Por Fernanda Monteiro

Redatora freelancer full-time e apaixonada por livros.

Publicado em 16/08/2019. | Atualizado em 19/08/2019


Por muito tempo na minha vida, não sabia exatamente o que eu queria para o meu futuro profissional — somente após os 27 anos descobri que minha paixão era o marketing de conteúdo!

Nunca imaginei que seria possível chegar onde estou hoje. É claro que falta muito para alcançar todos os meus sonhos, mas acredito que estou no caminho dessa vez.

A verdade é que nem todas as pessoas sabem exatamente o que vão fazer da sua vida profissional desde pequenas e isso faz com que a frustração e a ansiedade tomem conta com o passar dos anos, fazendo com que você pense todos os dias “o que é que eu estou fazendo aqui?”

Para me tornar a profissional que sou hoje, passei por muitas coisas na minha vida, tanto boas quanto ruins, tirei muito aprendizado dessas experiências, e é isso que quero compartilhar aqui. Continue a leitura e veja como não existe idade para mudar de carreira!

O início da carreira de Direito

O ano era 2008, meu primeiro estágio no fórum da minha cidade. São Mateus do Sul (PR) é uma cidade pequena, então, todas as varas judiciais são concentradas em um único prédio. A minha primeira oportunidade de emprego foi em uma sala destinada apenas para o atendimento de advogados, e meu serviço era basicamente tirar cópias e fazer carga de processos para esses profissionais.

O tempo passou e, em 2010, a escrivã da Vara Cível me chamou para trabalhar no cartório dela. Eu fiquei extremamente feliz, afinal, teria a oportunidade de trabalhar diretamente com o que eu — achava — gostava. O trabalho sempre foi muito bom, adorava expedir mandados, ofícios, cumprir determinações dos juízes, e as minhas colegas de trabalho tornavam o ambiente ainda mais divertido e empolgante.

O momento que descobri que precisava mudar de carreira

Tudo parecia que estava bem, até que ingressei na faculdade de Direito. A rotina se tornou estressante: saía 8h de casa e voltava só às 23h — sem contar que tinha aulas nos sábados, o dia inteiro. Eu não tinha tempo para mais nada e a faculdade não estava mais me proporcionando alegria. Foi quando eu resolvi não voltar mais para lá.

Mesmo ainda tendo a oportunidade de trabalhar no fórum, pois meu regime era CLT (sim, aqui o cartório é particular), eu não me sentia mais motivada a levantar cedo todos os dias. As segundas-feiras eram uma verdadeira tortura, e, embora o convívio nesse ambiente de trabalho fosse excelente, eu não me via mais como uma profissional do ramo de direito. 

Um dos principais motivos que fizeram com que eu mudasse de emprego foi a falta de possibilidade de crescimento. Isso não era culpa de ninguém, até porque cheguei ao estágio máximo que aquele lugar poderia me proporcionar. Em 2013, fui nomeada escrevente juramentada e, a partir daquele momento, poderia assinar certidões e demais documentos que exigissem um responsável.

Mas não era isso que eu queria para a minha vida. Meu desejo era trabalhar em algo que me trouxesse prazer todos os dias e que me motivasse a me qualificar para ter oportunidades melhores, tanto no quesito financeiro, quanto profissional. 

O pior disso tudo é que não fazia ideia do que fazer ao pedir a conta. Ou seja, sabia que queria sair de lá, mas não sabia para onde ir.

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O que precisei fazer para sair da minha zona de conforto

Meus amigos já estavam encaminhados na vida, já tinham suas profissões e estavam em busca de seus sonhos. Mas eu não: estava estagnada sem saber o que fazer. Você não tem noção do quanto isso me frustrava. Depois de seis anos prestando serviços à justiça, eu resolvi pedir demissão.

Depois de um ano sem trabalhar e exercendo funções de uma dona de casa, estava desanimada. Por mais que eu não tivesse interesse na carreira de Direito, eu via meus colegas concluindo a faculdade e pensava: “era para eu estar me formando junto com eles”. Com isso, um turbilhão de sentimentos tomou conta de mim e, por incrível que pareça, cheguei a sentir um pequeno arrependimento de ter deixado a faculdade de lado.

Já estava casada nessa época, e meu marido prestava consultoria de marketing digital. Foi quando ele me falou sobre o marketing de conteúdo e me indicou algumas leituras. O primeiro livro que li sobre o assunto foi “Neuromarketing aplicado à redação publicitária”, da Liliane S. Gonçalves, e aos poucos fui me interessando pelo assunto.

Depois de um tempo, meu marido me contou que a Rock Content selecionava redatores freelancers para trabalhar para eles. Fiz minha candidatura, passei, fiz mais candidaturas e estou aqui até hoje!

Não faça como eu e espere o desespero tomar conta para sair da sua zona de conforto. Não me arrependo da decisão de pedir demissão, mas me arrependo de não ter me planejado melhor para dar esse passo. Com a minha experiência de vida, eu ofereço três conselhos indispensáveis para você mudar de carreira:

  • tenha uma reserva de emergência. Afinal, até que sua ideia saia do papel pode demorar um pouco e as contas não esperam as coisas darem certo para você, certo?
  • Construa sua rede de contatos;
  • invista em conhecimento — isso fará uma diferença enorme na sua carreira e ajudará você a se destacar no seu segmento.

O começo de uma carreira promissora

Aos 27 anos, decidi o que queria fazer da minha vida. Faz dois anos que estou no ramo do marketing de conteúdo e aprendi muito com todos os profissionais da Rock Content. Cada feedback construtivo foi — e ainda é — recebido e trabalhado no meu dia a dia, a fim de melhorar minha produção e entregar artigos cada vez melhores aos clientes.

Hoje, chegando na casa dos 30, posso afirmar que descobri o que me faz feliz profissionalmente. Cada puxão de orelha serviu para me mostrar que não sou perfeita, mas que eu posso, sim, superar meus limites.

Um dos maiores problemas que precisei aprender a superar quando iniciei minha carreira no marketing, era deixar de lado alguns vícios do meu antigo trabalho. Apesar de ser um ambiente muito bom, todas as atividades que são realizadas dentro de um cartório exigem muita atenção e foco para não prejudicar nenhuma das partes de um processo. 

Então, quando mudei de carreira eu tive que aprender a ser uma pessoa mais tranquila ao receber críticas e entender que os meus deslizes na gramática não me trariam nenhum problema mais sério — desde que eu buscasse melhorar naquele quesito, é claro.

Depois disso, também precisei reestruturar a minha organização. Afinal, quando você trabalha em casa, a preguiça e a procrastinação tomam conta do seu ser — e isso prejudica muito a nossa produtividade

Nesse momento, percebi que precisava estabelecer um horário para iniciar minhas atividades e para encerrá-las, além de contar com técnicas de concentração, como o pomodoro, que me ajudam muito a manter o foco. Confesso que, às vezes, eu não faço isso, mas deixo claro aqui que, quando não faço, fico até altas horas trabalhando, viu?

O que eu quero que você entenda é que não existe idade para mudar de carreira — o importante é você achar algo que lhe proporcione prazer ao acordar todos os dias de manhã. Isso fará com que sua qualidade de vida melhore, permitindo que você aproveite mais os momentos com sua família e amigos.

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Fernanda Monteiro

Fernanda Monteiro

Redatora freelancer full time, apaixonada por livros, séries e marketing de conteúdo.

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