Por Lucas Amaral

Publicado em 17/09/2018. | Atualizado em 09/01/2019


O que um post no LinkedIn pode proporcionar para o profissional certo? Para um dos freelancers da Rock Content, um post gerou 12 propostas freelancers!

Como narrado neste texto, há alguns anos eu decidi mudar de vida e tomar as rédeas da minha carreira.

Hoje não tenho dúvida de que foi a decisão certa. Mas, ao me tornar freelancer, esbarrei em um obstáculo comum, citado como o principal empecilho para a migração: a insegurança. Afinal, como lidar com a hesitação e o salário variável?

Seria estranho se isso não fosse um problema. Optar pela economia sob demanda significa empreender. E, como qualquer empresa que se arrisca no mercado, é preciso encontrar clientes para alcançar a estabilidade.

Confesso que nunca fui um heavy user do LinkedIn. Há alguns anos, antes de iniciar os estudos acerca da ferramenta, criei meu perfil unicamente para encontrar vagas de emprego.

Mas, ao adentrar o universo das mídias sociais e consumir conteúdos sobre o tema, pude perceber que o LinkedIn é muito mais que um facilitador de recrutamento. Assim, passei a estudar a plataforma e suas peculiaridades.

Em determinado momento, decidi que deveria arriscar algumas ações. Apenas um mês depois, recebi diversas propostas. O que era escassez tornou-se fartura, a procura tornou-se recusa. Saí de um cenário onde faltavam ofertas para o aprendizado em negá-las.

Nas linhas a seguir, explico cada uma das estratégias utilizadas para criar uma rede qualificada na maior ferramenta profissional do mundo. E, como prometido no título, revelo como um único post gerou 12 propostas freelancer.

Passo 1 – Atraia quem realmente importa

Em um primeiro momento, você pode pensar que o post citado no título foi apenas uma grata consequência de uma ação randômica. Mas a verdade é que esse resultado é fruto de um trabalho que começou muito antes e exigiu planejamento.

Para começo de conversa, é preciso que o seu perfil seja encontrado. Ou seja, você terá que trabalhar o SEO do seu LinkedIn.

Mais do que fazer com que recrutadores o encontrem, isso fará com que os acessos aumentem. Para um freelancer, isso é ainda mais importante, pois é exatamente o mecanismo de buscas o responsável por trazer potenciais clientes à sua página pessoal.

Neste texto, eu mesmo trago dicas fundamentais para otimizar um perfil. E aqui o Matheus de Souza, colunista aqui da Comunidade, traz mais tópicos importantíssimos.

Mas é claro que eu não deixaria você sair apenas com recomendações de outros artigos. Então, contarei a seguir sobre alguns ajustes realizados e você só precisará seguir a mesma lógica.

Primeiramente, coloque-se no lugar da pessoa que você quer que entre em contato com você. No meu caso, sou um redator. Meu foco é o marketing de conteúdo, então preciso usar palavras-chave conhecidas no meio.

Veja bem, eu poderia usar os termos “jornalista”, “escritor” ou “profissional de marketing”. Todos esses títulos são reais. Porém, para quem eu quero me mostrar no LinkedIn, seriam menos eficazes.

Há ainda outros termos que caberiam. “Webwriter” seria perfeito caso eu quisesse atrair prospects que falam a língua inglesa, o que não é o caso. E “produtor de conteúdo” cairia bem se eu estivesse interessado em oferecer múltiplos serviços. Opto pelo seguro: no ambiente digital há mais buscas para a palavra “redator”.

Ao inserir também a palavra “freelancer”, segmento ainda mais as pessoas que quero que me encontrem. O termo se encaixa melhor do que “autônomo” pelo mesmo motivo.

Mas isso não é tudo. Como participo de muitas plataformas voltadas aos jobs para freelas, reparei que serviços de redação comumente são relacionados aos de otimização para mecanismos de buscas. No marketing digital, a sigla SEO (Searching Engine Optimization) é o termo mais usado para tal.

“Redator SEO freelancer”. É assim que você encontrará o título do meu perfil no LinkedIn. Acredite, a simples inserção da sigla aumentou em mais 50% os resultados nos quais eu apareço no LinkedIn. E não só isso: as pessoas que passaram a me adicionar quase sempre estavam interessadas nos meus serviços.

