Por Murillo Leal

Jornalista, Palestrante e Top Voice Linkedin 2016 com mais de 225 mil seguidores. Trabalhou em jornais, portais e agências web, produziu programas de televisão e internet. Fundou a Staff Digital, uma empresa focada em educação corporativa, serviços digitais e consultoria. Em 2015, criou, um site de sucesso sobre casamento e relacionamentos. Citado nas revistas: Pequenas empresas & Grandes Negócios; Adnews e Exame

Publicado em 04/09/2019. | Atualizado em 05/09/2019


Este é simplesmente um relato de alguém que acompanhou o Linkedin desde o começo, notou que de lá pra cá, as coisas mudaram demais por aqui e queria dar uns toques interessantes.

Não vou te vender nada. Não tem curso milagroso. Não tem segredos exclusivos. Não tem absolutamente nenhuma fórmula mágica de sucesso neste post.

Este é simplesmente um relato de alguém que acompanhou o Linkedin desde o começo, e notou que de lá pra cá, as coisas mudaram demais por aqui e queria dar uns toques interessantes.

Eu acredito que o Linkedin já é uma das minhas redes prediletas. Eu a olho praticamente todo dia e várias vezes. As razões são diversas. Desde que me tornei uma das vozes mais escutadas por lá, eu sinto que aprendi muita coisa sobre a ferramenta, sobre pessoas e sobre a interação saudável na rede.

Primeiramente, aqui é um local de encontrar bons conteúdos direcionados e segmentados por assuntos e também é uma ótima maneira de ficarmos por dentro daquilo que os profissionais do nosso setor estão discutindo, compartilhando e vivendo dentro das suas vidas pessoais e do seu mercado.

O Linkedin deixou de ser um local para depositar currículos. Já faz muito tempo. Portanto, você precisa entender que agora, a rede está focando em conteúdo e já é considerada a maior plataforma de negócios do mundo. Por isso, algumas recomendações são importantes para você não ficar perdido na hora de interagir por aqui.

Tenha uma mensagem inicial inteligente

Todo dia me deparo com diversas mensagens de pessoas que querem realizar uma nova conexão comigo. Acho que todo mundo tem uma gana por número de conexões, mas antes de sair adicionando pessoas, precisamos aprender a não só a falar sobre si.

Eu sei que muitos gurus da rede vão enfatizar sobre a importância de todos saberem quais são nossos serviços, ofertas e habilidades, mas eu, particularmente, como usuário mesmo, tendo a ignorar pessoas que dão a entender que querem apenas me vender algo ou usar dessa conexão para me oferecer coisas.

Eu não imagino alguém encontrando um pessoa em um elevador qualquer e, sem que a conheça minimamente e tenha intimidade, saia distribuindo seus cartões e falando sem parar sobre si, sobre sua profissão, sobre sua empresa ou tentando a todo custo vender seus serviços para quem apenas está dividindo o mesmo espaço de convívio.

Precisamos aprender que em uma rede social é a mesma coisa. Não adianta colar um texto qualquer na mensagem, mandar textos para as pessoas lerem, realizar uma espécie de anúncio formal e acreditar que está deixando claro para suas conexões o que você faz da vida. Você tem que ter relacionamento instaurado com as pessoas antes de tentar vender para elas.

Pare de ficar falando apenas de si. Antes de sair forçando uma venda, querendo agendar apresentação comercial, marcar cafés para se promover, que tal começar tentando criar uma relação mínima com as pessoas?

Mesmo em uma rede social foacda ema negócios, seja sempre educado e conquiste a confiança das pessoas antes de sair oferecendo qualquer coisa que seja. Apesar de ser mais permitido tratarmos de negócios aqui, ninguém vai comprar de você apenas porque apareceu uma mensagem para ela.

Seja inteligente na sua abordagem, desligue o modo vendedor um pouco, crie relacionamentos reais e seja mais humano. Assim, conseguimos a atenção das pessoas.

Estude o negócio da sua conexão e não seja genérico

Talvez você leia a frase acima e pense: “Bem, realmente não tenho tempo para estudar todos os negócios de todas as minhas conexões.” Bom, então vamos voltar um passo atrás.

Que tal solicitar conexões apenas de pessoas que tenham alguma espécie de empatia com você, com seu negócio ou com seu mercado? Vejo muita gente na rede orgulhando-se de ter milhares de conexões como quem tem uma lista enorme de prospects. A verdade é quanto mais gente você tem na sua rede, mas difícil fica para você achar um cliente.

Não existe mais espaço para interagirmos com pessoa simplesmente mandando aquela mensagem genérica a todos. Quando analiso boa parte das mensagens que recebo diariamaente, posso perceber que na maioria das vezes sempre tem a mesma estrutura: Elas iniciam falando da gratidão pela conexão, tentam uma abertura se colocando à disposição para ajudar-me no meu negócio e no final enchem de links e telefones.

