Por Amanda Gusmão

Amante do homeoffice, geek old school e mãe de dois pequenos padawans.

Publicado em 12/09/2019. | Atualizado em 12/09/2019


A newsletter funciona como um boletim regular — via email — com uma lista de informações e conteúdos relevantes. Deve ser periódica e ter um layout interessante, com linha editorial, linguagem e padrões visuais que a diferenciam dos emails tradicionais.

Já percebeu como o mundo dos negócios está sempre inovando, criando ferramentas, para depois dizer que elas ficaram obsoletas? Alguns profissionais entram no mercado sem nem saber o que é newsletter e já saem espalhando aos quatro ventos que ela não funciona mais. Já viu uma coisa dessas?

Mas aqui não, freelancer! Podíamos pegar na mão da newsletter e dizer “vamos, Tesouro! Não se junte com essa gentalha!”, mas em vez disso, preferimos mostrar neste post por que ela ainda é tão estratégica para o marketing digital dos negócios.

Sabia, por exemplo, que 95,2% dos respondentes da pesquisa Email Marketing 2017 da Rock Content afirmaram que abrem sua caixa de emails diariamente? Quer mais? Então se liga em mais algumas estatísticas:

  • 84,4% deles gostam de receber conteúdos por email;
  • 95% afirmam receber algum tipo de newsletter;
  • 75,1% já realizaram alguma compra a partir de informações de uma newsletter.

Isso é o que chamamos de tesouro, ou melhor, taxa de conversão e eficiência! Afinal de contas, trata-se de um canal de relacionamento com custos operacionais bem menores que os demais.

Então, quer conhecer melhor ou dar outra chance para a newsletter? Já que acreditamos em amor à segunda vista, vamos te explicar por que por aqui não podemos viver sem elas. Vem com a gente!

O que é newsletter?

A newsletter funciona como um boletim regular — via email — com uma lista de informações e conteúdos relevantes. Deve ser periódica e ter um layout interessante, com linha editorial, linguagem e padrões visuais que a diferenciam dos emails tradicionais.

Com a promessa de trazer uma seleção de conteúdos diferenciados e importantes para o leitor, seu objetivo principal está relacionado com nutrição, conscientização dos diferenciais e argumentos para uma tomada de decisão do potencial cliente.

Aliás, por falar nele, outro ponto muito importante das newsletters é que elas só chegam para quem solicita ou autoriza seu envio.

No momento dessa inscrição, aliás, é possível deixar algumas perguntas que ajudarão a segmentar o público e, dessa forma, personalizar os conteúdos enviados para cada grupo diferente.

Se você mandar bem nos conteúdos e na estratégia, os leitores da sua newsletter não vão pedir a exclusão de seus contatos da lista, e, claro, vão acessar os materiais selecionados que em determinado momento vão avançá-los no funil de vendas.

O momento no funil de vendas

Nós lemos funil de vendas? Opa, amamos também, principalmente quando usamos ferramentas como as newsletters para otimizá-los.

A oferta para o visitante assinar sua newsletter deve estar em destaque na página central e, quando possível, sugerida no meio ou no final de seus conteúdos.

São usadas mais intensamente em etapas mais avançadas do funil de vendas, na consideração ou na decisão, já que, nesses estágios, a persona já identificou que tem uma dor ou um problema que precisa resolver, e quer saber mais sobre isso.

Por ela já ter vencido essa primeira etapa de descoberta, aliás, é que é importante usar conteúdos mais ricos em sua seleção, assim como inserir call-to-actions (CTAs) que ajudem a avançar o lead em sua jornada de decisão.

Os motivos para usá-la

Opa, mas espera aí! Primeiro vocês apresentam uma estatística que mostra o poder de sua conversão, depois voltam e dizem que ela é mais focada em relacionamento e nutrição e, agora, orientam que os CTAs devem avançar a persona até a decisão? Isso é venda, poxa!

Sim, é claro que é. E quem disse que não queremos fazer vendas?

A grande questão é que, como outras ferramentas do marketing de conteúdo, a newsletter não apresenta apenas ofertas e promoções, mas argumentos que, aos poucos, vão convencendo o cliente de que as soluções oferecidas por aquele profissional ou empresa são as ideais para ele.

