Por Raphael Saavedra

Jornalista, produtor de conteúdo e apaixonado por todo o tipo de informação.

Publicado em 06/09/2018. | Atualizado em 22/08/2019


VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é um dos planos de previdência privada existentes no Brasil. Seu objetivo é funcionar de forma similar à poupança e garantir renda no futuro. O VGBL é oferecido pelas seguradoras e está disponível em bancos, corretoras e outras instituições financeiras.

No Brasil, a previdência pública está em apuros e não existe um consenso entre os especialistas sobre como reformá-la. Para a maior parcela da população, os rendimentos do INSS são baixos e podem ser insuficientes no futuro, o que inclui os freelancers.

É por isso que a previdência privada é uma alternativa interessante de investimento. O VGBL, um dos planos existentes, visa garantir uma aposentadoria mais tranquila, além de uma boa rentabilidade no longo prazo. No momento do resgate, o titular pode receber uma renda mensal ou aproveitar a totalidade do patrimônio.

Quer conhecer melhor esse tipo de previdência e entender para quem ele é indicado? Continue a leitura!

O que é VGBL?

O Vida Gerador de Benefício Livre é um dos planos de previdência privada existentes no Brasil. Esse produto é oferecido pelas seguradoras e está disponível em bancos, corretoras e outras instituições financeiras. O seu objetivo é funcionar de forma similar a uma poupança e garantir uma renda no futuro.

Nesse investimento, o indivíduo pode fazer um único aporte ou fazer aplicações periódicas, que são adicionadas ao montante inicial. No fim do período de acumulação, que é quando o resgate é solicitado, existem três opções: receber o dinheiro de uma vez, por um período determinado ou em período vitalício.

A principal diferença para o PGBL, que é o outro tipo de previdência comercializada, é a tributação incidente. No VGBL, os impostos incidem sobre os rendimentos, enquanto no PGBL eles contemplam todo o patrimônio. Porém, no último, há a possibilidade de dedução de IR em até 12% da renda bruta.

Como funciona esse plano?

Tecnicamente, o VGBL não é classificado como uma aposentadoria complementar, mas como um seguro com cobertura de sobrevivência. Isso quer dizer que o cliente recebe uma indenização no período contratado, que vêm dos valores carregados no plano. Porém, não existe uma garantia de rendimentos.

No VGBL, assim como nos fundos de investimento tradicionais, um gestor aplica o patrimônio em produtos financeiros, que variam conforme o tipo de plano. Os mais conservadores investem em renda fixa, enquanto os moderados e arrojados buscam ganhos maiores na renda variável, mas sofrem com a volatilidade.

Não existe uma aplicação mínima para a previdência (algumas corretoras aceitam R$ 50 como valor inicial), mas como ocorre no mercado de ações, as taxas comprometem a rentabilidade de quem tem pouco. Porém, se você fizer um planejamento para depositar mensalmente, o plano se torna vantajoso no longo prazo.

Quais as taxas e tributações existentes?

Os planos de previdência, assim como os fundos, cobram uma taxa de administração, que é a remuneração do gestor pela movimentação do dinheiro. Além disso, algumas empresas cobram taxa de carregamento, que é um contribuição no aporte e/ou na retirada — porém, é recomendado evitá-las.

Na tributação, o cliente escolhe entre a tabela progressiva e a tabela regressiva de Imposto de Renda. Na primeira, a alíquota corresponde ao montante e varia de 7,5% a 27,5%, enquanto na segunda ela varia de 35% a 10% pelo tempo de contribuição (acima de 10 anos, a alíquota é a menor).

Um ponto importante é que, ao contrário do PGBL, nesse investimento a tributação incide somente na rentabilidade e não no patrimônio acumulado. Além disso, não existe o fantasma do come-cotas, que é um desconto semestral que os fundos de investimento sofrem, mesmo sem resgate no período.

Se você contratar um plano e ficar insatisfeito com o seu rendimento, é possível pedir a portabilidade. Durante o período de acumulação, o cliente pode levar os seus recursos para outras aplicações ou instituições sem custos. Porém, é obrigatório que o novo plano também seja VGBL.

Quais as vantagens e desvantagens do VGBL?

A principal vantagem do VGBL é o planejamento sucessório. Quando o titular do plano morre, ele passa automaticamente para os seus herdeiros, sem a necessidade de espólio ou inventário. Dessa forma, os recursos ficam disponíveis em tempo menor e não há pagamento de taxa pela transmissão dos bens.

Para quem pretende deixar o dinheiro investido por um longo período (acima de 10 anos), o VGBL é uma ótima opção, principalmente na tabela regressiva. A alíquota de 10% é baixa para a média do mercado e vale somente para os rendimentos, o que diminui as perdas com tributação.

Apesar de não ser oficialmente uma previdência complementar, esse plano pode ser usado para aumentar a renda na aposentadoria. Para quem não tem carteira assinada, como o freelancer, ter uma previsibilidade de ganhos no futuro tranquiliza o seu orçamento para buscar objetivos de curto prazo.

A rentabilidade é uma desvantagem da previdência privada, pois existem outros produtos mais vantajosos. Nesse caso, se o seu objetivo é resgatar o dinheiro em poucos anos, a dica é investir nos produtos de renda fixa, que contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (a previdência não está enquadrada).

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Para quem esse plano é indicado?

O VGBL é ideal para quem não precisa declarar Imposto de Renda ou faz a declaração simplificada, quando a alíquota de 20% é fixa e não há deduções. No caso do PGBL, há um limite de 12% de dedução com o plano de previdência, então essa opção também serve para aplicar esse excedente.

Os planos de previdência são indicados para quem pretende deixar o dinheiro aplicado por muitos anos, como a construção de uma poupança para o filho. Se você está interessado na rentabilidade do patrimônio, existem investimentos mais vantajosos, como o Tesouro Direto e os títulos privados.

Vale destacar que o VGBL não garante rendimentos, já que o dinheiro é aplicado em outros produtos. Para quem deseja uma previsibilidade nos ganhos, o ideal é procurar os planos que só utilizam a renda fixa, em que o potencial é mais baixo, mas a segurança é maior.

Em geral, a recomendação é que os mais jovens procurem os planos mais arrojados, que investem uma parte do dinheiro na bolsa de valores. Com o desenvolvimento profissional, a dica é mudar gradativamente para os mais conservadores e ter uma carteira voltada para o crescimento lento e contínuo.

Depois de entender o que é VGBL, o próximo passo é analisar se esse plano é o mais indicado para a sua realidade financeira. Por ser um investimento de longo prazo, ele deve ser aplicado por quem tem objetivos mais distantes ou que vislumbra a possibilidade de uma renda garantida quando se aposentar.

A previdência privada é um dos tipos de investimento existentes no mercado. Se você tem problemas para juntar dinheiro, conheça a nossa planilha de controle financeiro para freelancers e organize as suas finanças!

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