oração subordinada substantiva

Oração subordinada substantiva: o que você precisa saber sobre ela

As Orações Subordinadas Substantivas exercem papel de substantivo e podem ser encontradas nas frases com funções sintáticas de sujeito, complemento, predicado, por exemplo.
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Quem faz produção de conteúdo geralmente não fica analisando se determinado trecho é um objeto indireto ou um adjunto adnominal. O trabalho flui naturalmente, sem pensar nas regras da Língua Portuguesa.

Porém, sempre surge alguma dúvida: “será que vai uma preposição aqui?”, “esta crase está certa?”. Aí, temos que relembrar a norma culta para evitar aqueles erros de português que podem prejudicar a credibilidade do texto.

Por isso, neste post, vamos falar da oração subordinada substantiva, um tipo de construção muito comum em qualquer texto, que pode despertar algumas dúvidas.

Lembrou-se das aulas da escola? É isso mesmo que queremos: refrescar a sua memória e mostrar alguns exemplos para você conseguir aplicar nos seus textos. Acompanhe:

O que é uma oração subordinada substantiva?

Primeiramente, vamos entender o que significa, palavra por palavra, essa expressão:

  • Oração: chama-se oração porque a construção contém um verbo ou uma locução verbal.
  • Subordinada: chama-se subordinada porque estabelece uma relação de dependência com a oração principal — uma sem a outra não faz sentido — e exerce alguma função sintática para ela. É diferente das orações coordenadas, que são independentes da oração principal.
  • Substantiva: chama-se substantiva porque a oração faz o papel de um substantivo na estrutura da frase, podendo ser substituída pelo pronome “isto” ou sua combinação com preposições (“disto”, “nisto”, “para isto”, “por isto”, “a isto”, “com isto” etc.).

Veja um exemplo para entender melhor:

“É importante que as pessoas valorizem a leitura”.

Nessa frase, a oração principal é o trecho “é importante”, já que contém um verbo e será complementada pela oração seguinte. Já o trecho “que as pessoas valorizem a leitura” é a oração subordinada substantiva. Mas como identificar essa classificação? Vejamos:

  • “Valorizem” é o verbo que configura o trecho como uma oração.
  • As construções “é importante” ou “que as pessoas valorizem a leitura” fazem sentido sozinhas? Não, uma precisa da outra. Por isso, trata-se de uma relação de subordinação entre as orações, que são conectadas por uma conjunção integrante (o “que”).
  • Tente substituir “que as pessoas valorizem a leitura” por “isto”. Ficaria assim: “é importante isto” ou “isto é importante”. É uma construção correta e tem sentido? Sim, então significa que a oração é substantiva.

Quais são os tipos de oração subordinada substantiva?

A oração subordinada substantiva pode exercer, na estrutura da frase, as funções sintáticas de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado nominal ou aposto. Cada uma dessas funções representa um tipo de oração, que veremos a seguir.

Mas, antes, você precisa saber que as orações subordinadas substantivas podem ser desenvolvidas ou reduzidas.

Na forma desenvolvida, elas são introduzidas por uma conjunção integrante, geralmente “que” ou “se” (mas também pode ser “quem”, “quantos”, “como”, “onde”, “quando”, entre outros). Nesses casos, a conjugação do verbo fica no indicativo ou subjuntivo.

Já na forma reduzida, as conjunções são subtraídas. Elas não aparecem na frase e, por isso, pode ser mais difícil identificar a oração como substantiva. Mas, para isso, você pode olhar para o verbo (que será conjugado no infinitivo, gerúndio ou particípio) e fazer a substituição por “isto”, “disto”, “nisto”, “para isto” etc. Pode testar que dá certo, viu?

Conheça agora os tipos de orações subordinadas substantivas, conforme a função sintática que exercem na frase:

Oração subordinada substantiva subjetiva

É quando a oração exerce função de sujeito. Para encontrar o sujeito em qualquer frase, você deve fazer a pergunta “que é que…?”. Veja um exemplo:

  • Não era permitido que as mulheres jogassem futebol.

Pergunte-se: “que é que não era permitido?”. O sujeito, então, é a oração subordinada substantiva subjetiva “que as mulheres jogassem futebol”. Outros exemplos:

  • Constatou-se que o filho era dela.
  • É comum que as pessoas se sintam cansadas.
  • É proibido fumar neste local. (reduzida)

Oração subordinada substantiva objetiva direta

A oração faz a função de objeto direto, que complementa um verbo transitivo direto e não leva preposição. Se você consegue substituir por “isto” e manter a correção da frase, significa que você tem uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Confira alguns exemplos:

  • Os alunos avisaram que se atrasariam. (os alunos avisaram isto)
  • Os jornalistas perguntaram quem daria a entrevista. (os jornalistas perguntaram isto)
  • O estagiário afirmou precisar de ajuda (reduzida / o estagiário afirmou isto)

Oração subordinada substantiva objetiva indireta

A oração exerce função de objeto indireto, que complementa um verbo transitivo indireto e leva uma preposição. Portanto, neste caso, você pode substituir por “disto”, “nisto”, “a isto” etc. para identificar uma oração subordinada substantiva objetiva indireta. Confira:

  • Gostaria de lembrá-los de que estarei ausente. (gostaria de lembrá-los disto)
  • Eu acredito no que você me prometeu. (eu acredito nisto)
  • Ele respondeu ao que haviam perguntado. (ele respondeu a isto).

Oração subordinada substantiva completiva nominal

Lembra-se do complemento nominal? Ele é muito parecido com o objeto indireto, por também contar com uma preposição, porém a sua função é complementar um nome, não um verbo.

Portanto, uma oração subordinada substantiva completiva nominal complementa um nome (que, nesse caso, pode ser um substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio) presente na oração principal. Aqui você também pode fazer a substituição para testar. Veja os exemplos:

  • Tenho dúvidas de que ele vá completar a prova. (tenho dúvidas disto)
  • Já estou apto para que me faça as perguntas. (já estou apto para isto)
  • Estamos longe do que seria o ideal. (estamos longe disto)

Nos exemplos acima, perceba os nomes que são complementados pelas orações: “dúvidas” é um substantivo abstrato, “apto” é um adjetivo e “longe” é um advérbio.

Oração subordinada substantiva predicativa

Este tipo de oração faz a função de predicativo do sujeito da oração principal. O predicativo é o termo que complementa o sujeito de uma oração ao atribuir-lhe uma qualidade e sempre é acompanhado de um verbo de ligação, que indica um estado (ser, estar, parecer, ficar etc.).

Portanto, é fácil identificar esse tipo de oração, que sempre aparece da seguinte forma: sujeito + verbo de ligação + oração subordinada substantiva predicativa. Confira os exemplos para entender:

  • O bom é que a festa será amanhã.
  • A verdade era que nós tínhamos razão.

Oração subordinada substantiva apositiva

A oração exerce função de aposto, que serve para explicar ou especificar melhor um termo anterior. A oração subordinada substantiva apositiva geralmente vem depois de dois-pontos.

  • Fez-lhe um pedido: que nunca mais fugisse.
  • Eu tinha um sonho: que pudesse cursar uma faculdade.

Viu como as orações subordinadas substantivas são bastante comuns? Estamos sempre usando as conjunções integrantes ou variando entre orações desenvolvidas e reduzidas, o que pode gerar dúvidas. Então, agora que você domina o assunto, já tem mais ferramentas para deixar seus textos mais ricos e não cair nas armadilhas do português — que não são poucas!

Agora, então, aproveite para baixar a cartilha da nova ortografia e saber mais sobre as regras da Língua Portuguesa para ajudar você nos momentos de dúvida.