Por Gustavo Grossi

Analista de Marketing na Rock Content.

Publicado em 30/03/2017. | Atualizado em 16/06/2017


Este artigo está simplesmente da hora.

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Você encontrou esse texto após googlar, não foi?

Se você estranhou a frase anterior, certamente foi a palavra “googlar” ou “googar” (neologismos criados a partir da ação de pesquisar no Google) que causou essa sensação.

Quem escreve textos para a web precisa dedicar uma atenção especial à escolha das palavras. Se escolhas certas tornam o seu texto atraente para um determinado leitor, decisões equivocadas podem ser desastrosas para a persuasão e o engajamento.

Veremos, aqui, algumas informações que podem ser uma “mão na roda” (uma gíria que você conhece, que quer dizer “ajuda significativa”) para você aperfeiçoar sua produção de conteúdos.

Entendendo a definição de neologismo e gíria

Etimologicamente, o termo neologismo vem do grego “neos”, que significa “novo” e “logos”, que pode ser compreendido como “palavra ou estudo”. Ou seja: é o processo de criação de uma nova palavra, conforme a necessidade que temos que expressar novos pensamentos e conceitos.

Por outro lado, as gírias, que tiveram origens nas formas de expressão de grupos marginalizados — os quais não queriam ser compreendidos por pessoas de fora desses núcleos —, hoje ultrapassam o campo da marginalidade.

Embora em convivência com a linguagem coloquial, hoje a gíria continua sendo característica de grupos específicos. Como exemplo, podemos falar dos jovens paulistanos que dizem: “Da hora, meu!”, sinônimo de “muito bom, amigo!”.

É bom conhecer a diferença entre gíria e jargão

Os jargões são palavras normalmente utilizadas por profissionais de uma determinada área. Médicos cardiologistas, por exemplo, falam em “prolapso da valva mitral” para falar de uma irregularidade bem específica, encontrada no coração de um paciente.

O futebol também apresenta jargões que podem causar estranhamento a quem não entende muito do assunto.

Lembra daquele narrador do “gol onde a coruja dorme”? Indicando que a bola entrou em uma das partes superiores, direita ou esquerda, da trave do adversário.

Jargões, quando devidamente utilizados no seu texto, revelam ao leitor que você se sente à vontade para abordar o assunto. Há quase a impressão de que você é um colega de profissão dialogando com ele.

A escolha das suas palavras deve ser adequada à sua persona

Um dos pilares de quem escreve para a web é a definição da persona com a qual se pretende dialogar. Conteúdos produzidos para a internet alcançam pessoas individualmente, bem diferente da comunicação de massa.

Essa persona, construída por você, representa um perfil ideal do público desejado.

Vamos a um exemplo. Suponha que o seu texto é sobre uma exposição de vinhos e sua persona é o Dr. Alberto Smith — médico oftalmologista, 55 anos, casado, pai de dois filhos e apreciador da bebida. Sem dúvidas essa persona não combina com gírias do tipo “Tamo junto” ou “O vinho é, tipo assim, português”.

Já os neologismos, desde que utilizados com o devido cuidado, podem favorecer o diálogo.

Imagine que esse mesmo texto sugira ao Dr. Alberto que há diversos conteúdos “linkados” no artigo, e que ele pode acessá-los se quiser saber mais sobre vinhos. O verbo “linkar”, embora seja um neologismo, possui adequação ao destinatário.

Gírias: quando usar e não usar

No texto para web, o uso de gírias é uma questão de adequação. Quer ver? Pense, agora, que a sua persona é o Sr. Luís Contreras, 45 anos, empresário, dono de uma pequena rede de pizzarias em São Paulo.

O texto do blog do Sr. Luís aborda a importância da sinalização interna nos restaurantes. E logo no início do texto, o redator lança a seguinte pérola: “Se o seu restaurante não é bem sinalizado, deu ruim!”.

Pode ser que a intenção inicial tenha sido a melhor possível, talvez uma buscar certa informalidade. O problema é que, se o leitor achar essas gírias vulgares ou incompreensíveis, há uma grande chance dele interromper a leitura e fechar as portas para uma futura conversão.

Algo parecido aconteceria se a sua persona fosse Sandra Dantas, 33 anos, casada, empresária, mestre em psicanálise, e o seu texto sobre vinhos dissesse: “Miga, sua loka, você também ama vinhos?”.

Convenhamos: chamar uma psicanalista de “miga” e de “loka”, especialmente quando se trata do seu primeiro contato com essa persona, é uma escolha tão infeliz que nem Freud saberia explicar.

Textos destinados a um assunto muito técnico exigem uma boa pesquisa de jargões

Um bom exemplo está nos textos destinados a profissionais de propaganda e marketing. É natural que você utilize “job” em vez de “trabalho”, ou mesmo “market share” em vez de “participação ou fatia de mercado”.

Essa escolha certamente será mais familiar para a sua persona. É claro que o uso de siglas e acrônimos, mesmo que sejam familiares, precisam de uma explicação ao menos uma vez no texto.

É o caso, por exemplo, de “marketing B2B”, que você precisará esclarecer como sendo “marketing business to business” ou “marketing entre empresas”.

A escolha de palavras interfere na percepção de valor

Imagine que o seu texto aborde assuntos ligados à moda. Provavelmente, a sua escolha de palavras vai levar em consideração os jargões dos estilistas e fashionistas (Opa! Olha aí mais um neologismo!).

Em vez de falar sobre “as novas roupas”, o seu texto pode apresentar a frase: “os novos looks”. Em vez de “ordem do desfile das grifes”, use “line-up”.

Notou como uma palavra já transforma a percepção de valor? Essa simples escolha aproxima seu conteúdo de uma persona do mundo da moda.

Para encontrar neologismos e gírias adequadas à sua persona, comece a googlar

É claro que você precisa mergulhar fundo no assunto que vai abordar no seu post. Nesse momento, ter um bom domínio das técnicas de redação web, atendendo a princípios como coesão e coerência textual.

Entretanto, o uso de neologismos, gírias e jargões, quando feito com a devida cautela, pode produzir um efeito positivo.

Uma boa pesquisa pela internet vai ajudar muito na elaboração de um elenco de palavras e expressões que podem ser selecionadas por você de acordo com a persona a ser alcançada. Esse texto foi útil pra você? Deixe seu comentário no post!

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