Por Gabriel Sacramento

Copywriter, músico e fã de ficção científica. Exatamente nessa ordem.

Publicado em 07/05/2019. | Atualizado em 02/05/2019


O livro “Marketing de Conteúdo Épico” foi publicado no Brasil em 2016 e desenvolvido por Joe Pulizzi, fundador do Content Marketing Institute (CMI). O livro fornece insights brilhantes para redatores e copywriters, que resumimos neste post!

Se você busca gerar sua renda com trabalhos como freelancer, sabe que é preciso aprender mais a cada dia para se tornar um grande especialista no que faz. Afinal, seu salário depende diretamente da qualidade do que você entrega, não é mesmo?Pensando nisso, preparamos este artigo com dicas sensacionais de Joe Pulizzi em seu livro “Marketing de Conteúdo Épico” para impulsionar os seus resultados e refinar o seu copywriting.É só seguir os tópicos citados para deixar os seus clientes boquiabertos com a evolução da sua escrita. Tem interesse? Então, fica por aqui que lá vêm algumas dicas épicas!O livroO livro “Marketing de Conteúdo Épico” foi publicado no Brasil em 2016 e desenvolvido por Joe Pulizzi, fundador do Content Marketing Institute (CMI), uma empresa voltada para essa tendência, e palestrante conhecido por espalhar a palavra por aí.Mesmo que seja voltado para a persona do Pulizzi — empresários e gestores que precisam otimizar suas estratégias de marketing —, o livro é tão bom que fornece insights brilhantes para redatores e copywriters também.Marketing de Conteúdo ÉpicoEntão, vamos examinar essas dicas para tornar o seu copywriting épico?Dicas iniciaisEntenda que é preciso vender sem venderIsso mesmo que você leu: o objetivo é vender sem ter que forçar uma linguagem de vendas. Pulizzi deixa isso bem claro no seu livro. Mas, e o copywriting?Sabemos que o foco do copywriting é justamente levar o leitor a uma ação, ou seja, vender-lhe uma ideia. Contudo, o autor defende que façamos isso sem gritar para o público, com uma linguagem amiga, interativa e confiável. A meta deve ser se conectar emocionalmente com quem lê e ajudar essas pessoas a se tornarem mais inteligentes.O conteúdo precisa ser desafiador e agregador. Só assim, ele conseguirá cumprir seu objetivo final — a venda. Em vez de optar por uma abordagem direta e simples de quem está mais preocupado com o dinheiro da persona, temos que focar em oferecer informações valiosas que conquistem o leitor em suas emoções e em seu intelecto.Para fazer isso, você pode usar storytelling, por exemplo, e entreter o público da empresa que te contratou com histórias envolventes.Para aprender mais sobre Storytelling! • O que é Storytelling? Tudo sobre a arte de contar histórias inesquecíveis • 5 técnicas de storytelling: melhore seus conteúdos contando histórias • Exemplos de Storytelling: 7 cases de sucesso de grandes marcas • Jornada do Herói: as 12 etapas de Joseph Campbell para uma boa história • Storydoing vs. Storytelling: a diferença entre contar histórias e construí-las • Storytelling para Vendas: aprenda a fechar negócios contando boas histórias • Mini-curso de Storytelling: conquiste sua audiência contando boas histórias
Mini-curso de Storytelling: Conquiste sua audiência contando boas históriasPowered by Rock Convert
Mesmo sem “vender”, o nosso conteúdo deve ser tão bom que as pessoas devem estar prontamente dispostas a pagar por ele, como pontua bem o Pulizzi. O diálogo deve ser cordial e emocionante o suficiente para vender indiretamente uma ideia, uma experiência e uma forma de fazer algo.Entenda que os leitores não ligam para os produtos Quando li o livro, essa foi uma parte que marcou em especial. Essa frase pungente me chamou a atenção para o fato de que, sem empatia, é praticamente impossível fazer um bom copywriting. A partir de então, passei a me esforçar para calçar os sapatos da persona para quem escrevo e tentar realmente compreender suas dores.Isso é o que me motiva para escrever conteúdos completos: o fato de que aquilo ajudará alguém cujo sofrimento eu entendo.A ideia de Pulizzi é a seguinte: o leitor não se importa com os produtos e serviços maravilhosos que você pode estar tentando apresentar para ele. Ele vai cair no site provavelmente depois de pesquisar em um buscador, procurando por uma solução para o seu problema. Ele só liga para a própria necessidade.Por isso, o copywriter deve trabalhar para transmitir a proposta de uma empresa que não está exageradamente preocupada com o que oferece, mas com as dores de suas personas. Nossa escrita deve ser 100% centrada na pessoa que lê, em suas características, seus hábitos e em temas relevantes relacionados com o que ela precisa.Autores de romances e contos lidam com universos e personagens específicos. O propósito é entender a vida de um determinado personagem. Adivinha quem é o personagem principal no copywriting? Isso mesmo, é a persona! Nossa preocupação deve ser explicitar