O que é freelancer

Afinal de contas: o que é freelancer?

Freelancer é o profissional que trabalha por conta própria, prestando serviços para empresas ou pessoas físicas de maneira autônoma. Hoje, podemos encontrar como freelancers profissionais como designers, redatores, fotógrafos, jornalistas, programadores etc.

Você provavelmente já pegou um job ou outro para fazer no fim de semana ou depois do expediente. Talvez você tenha um amigo que decidiu largar o emprego e trabalhar por conta própria, seja porque a empresa não estava pagando o suficiente, porque não aguentava mais a rotina ou porque decidiu se aventurar por outros caminhos.

Esse tipo de profissional, que tem se tornado cada vez mais comum em algumas áreas, recebe o nome de freelancer. Quer entender melhor sobre o que é freelancer e nunca mais ter que responder “tô com uns projetos aí” quando te perguntarem sobre o trabalho? Então continue lendo!

O que é freelancer?

Apesar de esse tipo de trabalho só ter se popularizado de vez nas últimas décadas, a palavra “freelance” existe desde o século XIX. A origem do termo é geralmente atribuída a Sir Walter Scott, que a usou no livro Invanhoé lá em 1819, em um trecho em que um dos personagens oferece a outro seu serviço de “lanceiros livres” — ou, no original em inglês, “free lances”.

Nos dias de hoje, freelancer designa o profissional que trabalha por conta própria, prestando serviços para empresas ou pessoas físicas de maneira autônoma.

Em vez dos lanceiros da idade média, hoje podemos encontrar como freelancers profissionais como designers, redatores, fotógrafos, jornalistas, programadores, músicos, pintores, entre vários outros.

Essa é uma excelente opção para quem está com dificuldade para encontrar em emprego e quer se recolocar no mercado, seja por conta da crise ou por um desejo de mudar de área.

O que é necessário para ser um freelancer?

Em primeiro lugar, é fundamental ser uma pessoa bastante organizada. Como autônomo, você será responsável por tudo o que está relacionado à sua vida profissional: as tarefas a cumprir, os prazos de cada uma delas, a comunicação com o cliente, a precificação dos seus serviços, além garantir que os pagamentos estejam em ordem.

Por isso, se você não tiver o hábito de manter tudo organizado, vai ser muito fácil se perder e prejudicar sua imagem no mercado.

Também é preciso disciplina para garantir que tudo será entregue no prazo, já que você não terá um chefe nem alguém te perguntando se tudo está em dia.

Sem disciplina, é muito provável que você se distraia o dia inteiro e acabe trabalhando madrugada adentro para terminar tudo a tempo. Além de prejudicar o resultado final do seu trabalho, isso também faz mal para a sua saúde e sua qualidade de vida!

Outro ponto importante para quem deseja se aventurar como profissional autônomo é ter uma ampla lista de contatos para conseguir boas oportunidades. Com esse tipo de trabalho se tornando cada vez mais comum, também estão surgindo plataformas que facilitam a vida dos freelancers das mais variadas áreas e os conectam com potenciais clientes.

Mesmo assim, quanto mais pessoas você conhecer, maiores são suas chances de conseguir trabalhos interessantes.

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É preciso ter diploma para trabalhar como freelancer?

Depende. Algumas áreas de atuação, como engenharia ou contabilidade (nas quais é possível trabalhar de maneira autônoma prestando consultoria), exigem sim um diploma para que o profissional possa atuar.

Em outras áreas, é perfeitamente possível prestar serviços sem uma graduação completa. Esse é o caso, por exemplo, da fotografia, do design e da programação.

Porém, é importante entender que, mesmo que não haja nenhuma exigência legal por um diploma nessas áreas, o próprio mercado faz essa filtragem: profissionais não graduados podem ter mais dificuldade para encontrar demandas ou precisar cobrar preços menores para se manterem competitivos.

Afinal, o diploma serve como uma comprovação a mais de que você é qualificado para aquele trabalho.

