Por Nalva Amâncio

Apaixonada por Psicologia e realizada como redatora.

Publicado em 05/07/2019. | Atualizado em 28/06/2019


Toda semana, elegemos um freela para escrever para a gente com pauta livre. Assim, conhecemos melhor a nossa Comunidade e você também. Essa é a história da Nalva!

 “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta. (Carl Jung)”

Minha contribuição para a Coluna Freela tinha que começar com uma referência da Psicologia, claro. Afinal, essa ciência foi minha primeira paixão — na verdade, um amor que começou na adolescência.

Mas a vida da gente é uma verdadeira caixinha de surpresas, não é mesmo? Muitas vezes, as circunstâncias nos fazem mudar de rumo e repensar antigos planos.

E o que você acha, caro colega freela? A imprevisibilidade é algo assim tão negativo? Ou será que podemos apreciar as voltas que a vida dá e aproveitar essas oportunidades para nos reinventar e conhecer nossas diferentes potencialidades?

Vem comigo e vamos filosofar um cadinho!

A menina que amava mentes e livros

Meu caso de amor com a Psicologia começou quando eu tinha somente 13 aninhos. Nessa época, eu já sabia o que queria ser quando crescesse, embora não tivesse certeza se conseguiria realizar esse sonho.

Durante esse período, os livros eram outra grande paixão. A ratinha de biblioteca aqui tinha até amizade com a bibliotecária do colégio e dizia que um dia, talvez, fosse escritora. Opa, cá estamos — redatores são escritores, não é?

Mas a vida seguiu e, quando me vi adulta, a necessidade de trabalhar veio em primeiro lugar. Eu abortei o sonho de ser psicóloga, não tinha mais tanto tempo para os livros e até me esqueci da vontade de ser escritora.

Depois de anos de trabalho na área de produção industrial, senti que algo estava errado. Eu tinha mais potencial intelectual para exercitar, não poderia me anular em um emprego que passava longe da autorrealização. O que fiz? Pedi saída da empresa e entrei na faculdade de Psicologia!

As voltas que a vida dá

Durante a graduação, recuperei outra habilidade: a escrita. Meus colegas de sala, inclusive, falavam que um dia eu deveria escrever artigos ou até um livro. Mas, naquele momento, esse não era o meu foco — e, sim, construir uma carreira sólida como psicóloga. Então, eu segui nessa direção.

Menos de dois meses depois da colação de grau, lá estava eu realizando atendimentos em uma clínica, em São Paulo capital — ah, saudosa SP, como me fazia bem! A sensação de liberdade e independência era indescritível.

Nessa época, eu já estava casada há 7 anos e acreditava que não poderia ter filhos. Portanto, meus esforços estavam concentrados no desenvolvimento profissional. Mas, no final do mesmo ano em que iniciei minha jornada na Psicologia clínica, fui surpreendida com a notícia arrebatadora de que existia um novo coraçãozinho batendo dentro de mim: meu primeiro filho!

Bora lá reorganizar os planos novamente, né? Depois de tanta espera por esse pequeno ser, quem disse que a mãe coruja teve coragem de se afastar? Decidi ficar exclusivamente com ele, em casa.

No começo, cuidar do filhote era algo que preenchia todo o meu tempo. Com o passar dos meses, bateu um certo vazio existencial, uma perda de identidade, sabe? Eu percebi que havia anulado todos os meus projetos individuais para ocupar unicamente o papel de mãe.

Outra vez surgiu aquele sentimento de que a rotina precisava de um sacolejo. Foi quando minha irmã — que também é redatora aqui na nossa querida Rock Content — me apresentou a possibilidade de trabalhar em casa, com redação web.

A alternativa ideal: recuperar o antigo sonho de escrever e ter flexibilidade para cuidar dos pequenos, que agora são dois.

Os prazeres do home office

O resumo da ópera é que agora estou aqui, produzindo um texto para o blog da maior plataforma de marketing de conteúdo da América Latina! Se eu tenho orgulho? Rapaz, pensa na dimensão dessa realização! Tô até metida por conta disso.

Além de exercitar as habilidades intelectuais, eu encontrei mais um tanto de vantagens na carreira freela:

  • flexibilidade de horário;
  • chance de acompanhar o crescimento dos filhos;
  • facilidade para conciliar o trabalho com outras atividades;
  • autonomia;
  • inovação;
  • aprendizados diversos;
  • valorização profissional, graças aos maravilhosos feedbacks que recebemos da equipe e dos clientes;
  • boas possibilidades de remuneração — dependendo da dedicação, é claro.

Essa mudança de rumo favoreceu meu crescimento intelectual e influenciou até o aspecto emocional. Isso porque escrever se tornou um refúgio, meu bel-prazer. É isso que equilibra minha mente, reforça minhas capacidades e me ajuda a superar até as batalhas internas.

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Um mar de rosas que também enfrenta tempestades

Então, quer dizer que vale a pena ter coragem de arriscar, jogar a estabilidade para o alto e mergulhar de cabeça na vida de freelancer? Depende do tamanho da sua aposta, ou seja, do quanto você vai colocar em jogo. Quais as suas renúncias e expectativas? Seja como for, é necessário encarar essa reorganização de planos de forma realista e conhecer os percalços da carreira freela.

A produtividade, por exemplo, é um dos principais desafios da nossa profissão. Afinal, trabalhar em casa é um convite tentador ao ócio. Depois de colocar as crianças na escola, pensa na luta contra aquela vontade de se largar no sofá! É preciso muita disciplina, foco e gestão de tempo para priorizar o trabalho.

Outro motivo de insegurança para nós, freelas, é a renda variável, assim como as dúvidas em relação ao futuro desse cenário. Reconheço que em mais de dois anos como redatora nunca fiquei sem trabalho. Ao contrário, dispensei inúmeras tarefas por falta de tempo. Ainda assim, tem dias que a gente se pega na reflexão sobre as incertezas do que está por vir. Quem nunca?

Quem gosta de rotina agitada, ambiente corporativo e convívio com colegas de trabalho, também pode se sentir um pouco limitado com a solitude de trabalhar em casa. Por isso, tem aqueles que preferem o coworking.  

Por fim, temos um imenso desafio na carreira freela: a incompreensão da galera. Mas genteee! Como é difícil fazer o povo entender que nosso trabalho é sério, exige uma alta dose de comprometimento e gera uma renda de verdade. Diz aí, como vocês explicam o vosso ofício:

1.   trabalho pela internet;

2.   escrevo textos para sites e blogs;

3.   sou da área do marketing digital;

4.   eu crio textos, do zero, com técnicas de copywriting, para atrair o público do meu cliente. NÃO É APENAS DIGITAÇÃO.

Mas é isso né, mores? Vocês que acompanham a coluna freela, reflitam: toda estrada tem seus obstáculos; toda profissão tem seus desafios. Por que a vida de freelancer seria mais fácil? Assim, seguimos. Com o objetivo de buscar atualização contínua nessa carreira inovadora e nunca parar de se desenvolver — como profissionais e como seres humanos de potencial infinito que somos.

Na Rock Content, a gente cresce junto e encontra inspiração nas narrativas dos colegas. Todos trilharam uma jornada de renúncias, superações e redescobertas. Qual é a sua história? Qual foi o seu aprendizado como freelancer? Conta pra gente!

Nalva Amâncio

Nalva Amâncio

Realizada como redatora, apaixonada por Psicologia e guiada pela eterna missão de ser mãe de dois príncipes!

Você tem alguma história de vida como freelancer que gostaria de compartilhar com a gente? Confira o form abaixo.
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