Ou seja, nada forçado e apelativo. Ela deixa que o potencial cliente decida sozinho, e, principalmente, respeitando seu tempo.

Sendo assim, em etapas de consideração, a newsletter pode direcionar conteúdos ricos, infográficos e links para vídeos, a fim de avançar o lead no funil de vendas. Já na fase da decisão, pode oferecer cortesias como o uso limitado da solução ou até mesmo cupons de desconto para a compra do produto.

Tudo isso são ótimas justificativas para seu uso, mas também podemos listar alguns motivos para sua adoção, como:

  • pode ser feita por qualquer tipo de negócio ou profissional;
  • é uma ótima ferramenta para manter um relacionamento frequente com o seu público;
  • traz resultados no curto prazo, já que lidam com um público mais engajado com o seu conteúdo.

Afinal de contas, a newsletter é ou não é um “bom partido” para o coração da sua estratégia? Mas saiba que é preciso conquistá-la à moda antiga.

Os principais desafios

O desafio de montar uma newsletter de respeito é, justamente, fazê-la diferente de todas as demais sob o ponto de vista de quem a recebe. Fazer com que suas descrições sejam instigantes, calibrar a periodicidade e até mesmo criar expectativa no seu público também fazem parte desse pacote.

Ou seja, é preciso fazer o básico, como ter regularidade de entrega, escolher assuntos relevantes, fazer chamadas e títulos instigantes, e também ter criatividade para personalizá-la com assinatura, imagens, gifs ou memes condizentes com a linguagem adotada, além de fazer CTAs atraentes, assim como automatizar e mensurar seus envios.

Como definir uma estratégia de newsletter?

Automatizar significa investir em uma ferramenta de disparo de emails e acompanhamento por relatórios? Talvez, mas tudo vai depender do porte do seu negócio ou sua intensão com a estratégia.

Se a ideia é uma newsletter para você, redator, conversar com seus clientes de copywriting, uma solução manual pode ser facilmente gerenciada. Afinal de contas, o volume e os tipos de segmentação serão mais básicos.

Por outro lado, quanto maior for a complexidade do público e do negócio, maior será a necessidade de um sistema mais robusto.

Mas, muita calma nessa hora. Antes de sistemas, vem o planejamento.

Planejamento

Planejar a newsletter envolve:

  • análise da capacidade da infraestrutura e do estoque de produtos, já que as newsletters podem causar efeitos nos canais de atendimento e gerar vendas;
  • consideração das datas festivas do calendário e a sazonalidade do mercado;
  • periodicidade;
  • adoção de layout e outras personalizações, como quem assinará as newsletters.

Segmentação

Para uma segmentação eficaz, é muito importante considerar os diferentes produtos e serviços da empresa e os interesses e perfil de cada leitor da newsletter em relação a esses itens.

Por exemplo, um cliente B2B de uma papelaria online provavelmente não terá interesse em dicas e informações sobre produtos escolares, certo?

Por isso, no registro de cada leitor, considere suas características pessoais que foram informadas no cadastro e até mesmo o canal ou o conteúdo que o convenceu a inscrever-se na newsletter. São pistas sobre seus interesses e necessidades.

Análise de performance

Depois de iniciar o envio das newsletters, algumas estatísticas de performance deverão ser analisadas, como:

  • quantidade de leitores listados para o recebimento da newsletter e quantos visualizaram e clicaram nos links oferecidos;
  • taxa de rejeição da newsletter, também chamada bounce rate, que pode acontecer por registro incorreto do email, cancelamento da conta ou exclusão do recebimento pela própria pessoa que se inscreveu;
  • taxa de conversão, seja da abertura da newsletter, seja de um link com desconto exclusivo para aquele público;
  • taxa de aumento da base de leitores da newsletter.

Com essas informações, é possível avaliar quais os formatos e conteúdos estão mais alinhados às necessidades dos potenciais clientes inseridos na newsletter.

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Quais as boas práticas para manter uma newsletter de sucesso?

Já deu para entender que, para uma estratégia de marketing de conteúdo, a newsletter é muito valiosa, assim como sua concepção é recheada de estratégia de personalização, o que aumenta muito sua eficiência no engajamento.

Então, vamos entender quais são as boas práticas e maneiras de torná-las #diferentonas de todo o resto?