Uma maneira de contornar essa dificuldade caso você esteja se lançando em uma área distinta daquela em que se graduou, ou se ainda for um estudante universitário e quiser matar 2 coelhos com uma cajadada só, juntando dinheiro e experiência ao mesmo tempo, é montar um bom portfólio.

Esse documento é uma seleção dos seus melhores trabalhos, que pode ser enviado a potenciais clientes para convencê-los das suas habilidades.

Qual é a diferença entre freelancer e MEI?

O Microempreendedor Individual (MEI) foi a maneira encontrada pela legislação brasileira para regularizar a quantidade crescente de freelancers e (como o próprio nome indica) negócios individuais no país. Para quem faz freelas esporadicamente, apenas para complementar a renda, pode não ser necessário passar por essa burocracia.

Já para quem se dedica exclusivamente ao trabalho como autônomo, essa é uma excelente maneira de se manter em dia com as obrigações fiscais e evitar dores de cabeça com a Receita.

Uma das principais vantagens dessa categoria para o freelancer é o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que permite a emissão de nota fiscal e abre uma série de possibilidades de trabalhos com empresas.

Caso você esteja se perguntando se isso vale a burocracia e os impostos, saiba que o MEI pode optar pelo Simples Nacional, o que reduz bastante a papelada, e está isento de tributos federais, como Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL.

Se você está considerando uma carreira como freelancer, não deixe de conferir se a sua área de atuação está enquadrada como MEI e regularizar sua situação. O processo pode ser feito online pelo Portal do Empreendedor.

Quais são as vantagens e desvantagens?

Mais flexibilidade e autonomia

O principal atrativo da vida de freelancer é a flexibilidade que esse tipo de trabalho propicia. Além de fazer seu próprio horário, como autônomo você também poderá trabalhar no ambiente em que preferir (em casa, em cafés, em bibliotecas), com as roupas que quiser, e poderá tirar férias quando for melhor para você.

Em alguns casos, pode pagar mais

Em um emprego formal, independentemente da sua carga de trabalho, o salário é o mesmo. Já como freelancer, é você que determina quanto vai receber por hora ou por demanda, e quanto mais trabalhos você pegar, mais dinheiro vai cair na sua conta.

Dependendo da sua área de atuação e das suas habilidades profissionais, é possível aumentar consideravelmente o valor da sua hora de trabalho sendo autônomo.

Falta de estabilidade

Por outro lado, a vida de freelancer é marcada por uma instabilidade financeira bem maior. Assim como é possível tirar um dinheiro extra se o volume de demandas for alto, também é bem provável que em um determinado período apareçam menos oportunidades e o dinheiro seja menor no fim do mês. Para se dedicar a uma carreira de autônomo, é preciso estar confortável com essa incerteza e ter uma boa organização financeira para não passar apertos apertos nesses momentos.

Benefícios trabalhistas

Outro ponto negativo é que, como autônomo, você não terá direito a uma série de coisas garantidas para quem for contratado sob o regime da CLT, como 13º salário, folgas remuneradas e FGTS.

Mais uma vez, a organização se faz necessária aqui para ser capaz de tirar férias sem passar dificuldade ou para não precisar se preocupar com a falta de dinheiro se ficar doente e incapacitado de trabalhar por alguns dias.

Quais são os principais erros de quem quer ser freelancer?

Já falamos várias vezes ao longo do texto sobre a importância da organização para os freelancers, mas também existem muitos outros erros que podem prejudicar a vida e a carreira desse profissional. Dê uma olhada em alguns deles e não corra o risco de manchar seu nome no mercado:

Não encarar os freelas como transações profissionais

Um erro muito comum, cometido principalmente por novatos, é não entender os trabalhos como o que eles de fato são: trabalho. Não é porque você está executando suas tarefas de pijama e com seu cachorro no colo que você pode fazer tudo de qualquer jeito.

Por melhor que você seja no seu ofício, uma postura pouco profissional vai te tirar do mercado rapidinho. Atitudes como não cumprir prazos, não responder o seu cliente (ou dar respostas pouco respeitosas) e entregar um serviço com menos qualidade do que o combinado (seja por falta de organização ou por desleixo) vão te deixar com uma péssima reputação!

