Por Mérian Provezano

Analista de qualidade de conteúdo na Rock Content , formada em Jornalismo, estudante de Letras e nerd em formação. Passo meu tempo livre lendo livros, vendo séries e escutando Robbie Williams.

Publicado em 04/07/2016. | Atualizado em 15/12/2017


Seus textos costumam ser reprovados ou recebem solicitações de ajuste com alguma frequência? Compreender a estratégia do cliente nem sempre é simples, envolve muitos detalhes e um esforço comunicativo considerável. Inconsonâncias podem surgir no caminho, isso ocorre porque as redações possuem um padrão de qualidade intrínseco. Assim como em qualquer método de padronização, alguns aspectos […]

Seus textos costumam ser reprovados ou recebem solicitações de ajuste com alguma frequência? Compreender a estratégia do cliente nem sempre é simples, envolve muitos detalhes e um esforço comunicativo considerável.

Inconsonâncias podem surgir no caminho, isso ocorre porque as redações possuem um padrão de qualidade intrínseco. Assim como em qualquer método de padronização, alguns aspectos precisam ser cumpridos ou o texto não será bom o suficiente para ser publicado: adequação à estratégia, à persona, elaboração do call-to-action, aplicação da palavra-chave etc.

Se você já esbarrou em esses ou outros problemas semelhantes, não se preocupe!  De agora em diante você não cometerá mais erros!

Neste post você aprenderá a analisar as referências dadas em uma tarefa, bem como a importância de seguir as informações do pitch ao escrever um texto. Confira!

Por que analisar atentamente as informações do pitch?

Conhecimento nunca é demais, correto? O pitch é um pacote de conhecimentos processados, sua missão é encadear os pontos essenciais para o desenvolvimento do conteúdo.

Use todas as informações contidas no pitch como um norte, elas indicarão o que é preciso para produzir o conteúdo esperado pelo cliente e, ao mesmo tempo, atrativo para a persona. Por mais que você seja um especialista no tema da tarefa, é imprescindível ler com atenção o que se pede.

Sempre pode haver alguma sugestão ou dado que faria toda a diferença no resultado final do texto! Tenha em mente que cada cliente tem um objetivo diferente com o marketing de conteúdo, além das especificidades da área de atuação dele e do público.

Listamos abaixo cada um dos tópicos do pitch que você deve levar em consideração, seguindo as orientações com cuidado. Anote todas as nossas dicas, mas nunca se esqueça de adaptá-las à sua rotina de redator.

Tipo de conteúdo

O primeiro item que deve ser observado é o tipo de conteúdo a ser produzido. Cada um tem uma quantidade mínima de palavras, uma estrutura a ser seguida e grau de aprofundamento.

Por exemplo, o tratamento dado a um texto de 500 palavras não é o mesmo de um e-book de 2.000. Um e-book tecnicamente tem um padrão mais complexo, trabalha com mais de um assunto, de maneira aprofundada e detalhada.

Em contrapartida, o normal é que os textos de 500 palavras sejam blog posts sobre um tema específico, para que tenha um mínimo de acuidade.

Projeto

Antes de escrever qualquer conteúdo, visite o blog do cliente. Observe as principais características dos textos já publicados e, mesmo que ainda não existam, busque entender o que ele fala, qual a área de atuação dele e como o seu texto pode ser um diferencial para a persona.

As informações sobre a empresa, portanto, constam no pitch. Mas além da própria empresa, é recomendado observar também a concorrência.

O benchmark de outros competidores sempre traz revelações sobre o mercado, bem como novas formas de entender o público. Textos para web, em geral, são de acesso público. Logo, é natural que concorrentes se estudem com frequência.

Persona

Você já deve saber que a persona é uma concepção semi-fictícia, criada para representar o cliente ideal de uma empresa. Ela reflete as características principais dos consumidores e leads, gerando uma base para o que será desenvolvido a partir de então.

A persona influenciará na linguagem e no tom do texto, na forma como o assunto será abordado e na criação de estratégias para atraí-la.

Observe com atenção cada detalhe, como a idade, profissão, interesse no segmento de atuação da empresa. Ou seja, somente com a assimilação desses termos se chega ao objetivo principal: criar respostas para as dúvidas e problemas da persona.

Guest post

Tenha atenção redobrada com a persona quando a tarefa for um “guest post”. As informações sobre a persona serão referentes ao público do convidado e não do seu blog.

Considerações gerais

Esse tópico costuma apresentar orientações gerais sobre a produção de conteúdo do cliente. Ele é usado para destacar alguma informação relevante, como a palavra-chave, especificações do link building ou assuntos que não podem ser descartados na redação.

Essas considerações funcionam para ligar os pontos acerca do que o redator deve ter consciência antes de começar a redigir — como tipo de linguagem, termos a serem evitados, etc.

