que seu histórico acadêmico. Por isso, capriche na apresentação!

4. Criar sua marca pessoal

Seja para trabalhar como freelancer ou CLT, todo profissional precisa construir sua marca — conceito chamado de branding. É a soma de imagem (muitas vezes com uma identidade visual própria), criação de conteúdo e posicionamento relevante sobre assuntos que rondam a sua área de atuação.

As redes sociais são o seu maior foco na criação de sua marca. Não se engane: praticamente todas as empresas fazem pesquisas sobre seu comportamento antes de decidir contratar ou fechar uma parceria.

Isso não significa que você deva deixar de dar opiniões, mas que trate esses locais de uma maneira mais profissional e com a linguagem adequada para o setor em que você quer ingressar.

É muito recomendável também usar esses perfis para compartilhar seu portfólio e divulgar seu trabalho — fazer marketing pessoal. O networking feito nas redes sociais pode abrir portas que você nem esperava.

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5. Fazer parte de comunidades na área

Expandindo o assunto, dentro e fora das redes sociais existem comunidades nichadas para cada profissão, cada área de trabalho.

Seja uma pessoa ativa nessas discussões, aprenda e ensine habilidades e demonstre autoridade nos assuntos que você domina. Ter uma reputação entre colegas de profissão é um grande diferencial na hora de analisarem o seu perfil.

6. Trabalhar suas soft skills

Atualmente, não é só a habilidade técnica que conta no mercado profissional. Com a nova dinâmica de trabalho, com funções mais flexíveis e foco em resultados em grupo, trabalhar as soft skills também tem grande peso na sua contratação.

Soft skills são capacidades que não são ligadas diretamente ao que você faz, mas que influenciam em como o seu trabalho é feito. Liderança, proatividade, empatia, comprometimento e pensamento criativo são alguns exemplos.

O que não fazer?

7. Apostar em uma só estratégia

Hoje em dia, existem várias formas de se colocar no mercado e onde procurar emprego. Sites especializados, redes como o LinkedIn, seleções anunciadas pela internet e até mesmo a abordagem direta por e-mail e outros mensageiros.

Portanto, mantenha seu horizonte amplo. Busque uma posição em várias frentes para descobrir qual parece mais promissora em relação às empresas que você prefere.  

8. Esperar a oportunidade certa cair do céu

Não dá para ter passividade na busca por um emprego, ou até mesmo uma relação de freelancer. A chance perfeita não vai aparecer magicamente um dia na sua inbox.

É preciso cadastrar-se em serviços de procura, gerar conteúdo em suas redes, mostrar seu trabalho para as empresas. Quanto mais foco você tiver no resultado, mais rápido vai alcançar seus objetivos.

9. Ser inconveniente

Proatividade não significa inconveniência. Mesmo que você tenha tido um contato positivo com uma empresa, tem que levar em conta que muitos desses processos duram semanas, às vezes meses.

Ficar insistindo no contato e forçando a avaliação do seu portfólio só vai criar uma imagem ruim do seu perfil no mercado.

10. Manter seu portfólio de projetos desatualizado

Algumas oportunidades surgem de maneira tão repentina que não dá tempo de reformular ou atualizar o currículo e portfólio antes de enviar. Esse é um trabalho que deve ser feito regularmente.

Sempre que tiver algo novo para mostrar, mostre. Sempre que concluir um curso ou uma certificação, atualize em seus perfis. Isso ajuda a aproveitar toda chance que surgir da maneira mais eficiente possível.

11. Desistir fácil

O mercado de trabalho é um ambiente difícil. A demanda por profissionais sobe e desce de acordo com diversos fatores e as chances mais incríveis podem vir de onde menos se espera.

Portanto, a última dica que eu tenho para você é persistir. Mesmo que demore, mesmo que você não aguente mais ouvir tantos “nãos”, isso faz parte do processo.

Busque e estude os feedbacks por trás dessas negativas. Conheça seus pontos fortes e fracos e trabalhe nos dois lados. Pense sempre em crescer — nas habilidades e no profissionalismo.

Quem tem esse foco na hora de procurar emprego sai muito melhor do processo do que quando começou. Os desafios acabam se tornando um degrau para consolidar a sua carreira.

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