Por Larissa Lacerda

Publicado em 06/10/2018. | Atualizado em 09/01/2019


Você sabe como são escolhidas as imagens para os ads do Facebook? Confira aqui o que você deve fazer — e o que não deve!

Com cerca de 2 bilhões de pessoas em sua comunidade e mais de 5 milhões de negócios investindo em anúncios na rede, o Facebook tem se esforçado para conciliar, em uma única plataforma, um ambiente agradável para seus usuários e um veículo publicitário de alcance mundial.

Mas você deve estar se perguntando como isso seria possível, certo?

Afinal, a publicidade tradicional carrega a fama de atrapalhar a experiência online, principalmente quando ela é exageradamente apelativa ou quando traz pouco ou nenhum valor ao usuário.

Pensando nessa coexistência saudável, a rede social criou um guia de Políticas de Publicidade, que lista desde o processo de avaliação interna dos anúncios até quais são os conteúdos proibidos ou que devem ser restritos no Facebook.

Quer saber mais sobre como funciona a política de imagens para anúncios do Facebook?

Então você veio ao lugar certo, pois falaremos exatamente sobre isso no artigo de hoje. Confira!

1. Conteúdo sensacionalista

Uma das grandes preocupações do Facebook atualmente é em relação à propagação da violência, seja ela explícita ou não, por isso, de acordo com a empresa, os anúncios não deverão ter conteúdos visuais que possam ser chocantes ou desrespeitosas.

Mas o que seriam exatamente isso quer dizer?

Basicamente, qualquer imagem que possa assustar os visualizadores. Que sejam sangrentas, sensacionalistas ou que façam apologia à violência.

Um exemplo de imagem que seria “barrada” de acordo com esse critério seria essa aqui:

Por mais que não ela não retrate algum tipo de violência física, a forma mais comum, trata-se de uma fotografia com um conteúdo mais forte e que se enquadraria como chocante para alguns indivíduos.

2. Linguagem ofensiva

Essa é uma outra categoria da lista que se relaciona bastante às questões de violência, com a diferença de que foco aqui é mais voltado para a comunicação em si. Ou seja, a linguagem usada pelo anúncio não deve ser agressiva.

E quando falamos de linguagem, incluímos tanto a verbal, quanto a visual. Por isso, verifique sempre se as expressões utilizadas não são consideradas ofensivas, assim como os gestos feitos pelos modelos fotográficos.

Para ilustrar melhor: uma imagem de alguém fazendo um gesto obsceno ou até mesmo a presença de algum palavrão em uma fotografia já seriam o bastante para que o anúncio fosse censurado. Sendo assim, uma fotografia como essa não passaria despercebida:

Até mesmo o vetor a seguir que possui uma representação simbólica do uso de palavrões não é permitido, a partir do momento em que exprime essa mesma linguagem negativa:

3. Funcionalidade inexistente

Nesse caso, qualquer imagem que simula alguma funcionalidade inexistente, como botões de reprodução ou de compartilhamento que não são clicáveis, são automaticamente classificadas como enganosas. Assim como nesta situação:

O motivo dessa restrição é bem simples.

Em uma rede em que preza pela experiência do usuário acima de tudo, não há porquê permitir que as pessoas sejam enganadas pelos anunciantes com promessas claramente falsas.

Uma situação próxima a essa, mas que não é considerada contrária às diretrizes da rede, é quando os botões utilizadas mostram exatamente onde o leitor será levado, como é o caso de um CTA que diz compre agora em um anúncio que direciona ao site do negócio.

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4. Saúde pessoal

Assim como tratado nos Padrões da Comunidade da rede, os conteúdos publicados não devem estimular aspectos negativos em relação aos atributos pessoais, principalmente quando dizem respeito à saúde e bem-estar de cada um.

Por isso, esqueça agora mesmo as fotos de balanças, fitas métricas, abdomens malhados em zoom e aos adorados “antes e depois”.