Estágio do funil

Você pode até não ter compreendido isso ainda, e talvez por isso sua escrita não seja tão eficiente, mas é muito importante saber as diferenças entre cada estágio do funil de vendas e como isso influencia na experiência de quem está lendo o texto. Cada etapa tem peculiaridades que devem ser respeitadas para obter sucesso com a estratégia. Por isso, é preciso entender o estágio que a persona está e quais são as necessidades dela.

Topo de Funil

O topo do funil de vendas é conhecido como estágio de atração. Nesse estágio, busque diferentes formas de despertar o interesse do leitor.

Em geral esses leitores não compreendem exatamente se têm ou não um problema a resolver. É possível que ele descubra isso ao ler um texto de topo de funil mas, por enquanto, quer apenas entender mais sobre o tema.

Lembre-se de que nessa etapa o leitor está provavelmente tendo um primeiro contato com a empresa, ou seja, ainda está se ambientando, não tem certeza se ela é realmente uma referência confiável no assunto.

Vamos supor que você esteja escrevendo um texto para uma loja de pneus. “Conheça os diferentes tipos de pneus” e “Por que devo analisar as informações do manual do fabricante?” são exemplos de tarefas desse estágio do funil.

Meio de Funil

Agora que o leitor já sabe que tem um problema e entende melhor sobre ele, o papel do seu texto é apresentar possíveis soluções.

Ele está nas etapas de consideração e intenção, querendo mais informações para sanar suas dúvidas. Ainda tendo como base a persona da loja de pneus, nesse caso, ela vai se interessar por conteúdos, como “X maneiras para não errar na escolha do pneu”.

Fundo de Funil

Esse é o momento em que o leitor está praticamente certo do que deve fazer para solucionar o problema dele, avaliando e tomando uma decisão sobre as opções disponíveis.

O seu texto deve fazer uma comparação entre as diferentes soluções que ele deve buscar, incluindo a do seu cliente.

Lembre-se, no entanto, que o Marketing de Conteúdo não é a publicidade sobre o produto ou serviço de uma empresa. A ideia é educar o cliente e gerar credibilidade por meio do seu conteúdo, assim as pessoas perceberão por conta própria que é essa a solução que buscam.

Tipo de CTA

O CTA (call to action ou chamada para ação) indica no final do texto uma “tarefa” para o leitor, isto é, o que ele deve fazer agora. O pitch apontará qual tipo de CTA você deve incluir no seu texto. Dentre as possibilidades, estarão opções como:

  • Baixar um e-book;
  • Assinar a newsletter;
  • Deixar um comentário;
  • Entrar em contato com um consultor;
  • Indicar a leitura de outro post do blog.

Escreva um CTA estimulante, objetivo e que realmente desperte o interesse da persona. Não basta apenas dizer “baixe o nosso e-book”. Faça uma relação sobre os assuntos, por exemplo:

“Agora que você aprendeu o que é CTA e qual a importância dele para a sua estratégia de Marketing de Conteúdo, baixe também o nosso e-book Como analisar todas as informações do pitch!”.

Referências

As referências devem ser encaradas como um ponto de partida para a produção do texto e não um limitador — você não só pode como deve ir além e pesquisar materiais complementares. A partir delas é possível conceber alguns exemplos para serem usados e até mesmo que tipo de abordagem pode ser dada ao seu texto.

Um ponto importante que deve ficar claro é que jamais a referência deve ser copiada — não apenas o conteúdo como também a estrutura. Referências servem como base de pesquisa, apenas.

Entretanto, alguns redatores podem, ao realizar uma pesquisa, se deixar seduzir pela ideia de copiar alguma coisa. O que, evidentemente, é um erro.

O copywriting é um método que se pauta por pesquisas, mas nunca pela cópia – lembrando que a paráfrase continua sendo permitida. Já o plágio, embora nem todos os redatores saibam, pode significar o fim de uma carreira, e talvez até uma ação criminal.

Portanto, para se tornar referência em um assunto, o material produzido deve ser único e diferenciado, de modo que ele ganhe destaque.

Sempre verifique a veracidade de todas as informações, bem como a inclusão de links para toda pesquisa ou dado citado. Esses cuidados contribuem de maneira significativa para construir uma relação de credibilidade com o leitor.

Palavras-chave

Para que a palavra-chave seja usada de maneira estratégica e assertiva, você deve tentar inseri-la pelo menos três vezes ao longo do texto — geralmente, no título, uma vez no primeiro parágrafo e em um dos intertítulos. Essas práticas são para fins de SEO, mas não é preciso se prender demais a isso, nem exagerar nas repetições.

Os mecanismos de busca também consideram o contexto em torno das palavras-chave, e ainda não há nada que gere mais tráfego e engajamento do que um conteúdo que realmente resolva o problema da persona.

E aí, já está dominando o pitch? Se você gostou das nossas dicas, baixe nossa checklist e descubra como fazer um planejamento de pauta passo a passo!

Checklist de Planejamento de Conteúdo Web

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