Por Aline Melo

Um pé na Psicologia, outro em finanças. Os dois na produção de conteúdo.

Publicado em 04/07/2018. | Atualizado em 30/08/2019


Aplicação financeira é um tipo específico de investimento, em que o investidor não adquire produtos físicos, mas produtos financeiros. Após fazer a aplicação financeira, o investidor deve acompanhar seus ganhos ou riscos.

Você sabe o que é aplicação financeira? Infelizmente, as chances de um brasileiro não entender desse assunto são bastante altas. Segundo dados recentes, menos da metade das pessoas do nosso país tem alguma reserva de dinheiro investido. Dessas, quase 90% aplicam apenas na opção mais conhecida: a poupança.

Entretanto, existem diversas alternativas muito mais vantajosas para sua escolha. Então, se você deseja tomar melhores decisões com o seu dinheiro e precisa tirar dúvidas sobre aplicações financeiras, confira este post! Trouxemos informações completas sobre o assunto. Vamos lá?

O que é aplicação financeira?

Vamos começar falando sobre investimentos de maneira geral. Eles são formas de conseguir mais dinheiro com o valor que você tem disponível. Há diversas maneiras de fazer isso — como abrir um negócio ou usar determinada quantia para comprar seu material de trabalho autônomo.

Mas isso não é o mesmo que fazer uma aplicação financeira. Na verdade, ela é um tipo específico de investimento. Quem faz aplicações não está adquirindo itens físicos e sim produtos financeiros. Na prática, o investidor que escolhe essa opção não precisa ter muito trabalho além de decidir onde alocar o dinheiro.

Depois de investir, você apenas acompanha os ganhos ou riscos do investimento, observando o montante se multiplicar pela ação de juros ou da valorização. Parece bem interessante economizar seu dinheiro para aproveitar essa vantagem, não é mesmo?

E como isso funciona em detalhes? Para explicar melhor esse ponto, é preciso esclarecer que não existe um único modelo de aplicação financeira. Por isso, vale a pena entender as diferenças entre as alternativas para saber como é o funcionamento de cada uma.

Quais são os tipos de aplicações existentes?

Saber o que é aplicação financeira não é suficiente para começar a investir. Por isso, vamos nos aprofundar um pouco mais. Basicamente, existem dois grupos principais de investimentos no mercado financeiro: a renda fixa e a renda variável.

Se você até agora só havia escutado falar sobre as ações da bolsa de valores e tem medo de correr os riscos dessas operações logo de início, fique tranquilo. Há maneiras mais seguras de começar a investir. Um dos maiores diferenciais da renda fixa é exatamente esse: o perigo de perder dinheiro é menor.

O funcionamento da renda fixa é bem simples e segue um procedimento muito semelhante aos empréstimos bancários. Quando um consumidor solicita um valor do banco, ele precisa pagar de volta com juros, não é? Quem investe nessa alternativa está emprestando seu dinheiro para instituições, que devolvem com juros.

Já a renda variável funciona um pouco diferente porque, nesse caso, não é como se você estivesse emprestando dinheiro a alguém, mas sim entrando como sócio em uma empresa. É o que acontece na prática quando se compra ações na bolsa de valores. A seguir, vamos dar mais informações sobre opções de investimentos de cada tipo.

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Que opções a renda fixa oferece?

Esse grupo de aplicações financeiras se divide entre renda fixa privada e títulos públicos. O funcionamento é o mesmo, mas o primeiro tipo diz respeito a investimentos em bancos ou instituições particulares, enquanto no segundo você vai investir no Governo Federal.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é a plataforma lançada pelo Governo Federal para oferecer aplicações em renda fixa pública. Esses investimentos são considerados os mais seguros do mercado, pois quem garante o pagamento é o próprio poder executivo do país.

Aliado ao baixo risco, o tesouro também apresenta a vantagem do baixo custo: há opções de investimentos que começam com menos de R$ 50,00. Com um pouco de organização financeira, você já é capaz de aproveitar isso. Na plataforma, é possível ter acesso a diversas alternativas, com valores, prazos e taxas diferentes para escolha.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário é um representante da renda fixa privada. Nesse caso, o investidor está emprestando seu dinheiro para bancos e instituições financeiras. Essas instituições utilizam o valor para realizar os seus serviços e, ao final do prazo, devem devolver a quantia com os juros prometidos.

Também existem diversos CDBs disponíveis no mercado. Alguns apresentam liquidez diária, ou seja, permitem que o investidor retire seu dinheiro a qualquer momento sem perda dos rendimentos. Já outros, exigem que o valor fique até o prazo acordado — assim, se for preciso retirar antes, você perde os juros.

LCI e LCA

Esses são dois investimentos muito parecidos na renda fixa privada: a Letra de Crédito Imobiliário e a Letra de Crédito do Agronegócio. A única diferença entre eles é que, na primeira, o dinheiro é utilizado pela instituição financeira para custear empreendimentos imobiliários, enquanto o segundo vai para o agronegócio.

A principal vantagem dessas opções é que não cobram imposto de renda. Entre as desvantagens, elas costumam ter custos prazos mais longos.

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O que escolher na renda variável?

Esse tipo de investimento envolve um risco maior, já que você não está apenas emprestando dinheiro a juros. Nesse caso, o investidor entra em um negócio. Logo, assume tanto os ganhos quanto as perdas. Isso significa que é possível ter rendimentos muito maiores do que na renda fixa, mas também há riscos extras. Conheça algumas opções que podem contribuir para sua independência financeira.

Ações

As ações são provavelmente os investimentos mais conhecidos na renda variável. Elas funcionam a partir da compra de um percentual de uma empresa. Dessa maneira, o investidor se torna um acionista e participante nos lucros da companhia.

Há duas maneiras de ganhar dinheiro na bolsa de valores. Uma delas é comprando ações e esperando sua valorização para lucrar com a venda. A outra é mantendo a posse para ser um sócio e receber os dividendos da empresa. O cuidado e a capacidade de análise são essenciais para diminuir os riscos e conseguir ganhar dinheiro com essas aplicações.

FII

Para quem não se sente à vontade para arriscar comprando ações na bolsa, há investimentos mais conservadores dentro da renda variável. Uma opção interessante é o Fundo de Investimentos Imobiliários (FII). Nesse caso, você não investe diretamente em uma empresa, mas faz parte de um grupo de investidores do ramo de imóveis.

Isso costuma diminuir os riscos, pois o gestor do Fundo de Investimentos entende do assunto e busca compor a carteira do grupo com alternativas seguras e com boa remuneração. Mas, claro, isso não exclui a necessidade de analisar com atenção antes de escolher o FII ideal para investir seu dinheiro.

Além de saber o que é aplicação financeira, agora você conhece alternativas muito interessantes para multiplicar o seu dinheiro. Buscando informações sobre o assunto, é possível obter ótimos resultados e mudar a realidade das suas finanças!

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