Não ter planejamento financeiro

Conforme já dissemos, trabalhar como freelancer traz certa instabilidade, além dos imprevistos que podem acontecer com qualquer um.

Como a sua renda mensal é variável e você não terá apoio do seu empregador caso fique doente e precise se ausentar por uns dias, é o seu planejamento financeiro que vai te manter tranquilo nos períodos de vacas magras.

O segredo para um bom planejamento é ter consciência de quanto dinheiro você tem, quanto vai receber e quanto e como está gastando. Essas informações são as bases para qualquer decisão envolvendo suas finanças, seja fazer uma reforma na sua casa, escolher o melhor momento para tirar férias ou até optar por almoçar fora ou pedir comida.

Por isso, comece seu planejamento anotando todas as suas fontes de renda e todos os seus gastos, categorizando-os conforme o tipo de despesa.

Se você está atualmente em um emprego fixo e está considerando trocá-lo por uma carreira de autônomo, uma boa ideia é fazer uma reserva financeira suficiente para 1 ou 2 meses antes de se demitir. Assim, você tem uma tranquilidade a mais para os momentos iniciais, quando ainda estiver montando uma base sólida de clientes.

Depois que você já tiver se estabilizado como freelancer e os trabalhos estiverem vindo com certa regularidade, tente guardar uma determinada quantidade da sua renda, todo mês, principalmente se a sua área for afetada por sazonalidades. É isso o que vai te tranquilizar nos períodos de menos trabalho.

Outra ideia interessante para fazer seu pé de meia é separar o que você pagaria de INSS e FGTS se estivesse empregado e aplicar em um investimento de baixo risco, como uma renda fixa.

Misturar vida pessoal e profissional

Trabalhar de casa seguindo os seus próprios horários parece um sonho para muita gente, mas guarda uma armadilha: se você não tiver cuidado, sua vida profissional irá invadir sua vida pessoal e vice-versa.

Quando o seu ambiente de trabalho e seu ambiente de repouso são os mesmos, é difícil entender muito bem os limites de cada um. Isso pode tanto fazer com que você acabe trabalhando nos momentos de descanso quanto dificultar que você saia do “modo folga” e tenha disciplina para começar os trabalhos.

Para driblar essa situação, muitas pessoas preferem trabalhar fora de casa, em bibliotecas, cafeterias ou espaços de coworking. Se você não quiser sair de casa para trabalhar (como é o caso de quem trabalha melhor à noite), separe um ambiente específico para funcionar como o seu “escritório”, que não se misture com sua área de lazer, e estabeleça horários claros de início e término do seu dia produtivo.

Alguns freelancers vão ao extremo de trocar de roupa, sair de casa e entrar de novo para entrar no clima de trabalho. Por mais cômico que pareça, essa é uma boa maneira de fazer seu cérebro entender que é hora de concentração.

Esperar que os clientes caiam do céu

Nem sempre um bom trabalho é o bastante para que você tenha projeção no mercado. Não é por acaso que mesmo as grandes empresas têm um departamento inteiro dedicado à captação de clientes: é preciso se promover para ganhar visibilidade.

Para isso, o primeiro passo nós já mencionamos: networking. É muito provável que suas primeiras oportunidades como freelancer cheguem por indicação, seja de amigos, familiares ou (mais provavelmente) de pessoas com quem você já trabalhou.

Aproveite os contatos feitos em experiências profissionais anteriores ou em sala de aula, com colegas e professores, caso ainda esteja na faculdade. Se estiver pensando em abandonar um emprego fixo, lembre-se de sair deixando portas abertas. Quem sabe seu antigo empregador se torna seu cliente?

Também divulgue seu portfólio e não deixe de aproveitar as muitas plataformas que surgem a cada dia. Com uma rápida pesquisa na internet, não é difícil encontrar as melhores para o seu mercado, como a plataforma da Rock Content.

Se você curtiu entender melhor o que é freelancer e já está pensando em como entrar nesse mercado para aproveitar uma vida com mais flexibilidade, se cadastre na nossa plataforma e veja em primeira mão o que a vida de freelancer tem a te oferecer!