Por Raphael Saavedra

Jornalista, produtor de conteúdo e apaixonado por todo o tipo de informação.

Publicado em 25/07/2018. | Atualizado em 22/08/2019


No mercado financeiro, volatilidade está relacionada à variação no preço dos produtos (chamados de ativos), o que representa os riscos da operação e a oportunidade de lucrar em pouco tempo.

Quando você começa a explorar o mercado financeiro, alguns conceitos devem ser estudados para potencializar os resultados. Um deles é entender o que é volatilidade e como essa variação influencia o preço de um produto, como uma ação na bolsa de valores.

Um erro comum na hora de investir e multiplicar seu dinheiro com renda variável é olhar somente para o preço inicial e final do ativo. A volatilidade está diretamente ligada ao risco da operação, que é a possibilidade de multiplicar os seus lucros ou ter altos prejuízos se as coisas derem errado.

Neste post, separamos informações importantes para sanar as suas dúvidas e utilizar essa medida como uma vantagem nos seus investimentos. Confira!

O que é volatilidade?

Segundo os dicionários, volátil é aquilo que sofre com mudanças rápidas e constantes, ou seja, aquilo que não se mantém firme. No mercado financeiro, volatilidade está relacionada à variação no preço dos produtos (chamados de ativos), o que representa os riscos da operação e a oportunidade de lucrar em pouco tempo.

Para realizar o cálculo, que é medido em porcentagem (%), são usados modelos estatísticos, como o desvio padrão. Essa medida mostra o quanto o ativo se manteve uniforme ou variou em relação à sua média. Os investimentos de renda variável são afetados diretamente por ela, ao contrário da renda fixa.

É importante destacar que volatilidade não é sinônimo do preço do ativo, e sim da sua variação. Por exemplo: duas ações custavam R$100,00 e, após 30 dias, foram negociadas pelos mesmos R$100,00. Porém, uma teve uma volatilidade próxima dos 90%, enquanto outra ficou na casa dos 50%.

Como isso é possível? No primeiro caso, aquele ativo sofreu com forte variação e ultrapassou os R$120,00, mas também teve momentos de baixa e se aproximou dos R$80,00. Por outro lado, o segundo se manteve constante em torno dos R$100,00, apenas com altas e quedas pontuais nesse período.

Dessa forma, a primeira ação representou uma chance de faturar com alta rentabilidade, mas também um prejuízo nos seus momentos de queda. É nesse sentido que o risco se relaciona com a volatilidade: quanto maior é a variação do ativo, mais incerta é a operação, porque ele poderia ser negociado a R$120,00 ou a R$80,00.

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Como a volatilidade pode ser útil para obter êxito em seus investimentos?

Antes de falarmos sobre como aplicá-la nos seus investimentos, vale destacar que a volatilidade não influencia somente um produto específico, mas também o mercado inteiro. Em momentos de crise ou de indefinições políticas, como as eleições presidenciais, é natural que o mercado sofra altas variações e gere dúvidas nos especialistas.

Na renda fixa, os produtos têm uma rentabilidade combinada na contratação e funcionam como um empréstimo para a instituição financeira, que devolve o dinheiro com os juros posteriormente. Dessa forma, é mais fácil prever os lucros, mesmo quando a taxa segue um índice.

No caso da renda variável, a volatilidade é maior, principalmente, em ativos de alto risco. Como não existe uma rentabilidade média, que, na renda fixa, é a taxa de juros (Selic), os papéis e o câmbio podem variar muito em um dia. Isso apresenta uma oportunidade para o investidor, mas a cautela e o estudo do mercado são fundamentais.

Numa estratégia de longo prazo, se você acha que uma ação atualmente cotada em R$15,00 tem capacidade de alcançar R$30,00 em 12 meses, é possível aproveitar e investir para colher os frutos no futuro. Por outro lado, no curto prazo, você pode vender a ação quando ela alcançar R$16,00 no mesmo dia.

Ao estudar a volatilidade, você é capaz de prever a movimentação daquele ativo e definir um preço-alvo para vendê-lo com lucro. O estudo dessas tendências de mercado aumenta as chances de acerto, ainda que seja impossível prever se aquela operação será bem-sucedida ou não.

Quais são os principais tipos de volatilidade?

Para conhecer o comportamento do produto financeiro, existem diferentes tipos de volatilidade. O ideal é definir o período de um ano como média para ter resultados mais realistas. Confira!

Volatilidade histórica

Pela volatilidade histórica, é possível conhecer a variação de um ativo ou do próprio mercado em um período de tempo. Esse número indica, por exemplo, o quanto uma ação na bolsa de valores oscilou nos últimos 12 meses, o que é uma informação relevante para projetar os seus próximos passos.

Muitos analistas usam esses dados para identificar tendências e encontrar o momento certo para comprar ou vender o papel. Porém, vale sempre lembrar que os resultados positivos no passado não garantem uma boa rentabilidade no futuro, então, sempre há o risco de perdas.

Volatilidade implícita

Nesse tipo, a volatilidade é uma estimativa do próximo período, com base no histórico da sua variação no passado e também da negociação de outros produtos no mercado. Existem momentos que proporcionam uma acentuação nessa mudança, como eleições presidenciais ou mudanças na política econômica.

Essa previsão é relevante para montar a estratégia de investimentos, pois, quando um ativo tem tendência de alta, pode ser vendido no futuro com lucro. Não existe uma única fórmula para o cálculo e ela sofre variações constantes, inclusive, no mesmo dia.

Volatilidade real

Essa volatilidade também é conhecida como futura e utiliza a cotação do ativo no mercado futuro. Porém, como não é possível garantir o que acontecerá nos meses seguintes, esse preço não é definido, podendo apenas ser previsto.

Quando ela chega ao seu vencimento, passa a ser histórica, porque segue o conceito anterior de conhecer toda a variação durante aquele período (pode ser em 12 meses). Se fosse possível conhecer esse valor com precisão, o mercado de capitais não faria sentido.

Agora que você sabe o que é volatilidade, aproveite essas informações para criar uma estratégia de investimentos de curto e longo prazo. Lembre-se de que, para ter sucesso, é importante realizar um planejamento financeiro e guardar uma parte da sua renda para a atividade.

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