É fácil identificar que boa parte das pessoas nem sabe direito o que faço, não sabe onde vivo, nem desconfia quais são minhas demandas reais e não querem realmente entender como podem me ajudar. Perdem mais tempo falando de si que tentando entender o outro. Erro amador.

A maioria delas não fala absolutamente nada sobre como seria possível me ajudar no meu dia-dia. É preciso aprender a criar valor para realmente angariar um engajamento real. Se, por acaso alguém identificar que é apenas mais uma pessoa comum, não terá sentido estar ligada a você.

Alguém só estará disposto a conhecer mais sobre você se for capaz de demonstrar algo diferente do convencional durante uma conversa. Invista seu tempo pesquisando sobre as pessoas, sobre os mercados que atuam antes de apenas ser uma metralhadora de pedidos de conexão.

Nunca venda diretamente no Linkedin se ninguém te perguntou

Um dos erros mais comuns que muita gente comete por aqui é não levar em conta que estamos em uma rede social antes de estarmos em um mercado público de ofertas. As pessoas estão, primeiramente, interessadas em publicações, troca de experiencias e conteúdos que conversem com seus assuntos de interesse de maneira humanizada. Comprar não é um objetivo primário e claro por aqui.

Não adianta nada fazer aquelas longas descrições de produtos nem listar suas ofertas de serviços para pessoas que não tem intimidade. Não é dessa maneira que conseguirá transformar os leads frios em oportunidades reais.

Quando foi que você, como cliente de alguém, agendou reunião com pessoas apenas pelo que elas oferecem nos seus catálogos? Deixe de lado uma abordagem cheia de informações, links e materiais institucionais. Preocupe-se em criar uma relação de necessidade para que possa realmente ir para o estágio da oferta. Ninguém gosta de spam e muito menos compra de pessoas que não confiam.

Quando você faz spam no Linkedin, está demonstrando uma grande falta de tato para com a manutenção de relação diante do novo jeito de vender. A abordagem pela internet pode até ser um caminho para levar pessoas para outros canais de venda como ligação telefônica, uma videoconferência ou, em alguns casos, um encontro físico mesmo.

Apesar de ser mais fácil encontrar pessoas nichadas e interessadas aqui, ninguém quer se encontrar com pessoas malas que só sabem falar de si e dos seus negócios. Pense nisso na hora de abordar no Linkedin.

Como é a melhor maneira de usar a rede, então?

Estamos vivendo a era da ausência de humanidade. Por isso, quanto mais humanizado você for – e isso não quer dizer apenas perguntar como foi o dia da pessoa, mas sim ter um real interesse em ajudá-la mesmo que seja sem uma relação comercial – mais terá a capacidade de aproximar pessoas de você usando a internet. 

O poder de uma rede como o Linkedin está não no seu tamanho, mas na qualidade das suas conexões e a profundidade de relação que você consegue desempenhar nela.

A melhor forma de estar presente por aqui é que as pessoas a encontrarem sem que você tenha que ficar promovendo-se a todo custo. Se você é um iniciante na rede, saiba que é aqui que estão todos os decisores das maiores empresas do mundo, mas eles são pessoa atrás de coisas comuns também.

Como vendedor, é preciso entender que estamos falando sim de uma rede feita para negócios entre empresas, mas não podemos ignorar um potencial gigantesco que existe em criar contatos com pessoas.

Realmente você precisa aparecer, mas não com truques sujos, tentando buscar atalhos para uma “fama aparente”, e nem tampouco, criando polêmicas para render views, mas sim produzindo conteúdo de valor para seu mercado e sendo um canal de ajuda para realizar negócios reais com pessoas reais. Não tem nada de errado em querer destacar-se no Linkedin, mas que seja para fazer isso da maneira certa.

Quanto mais você aprender sobre as pessoas, sobre relacionamentos, sobre interações, sobre suas demandas e entender como pode ser útil a elas, mais você aprenderá sobre o poder da rede para além das vendas. Agora, quanto mais queira buscar alternativas rápidas para ser notado, pior será sua imagem frente aos usuários. Sua credibilidade não vale qualquer coisa.

Se sua utilização da rede é apenas como um lugar para falar apenas de si, para tentar promover sua empresa, para dizer os prêmios que ganha e os eventos que participa, você conquistará apenas a falta de interesse das pessoas e menos valioso seu conteúdo e o seu valor social percebido será por aqui.

Use o Linkedin com tudo que tem direito, mas seja sempre inteligente nas publicações, gentil com outros colegas, cordial no tratamento com pessoas e clientes, e principalmente um doador de conteúdo nato. Faça questão de ser um ajudador para pessoas querem aprender. Este é seu maior valor aqui. Os grandes aqui são pessoas que entregam valor.

A maior força do Linkedin está justamente nas pessoas que atravessam sua timeline. Não perca elas de vista. Menos você, mais para a comunidade.

Este texto também pode ser lido no LinkedIn.

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