Não seja um spam

Sério, não seja. Tanto na tentativa de inundar a caixa de emails de seus assinantes, quanto no uso de e-mails inativos.

É claro que sabemos que você não vai comprar uma dessas listas de contatos que são oferecidas por sites e empresas de caráter duvidoso, mas se alguém ou alguma delas oferecer, recuse. É derrota total.

Primeiro porque esses contatos não afirmaram em nenhum lugar que gostariam de receber suas informações, e mesmo que futuramente quisessem, começar um relacionamento assim é péssimo, não é mesmo?

Segundo porque tais listas podem conter os chamados “spam traps”, contas inativas que são assim, jogadas ao vento para tentar fisgar spammers e estratégias danosas aos usuários de serviços de emails como Yahoo e Gmail.

Então, se no meio de uma lista usada para disparar uma newsletter tiver um desses spam traps, a entrega de todo o resto poderá ser direcionada para o spam. Afinal de contas, se uma delas sabidamente não é uma conta ativa e que deseja receber o conteúdo, quem garante que o resto é, certo?

Mensure seus resultados

Não é fácil mensurar resultados sem a ajuda de um sistema para automação de email marketing, nós sabemos. Mas alguns indicadores e interações de respostas podem ajudar a entender o quanto sua estratégia foi interessante.

Taxa de abertura de email, número de pedidos de descadastramento, e, claro, quantidade de CTAs que levaram a conversões oferecem alguns insights interessantes sobre o sucesso da sua newsletter.

Faça testes regulares

Outra prática é a criação de testes A/B para identificar qual a melhor resposta de seus assinantes em relação aos conteúdos e estímulos ofertados.

Eles são particularmente interessantes em mudanças mais substanciais, como um aumento na frequência de envio, troca do layout, uso de imagens etc.

Priorize a objetividade sempre

A newsletter deve servir como um cardápio com as sugestões do chef, ou seja, as melhores opções de acordo com o perfil do assinante descritas de forma irresistível e sucinta.

Assim, o leitor pode escolher os links que mais interessam e partir para eles.

Saiba quando e para quem usar cores, gifs e memes

Aqui tem duas dicas. A primeira é em relação às cores. Os conteúdos e o layout não devem ser gerados no formato CMYK, e sim, em RGB.

Calma, se você não entende bem sobre a parte gráfica, é só entender que o CMYK é adequado para mídias impressas, enquanto o RGB é destinado a elementos digitais.

A segunda dica fica por conta dos gifs e memes. Você provavelmente já sabe que eles devem ser usados preferencialmente em conteúdos mais descontraídos, com linguagem mais impessoal, certo?

Mas além disso, vale lembrar que devem ser apreciados com moderação e lembrando que as newsletters também podem ser abertas nos smartphones e tablets. Assim, as imagens devem ser leves para que seu carregamento em diferentes dispositivos não seja comprometido.

E já que estamos falando de diferentes padrões de telas, vale reforçar a importância da objetividade das descrições e links maiores para os conteúdos para facilitar a vida do seu assinante na hora de clicar na tela do smartphone, por exemplo.

Crie newsletters temáticas e sobre novidades

Alguns profissionais têm a ideia de que as newsletters devem ser compostas pelos conteúdos mais recentes de seus blogs, mas aquelas desenvolvidas como boas-vindas ou com um tema são ótimas ferramentas para conversão.

Isso porque elas concentram os principais conteúdos de um tema de interesse do perfil daqueles assinantes, facilitando sua experiência de aprendizagem, e, claro, encurtando o tempo até sua tomada de decisão.

Ok, com essas dicas já dá para arrasar no seu relacionamento com os seus assinantes, e, agora que você realmente sabe o que é newsletter e como ela é irresistível, já dá para pensar em casamento com a sua estratégia de marketing, não é mesmo?

Ela ainda vai ser muito relevante para o marketing digital por um bom tempo e por isso é essencial que você domine seu conceito e prática para brilhar nos projetos de seus clientes e também para usá-la para divulgar seus trabalhos. Por que não?

Para isso, um blog pessoal para você centralizar suas produções, promover produtos digitais, criar um portfólio e manter seus contatos também é muito importante, né? Então confira agora mesmo nosso curso gratuito e completo sobre blogs pessoais!

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