Marc Tawil - Colunista

Comportamento nas redes sociais: Pratique aquilo que você posta

Você já parou para pensar no conteúdo que você compartilha nas redes sociais? É difícil percebermos que o que postamos lá deve ser verdade e real, e não o que queremos ser.
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Em meados dos anos 2000, com o surgimento das redes sociais no formato em que conhecemos hoje, ou quase, o ser humano ainda se dividia em dois grupos: os que mostravam quem eram de verdade e os que mostravam, de verdade, quem não eram.

Com a febre Orkut, o mundo passou a conhecer um terceiro grupo: aqueles que passam o dia tentando nos convencer daquilo que gostariam de ser.

Explico: graças ao Orkut, Facebook, Twitter, YouTube e ao LinkedIn, temos a grande oportunidade de assumir publicamente nossas personas mais interessantes, divertidas e capazes de tantas coisas ao mesmo tempo, que nem dias de 72 horas dariam conta.

Até aí, nada de novo no front.

O problema é quando o joio decide se vender como trigo…

Sim, porque mesmo estando em 2018, uma parcela considerável de mulheres e homens insiste em enganar a sua audiência. E engano, aqui, é no sentido puro da palavra: atitudes que vão frontalmente contra aquilo que pregam em suas redes, como colaboração, bom humor, altruísmo, educação, postura humanista e profissional.

São brasileiras e brasileiros de destaque em seus meios, verdadeiros super-heróis do prédio, e que encampam um sem número de propósitos, mas, uma vez desligado o smartphone, fazem questão de oprimir, sabotar e maltratar colegas e colaboradores.

Assim é.

Certa vez, passando pela Vila Madalena, reduto artístico e boêmio de São Paulo, li num muro um grafite que dizia: “Não adianta fazer Yoga e não cumprimentar o porteiro”.

Não que eu ache que os yoguis tenham por obrigação sair por aí apertando a mão de todo mundo e decretando a paz mundial em cada esquina. Mas, se você substituir Yoga por “posts do bem” verá um sentido.

O que os webfalsos moralistas ainda não perceberam é que a mesma internet que os projeta é, igualmente, seu maior telhado de vidro. Não perceberam que só ganha relevância virtual quem é verdade na vida real.

Vender abundância, quando se vibra na escassez, é uma tática burra, em tempos tão transparentes.

Aquele que não pratica na vida aquilo que posta na web não convence, não agrega e, pior, passa por mentiroso compulsivo.

Vira chacota.

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