A partir daí, tudo funciona com testes. Use outras palavras-chave e deixe-as durante 1 mês no seu perfil. No mês seguinte, troque-o e observe novamente o resultado. Dessa maneira, você terá a certeza de que as pessoas certas lhe encontrarão.

E lembre-se, também, de que há outros locais onde você pode trabalhar as palavras-chave, como na descrição e nas habilidades.

Passo 2 – Estabelecendo conexões de qualidade

Agora você já entendeu como fazer com que as pessoas cheguem até você. E, se você já aplicou tudo isso ao seu perfil, perfeito!

Nessa primeira etapa, as coisas funcionam no piloto automático e você só precisará esperar até que as pessoas cheguem até você.

Mas o caminho oposto também é extremamente válido no LinkedIn. Diferentemente do Facebook, onde as pessoas geralmente se conhecem pessoalmente, a rede social profissional é feita para criar novas oportunidades.

Ou seja, se há alguém com quem você pode fazer negócios, não hesite em adicionar.

Apesar disso, não significa que você deve ativar o modo “máquina de cliques” e adicionar qualquer pessoa que apareça nos resultados. Lembre-se: a sua audiência deve ser qualificada.

Para fazer isso, recorremos novamente ao mecanismo de buscas. Nele, você poderá usar alguns hacks para encontrar pessoas que possivelmente possuem interesse no que você vende.

Voltemos ao meu caso. Eu sou um redator especialista, o que significa que não redijo textos sobre qualquer tema. O meu foco é exclusivamente a categoria “marketing digital”.

Nesse caso, em anos de trabalho, percebi que as pessoas que mais buscam meus serviços são “analistas de marketing”. O que faz todo sentido, já que eles geralmente têm a função de atrair tráfego para os blogs de suas agências, certo?

Sendo assim, esse é exatamente o termo utilizado para encontrar pessoas para me conectar. O LinkedIn ainda permite filtros mais avançados, o que me permite buscar pessoas:

  • em determinada localidade por meio da segmentação geográfica;
  • diretamente conectadas àquelas que já estão na minha lista de contatos, aumentando as chances de uma recomendação;
  • em uma determinada empresa com a qual pretendo fazer negócios.

E esses são apenas alguns exemplos.

Utilizando a ferramenta Planejador de Palavras-Chave do Google, é possível obter também alguns termos semelhantes como “analista de comunicação”, “analista de marketing digital” ou “analista de inbound marketing”.

Ou, ainda, outros cargos relacionados que possivelmente também teriam interesse em meus artigos. “Gerente de marketing”, “diretor de marketing” ou “head de marketing” são bons exemplos.

Ah, um último truque: você pode digitar termos específicos para encontrar pessoas. Eu, por exemplo, busquei por “agência de marketing” e utilizei o filtro para “pessoas”. Assim, aparecem somente profissionais das agências. Outros termos como “marketing de conteúdo”, “agência digital” e “agência de publicidade” também foram utilizados.

Tendo como base o meu caso, você só precisará encontrar os termos certos para se conectar com as pessoas certas.

Você pode adicionar esses profissionais sem problemas. Mesmo que vocês não façam negócios, possuem interesses semelhantes no LinkedIn e podem compartilhar conhecimento, tema sobre o qual falaremos a seguir.

Passo 3 – Aplicando o marketing de conteúdo

Se há algo que descobri em alguns anos de carreira é que você pode aplicar o marketing de conteúdo e o funil de vendas para qualquer objetivo.

Para conquistar clientes por meio do LinkedIn, não é diferente. Você precisará atrair, converter, fechar e encantar os seus contatos.

Repare que, até aqui, já atraímos algumas pessoas para o nosso perfil e as convertemos em leads. No marketing de conteúdo, lead é um alguém com quem você pode interagir e se comunicar. Então, não é errado chamar assim aqueles que estabeleceram conexão na rede social.

Agora é preciso fechar um negócio. E, para isso, é preciso estabelecer-se como autoridade, criar relacionamentos duradouros e adquirir a confiança das pessoas.

