Por Anna Bella Bernardes

Publicado em 27/07/2018. | Atualizado em 26/03/2019


Toda semana, elegemos um freela para escrever para a gente com pauta livre. Assim, conhecemos melhor a nossa Comunidade e você também. Essa é a história da Anna Bella Bernardes. Confira ;)

Aos 22 anos, deixei o pouco que eu tinha em Minas para trás e me mudei para a desconhecida São Paulo sem ter QI nem para dar uma voltinha no Ibirapuera. Recém-formada, graças aos freelas em Marketing de Conteúdo consegui o meu primeiro emprego na área.

Vem comigo que eu te conto como está sendo minha trajetória até aqui e como mudei minha carreira nesses quase 5 anos.

Lá nos primórdios de tudo

No fim de 2013, prestes a me formar em jornalismo em Belo Horizonte, ouvi falar da Rock Content, que surgia no San Pedro Valley mineiro. Gravei o nome na cabeça e até cheguei a me candidatar a uma vaga na época. Juntar rock e conteúdo parecia uma ótima combinação.

Ainda em Minas, na mesma época peguei uns freelas em uma agência menor e comecei a planejar minha mudança para São Paulo. Eu não conhecia ninguém da área por aqui (spoiler: ainda estou em São Paulo, então, está dando certo) e não tinha nenhum trabalho em vista.

Na cara de pau e cheia de coragem, no dia 02/06/2014 me mudei para São Paulo, 10 dias antes de começar a Copa do Mundo. Hoje eu não faria isso.

Com todos os sonhos do mundo de recém-formada, escrevendo textos como freelancer e procurando um emprego fixo, me mudei para uma pensão ao lado do metrô e que tinha um bom wi-fi.

No dia 2 do mês seguinte, consegui meu primeiro emprego pós-estágio. Não era um emprego de carteira assinada como eu planejava, mas me permitiria conhecer gente nova e viver a rotina de uma agência de marketing.

Trabalhei por 4 meses com um contrato PJ no monitoramento das redes sociais dos candidatos à presidência da República. Precisavam de alguém com experiência em redação web para a produção dos relatórios.

Um até logo à vida de freelancer

Nesse meio tempo, dei uma reduzida nos freelas. Não tinha horário para sair do trabalho, principalmente nos dias de debate, e ainda estava procurando uma casa de verdade para morar.

O período eleitoral chegou ao fim e, com ele, terminou meu contrato. Mais freelas novamente. No tempo livre, enviava currículos.

Excited See Ya GIF by The Good Place

Novamente no dia 2, dessa vez em março de 2015, comecei a trabalhar em uma agência que mudou minha vida para sempre e me mostrou que aquilo que eu fazia para exercitar a escrita e conseguir meu sustento tinha nome e se chamava Marketing de Conteúdo.

E tinha muito mais: o Inbound Marketing — e o primeiro registro na CLT. O CEO da agência foi um ótimo (e paciente) professor e me apresentou o Inbound, ensinando-me grande parte do que sei hoje sobre a metodologia. Foi amor à primeira vista.

Fiquei um ano e meio na agência de Inbound Marketing, comecei minha pós-graduação e saí de lá após receber uma proposta pelo LinkedIn (na época, paguei a língua ao duvidar que a rede realmente rendia frutos).

Decidi me arriscar com um novo contrato temporário e fiquei 6 meses trabalhando na reformulação do conteúdo do novo site de uma companhia aérea. Com o fim do contrato, fui trabalhar em uma startup com Inbound Marketing, na raça, claro. Depois disso, mudei de trabalho de novo em busca da estabilidade que eu queria lá atrás…

Eu sou free… Freelancer!

Hoje aqui estou, produzindo conteúdo para 8 instituições de ensino em um grupo educacional que está em crescimento constante. Moro sozinha em um apezinho no centro e fui adotada por uma gata linda, a Pagu.

Os textos daquele primeiro freela, que surgiu meio por acaso enquanto eu procurava alguma forma de ganhar dinheiro e quando eu nem mesmo conhecia a palavra do Marketing de Conteúdo, foram me abrindo portas para trabalhar também com Inbound Marketing, redação publicitária, Branded Content e até com a própria Rock Content, empresa que eu tanto admiro há muitos anos. Dá um orgulho danado ver que o Marketing de Conteúdo também tem sotaque mineiro.

Posso dizer que nesses quase 5 anos após ter concluído a graduação e nesses 4 em São Paulo, a minha carreira cresceu mais rápido do que eu esperava por ter tido esse primeiro contato com o Marketing de Conteúdo lá atrás.

Thaís dos Reis, minha grande amiga-irmã que a faculdade me deu, dividiu apartamento comigo por 2 anos e meio em São Paulo. Ao voltar para Minas, ela começou a trabalhar na Rock e sempre me dava várias dicas e falava para eu recomeçar a vida de freela.

Terminei minha pós em maio e retornei aos freelas com o objetivo de viajar no ano que vem para fazer um curso de Marketing Intelligence na Universidade Nova de Lisboa. Assim, estou conciliando o meu trabalho de analista de conteúdo com os freelas.

Vai lá e faz!

Se tem uma dica que posso dar é essa. Emendo com outra frase clichê: você não vai conseguir se nunca tentar. Saí da faculdade sem saber para onde ir. Aos meus olhos, São Paulo parecia estar mais segura em relação a emprego. Sonhei muito em estar onde estou — não que eu já tenha conseguido chegar aonde eu quero estar. Por isso, me planejei e estudei bastante.

Não parei, claro, esse sempre será meu exercício. Posso afirmar que tive coragem, até quando eu pensava que não conseguiria. Foi difícil me mudar de cidade, depois de estado, e ficar longe daqueles que eu mais amo. Também foi bem difícil me arriscar em trabalhos incertos e até mesmo na falta deles. O foco e a persistência contam muito nessas horas.


Entrei na faculdade sonhando em trabalhar com jornalismo cultural, no meio do caminho me apaixonei pela assessoria de imprensa e no fim eu estava assustada achando que teria que voltar para o interior de Minas e trabalhar com qualquer profissão que precisasse de graduação completa, deixando para trás todos os meus sonhos e toda a liberdade que eu descobri ao morar sozinha (e enfrentar muito perrengue com isso).

Quem diria que uma jornalista que começou a faculdade no ano em que derrubaram o diploma — e que via a redação do jornal em que estagiava demitindo jornalistas velhos de casa a cada novo holerite — conseguiria enfrentar tanta coisa mesmo achando que não era capaz e nem merecedora de nada. A síndrome do impostor é real, mais comum do que parece e bastante perigosa.

E se der medo, vai com medo mesmo. Tem muito mais por vir, mas posso dizer que tudo mudou quando eu, recém-formada e um tanto desiludida com o jornalismo padrão, ouvi a palavra do Marketing de Conteúdo e decidi me jogar nele. Obrigada, Marketing de Conteúdo!

E com você, leitor(a), como foi seu primeiro contato com o Marketing de Conteúdo? Conta pra gente nos comentários!


Anna Bella Bernardes

Pós-graduada em gestão de comunicação e marketing pela ECA/USP, especialista em redes sociais pela Puc SP e graduada em jornalismo pela Puc Minas.

Essa foi a história da Anna!
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