isso para eles enquanto leem. O leitor deve se sentir dentro do texto, convivendo com as palavras, com as ideias e com as estruturas gramaticais.O conteúdo tem que solucionar as dúvidas deles sobre o que os mantém acordados à noite. Para isso, é importante antecipar as objeções às soluções da companhia do seu cliente.Pulizzi cita o exemplo da River Pools, uma empresa que conseguiu crescer dentro do comércio local de piscinas quando percebeu a importância de produzir um conteúdo didático que respondesse às principais dúvidas de suas personas. Quando decidiram falar do consumidor deles, e não deles mesmo o tempo todo, e entender quais as dificuldades que eles poderiam ter, desenvolveram uma maneira de encurtar o caminho até à marca.Confira outros conteúdos específicos sobre livros e autores aqui no blog! 📚 • Carmine Gallo: 4 lições sobre escrita e storytelling para você aprender • Armas da Persuasão: os 6 princípios para persuadir o seu leitor!Princípios de um bom conteúdoOk, mas o quê exatamente um bom conteúdo precisa ter? Você já deve estar se perguntando. O Pulizzi apresenta alguns princípios, como veremos a seguir.Seja humanoO bom copywriting é aquele que consegue ser humano, que se parece com a persona, com a mesma linguagem que ela costuma usar e uma abordagem sensível com o que ela enfrenta.Afinal, todo mundo gosta e confia em quem se parece conosco. O psicólogo Robert Cialdini expõe isso muito bem em sua obra “As Armas da Persuasão”: tendemos a aceitar as propostas de alguém que é amigo ou ao menos que conhece nossos grandes amigos, justamente por conta da afinidade.O conteúdo tem que ser amigável e estabelecer uma interação bidirecional com a persona como um amigo que começa a puxar papo de maneira descontraída e despreocupada.Isso também tem a ver com que o Philip Kotler, guru do marketing moderno, escreveu em “Marketing 4.0”, de 2016. O autor assevera que as estratégias de marketing efetivas no nosso tempo são as que ressaltam o aspecto humano das empresas, com foco na intelectualidade (útil, bem escrito, relevante) e emocionalidade (envolvente, empolgante e urgente).Tenha um ponto de vistaÉ preciso ter um objetivo específico com cada conteúdo e ir direto ao ponto. O leitor precisa ter uma clara noção do que a empresa apresenta e da solução que eles propõem. É importante buscar relevância no copywriting, mas também filtrar o que de fato importa para a persona naquele momento.No livro citado anteriormente, Kotler também cita outra característica humana que deve ser trabalhada por marcas: a personalidade. Isso tem a ver com uma maneira de dizer as coisas e uma abordagem específica, mas também com autoconsciência e capacidade de assumir erros. Para deixar essa questão bem clara, o ponto de vista deve ser o norte da escrita consultiva.Satisfaça uma necessidadeUm conteúdo é útil quando responde as perguntas principais e vai direto na dor de quem lê. Para isso, é fundamental ir além do escopo do produto ou serviço oferecido pelo cliente e buscar temas periféricos que complementem a solução do problema da persona.Confira nossos melhores conteúdos sobre Copywriting e domine de vez a Escrita Persuasiva! 🧐 • Copywriting: o que é e como se tornar um Copywriter profissional • Técnicas de Copywriting: 12 dicas para dominar a escrita persuasiva • Habilidades de Copywriting: 6 princípios para aumentar a sua renda! • Gatilhos Mentais: o que são e como usar os 7 mais importantes!Características de um marketing de conteúdo épicoQue tal algumas dicas práticas para um conteúdo épico segundo o Pulizzi?Um conteúdo épico é um que se encaixa bem no contexto temporal atual. Ou seja, é o que é feito em tempo real, que aproveita de eventos recentes para fortalecer a proposta;Um conteúdo épico também é fundamentado em fatos, dados, estatísticas, pesquisas;Um conteúdo épico é focado no cliente, mas também na missão da empresa e nos objetivos definidos;Um conteúdo épico faz o leitor sentir falta dele quando não o acessa. Se torna parte da vida e da rotina dele;Um conteúdo épico representa muito bem a voz da marca e da empresa;Um conteúdo épico fisga a atenção da persona;Um conteúdo épico está associado com os tão comentados princípios do copywriting: é específico, gera curiosidade e emoção, desejo e até medo de perder e de ficar sem aquela solução.Joe Pulizzi tem muito a dizer sobre como fazer um marketing de conteúdo épico e suas dicas são fundamentais para mudar completamente o seu copywriting de uma vez por todas. Para alcançar uma escrita mais alinhada, mais profissional e mais envolvente que traga resultados reais aos seus clientes, não deixe de aplicar as dicas citadas.Quer aprofundar seus conhecimentos? Então, aproveite para conferir o ebook Abc do copywriting e aprenda mais sobre essa arte fascinante de vender com as palavras.
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