Ou seja, precisará produzir conteúdo. No LinkedIn, alguns dos formatos disponíveis são os social posts, artigos no LinkedIn Pulse, apresentações de slides no SlideShare e vídeos. E todos eles possuem seu valor.

Bom, no meu caso, comecei pelas postagens regulares na plataforma. Me comprometi a fazer uma por dia. Não é algo que ocupe muito tempo, mas às vezes a criatividade me falha. Sendo assim, passei a anotar ideias que tinha durante o trabalho.

Quando se trabalha com produção de conteúdo, isso é algo que acontece naturalmente. Você está redigindo um texto e um pensamento surge repentinamente. Então, você provavelmente não terá problemas com isso.

E digo mais: não precisa ser necessariamente algo relacionado ao seu trabalho. Compartilhe um aprendizado, uma experiência ou apenas conte uma história.

Infelizmente, não tenho mais acesso às métricas, pois descobri que o LinkedIn apaga os dados referentes às postagens após 60 dias. Mas em um dos meus posts, compartilhei dados depois de duas semanas:

  • 700 solicitações de amizade;
  • 7 solicitações de orçamento no inbox;
  • 2 negócios fechados.

E isso, meus amigos, é a aplicação do funil de vendas em sua essência. A partir desses dados, sei exatamente quantos posts são necessários para fechar um negócio.

A lógica é exatamente a mesma do inbound marketing em grandes empresas. Como dito, esses são números após duas semanas de aplicação. Ou seja, 14 social posts.

Em uma matemática simples, fica claro que são necessários 350 solicitações de amizade, 3,5 solicitações de orçamento e 7 postagens comuns para fechar um negócio.

Esses números devem ser utilizados ante a necessidade. O que não foi o caso, pois depois de um tempo eu já não era mais capaz de atender à demanda recorrente — em um curto período recebi uma grande quantidade de propostas com algumas ações simples.

Passo 4 – Encontrando o formato perfeito

Como em grande parte das rede sociais, no LinkedIn as interações são responsáveis por ampliar o alcance de seus posts.

Isso significa que, em algum momento, existe a possibilidade de surgir o efeito viral. Isso aconteceu comigo após um mês de aplicação da estratégia.

Veja bem, os números não são absurdos. Mas diante dos passos aplicados anteriormente, com uma audiência segmentada e a confiança adquirida por meio da aplicação do marketing de conteúdo, um único post resultou em 12 mensagens no inbox de pessoas solicitando meus serviços.

Eu não posso garantir que todas elas foram consequência do post, é claro. Mas posso afirmar que a minha caixa de entrada nunca obteve tamanha movimentação em outras ocasiões.

Bom, se você leu até aqui, provavelmente está curioso para saber qual foi o post que me trouxe grandes resultados, não é mesmo? Pois então acompanhe-o na íntegra:

“Aqui em casa temos um piano na sala. É um trambolho inútil, de aproximadamente 1,60m de largura, que ocupa quase um quarto do cômodo. Detalhe: ninguém toca no instrumento há mais de 10 anos.

Enquanto isso, preciso guardar meus incontáveis livros no armário de roupas.

Outro dia tentei convencer minha mãe a substituir o tal por uma estante:

– Mas mãe, e a funcionalidade? E a experiência do usuário que entra na sala? Se fosse um site, o visitante fecharia a aba em um instante.

Obviamente, ela não entendeu. Apenas disse que eu não sei de nada, como tantas outras vezes.

Mais tarde ela recebeu algumas amigas. Enquanto comiam bolo, comentavam sobre a beleza do piano. Era unânime.

Nesse dia, aprendi duas coisas:

Primeiro, o design pode ser tão importante quanto a usabilidade.

Segundo, eu claramente não me encaixo no público-alvo da minha mãe.”

Fico por aqui. Espero que tenham gostado do texto e possam aplicar todas as dicas aqui demonstradas para alavancar ainda mais suas carreiras como freelancer.

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Para ganhar visibilidade e ter sucesso na maior rede profissional do mundo, confira o nosso Kit do Marketing Pessoal no LinkedIn e aprenda as melhores práticas de Produção de Conteúdo e configurações do seu perfil!

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