Nesse contexto, você pode substituir essa imagem clichê para falar de dietas:

Por algo mais nesse estilo e ter a certeza de que são menores as chances de causar uma reação negativa em alguém:

Fique atento: os anúncios relacionados à dietas, produtos para saúde, bem-estar entre outros desse segmento, devem ser direcionados exclusivamente para pessoas acima de 18 anos.

5. Conteúdo de baixa qualidade ou perturbador

Essa categoria tem o intuito de punir principalmente anúncios pouco confiáveis ou que tem como objetivo enganar o leitor, causando uma experiência perturbadora ou inesperada.

Nesse sentido, enquadram-se o uso de cabeçalhos e imagens sensacionalistas que pouco ou nada se relacionam com a página de destino, anúncios com pop-ups que atrapalham a navegação na plataforma e imagens exageradamente recortadas ou que façam as pessoas clicarem no anúncio para visualizar a imagem completa.

6. Produtos financeiros e serviços proibidos

Essa foi uma decisão recente da rede social que em meio ao burburinho das criptomoedas, com ênfase para o Bitcoin, viu a necessidade de se posicionar em relação aos inúmeros anúncios promocionais mentirosos que circulavam por aí.

Promessas de como enriquecer rapidamente comprando Bitcoin e muitas outras são agora proibidas no Facebook.

Dessa forma, imagens como essa sendo usadas na publicidade serão cada vez menos comuns em seu feed:

7. Conteúdo perigoso

Essa categoria não está explícita nas políticas de imagem do Facebook, mas resolvemos listar aqui pois ela se encaixa dentro das normas da comunidade e tem sido um obstáculo para muitos anunciantes

A princípio, pode parecer repetitiva ou banal, mas o objetivo dela é dar ênfase à proibição de conteúdos possivelmente perigosos para o usuário ou que incitem algum tipo de conduta negativa de forma geral.

Nesse contexto, se enquadram imagens que façam alguma referência ao bullying, humilhação, maus-tratos, violência física, suicídio ou automutilação.

Mas disso você já sabia, não é mesmo? Já que se tratam de imagens conhecidamente chocantes.

Mas a grande questão que você não esperava é que uma simples foto como essa, de uma pessoa gripada, poderia ser censurada de acordo com essa regra.

Parece absurdo, mas como muitas das imagens do Facebook são verificadas por meio de algoritmos, algumas vezes ocorrem erros de contextualização ou interpretação, e uma foto de um homem tossindo — que aparentemente é inofensiva — pode parecer uma situação de estrangulamento.

É por causa de enganos como esses, que são relativamente comuns a possibilidade de pedir uma reavaliação do anúncio.

Outra dica é evitar quaisquer imagens muito dramáticas para anúncios do segmento da saúde e bem-estar, que são as mais comuns de serem inelegíveis.

Como escolher a imagem ideal para um anúncio do Facebook?

Depois de conhecer todas essas regras e quais imagens você não deve usar em um anúncio, finalmente chegou a hora de descobrir o que deve ser feito.

Primeiramente, você deve saber quais são as dimensões dos anúncios permitidos na plataforma.

No caso específico das imagens, a largura e altura mínima deverão ser de 600 pixels e a proporção deverá ser de 9:16 a 16:9, de acordo com o Guia de anúncios do Facebook

Em seguida, você deve selecionar uma imagem de qualidade, que se relacione com a sua persona e que faça sentido para a sua marca. Saber fazer a seleção da melhor imagem para a sua estratégia de conteúdo visual na web pode ser essencial para o desempenho da sua campanha.

O que achou de saber como funciona a política de imagens para anúncios do Facebook?

Temos certeza que agora você pensará mais de uma vez antes de selecionar uma imagem para a sua campanha online, não é mesmo?

Compartilhe esse conteúdo no Facebook e alerte seus seguidores agora mesmo!

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