Growth Hacking

Growth Hacking: guia completo para qualquer produtor de conteúdo aprender a fazer!

Growth hackers não são profissionais antiéticos, nem piratas da web. Saiba mais sobre o surgimento desse termo e como se tornar um hacker!

Todo redator tem 2 objetivos primordiais: ser cada vez mais lido e prestar um serviço que de fato ajude os clientes a crescerem de forma sólida por meio do conteúdo produzido. E se nós dissermos que, para atingir esses objetivos, não são necessários investimentos enormes em marketing?

Na verdade, algumas das estratégias mais eficientes de crescimento nos meios digitais dependem mais do pensamento estratégico dos profissionais do que de qualquer outro fator.

Quer saber mais? Então conheça o conceito de growth hacking e veja como ele pode ajudar na rápida expansão de empresas e projetos:

A origem do termo growth hacking

Você já deve ter ouvido falar do Dropbox. A startup, fundada em 2007 é, ao lado do Google Drive, uma das mais populares ferramentas para o armazenamento e compartilhamento de arquivos em nuvem.

Rapidamente a companhia alcançou a marca de 500 mil usuários e passou a ser avaliada em mais de 10 bilhões de dólares. Grande parte desse sucesso se deve à atuação de Sean Ellis, primeiro funcionário do setor de marketing contratado pela empresa.

Ellis cunhou o termo “Growth Hacking” ao definir a fórmula do sucesso em seu trabalho na Dropbox e nas outras empresas de tecnologia pelas quais passou. De acordo com o profissional, “Growth Hacking é marketing orientado a experimentos.”

O conceito de growth hacking

Growth hacking pode ser traduzido como “crescimento hacker”, ou seja, uma forma de expandir um negócio de forma não tradicional, por meio de ações não convencionais. Uma forma de “hackear” o marketing tradicional.

Quando falamos de hacker, a imagem que vem à mente da maioria das pessoas é a de uma pessoa em frente a uma tela de computador enviando comandos via DOS para invadir sistemas operacionais. Mas a verdade é que essa é apenas uma desvirtuação do termo.

Assim como nem todo motoqueiro é um membro de gangue que anda armado em potentes Harley-Davidsons infringindo a lei, nem todo hacker é um criminoso virtual.

O hacker é alguém que se dedica a conhecer e modificar internamente dispositivos, programas e redes de computadores, geralmente por meio da exploração de brechas encontradas nos próprios sistemas de informação. O que o growth hacker faz é exatamente isso: encontra “brechas” para fazer uma empresa crescer rapidamente sem a necessidade de grandes investimentos financeiros.

As técnicas se voltam sempre para um processo contínuo de testes baseado em tentativa e erro, descartando rapidamente as ações que não trazem resultados e ampliando o foco nas mais bem-sucedidas.

Desvendando o case do Dropbox

Voltamos ao exemplo do Dropbox. A empresa conseguiu crescer de forma exponencial no mercado por meio de ações simples que não envolviam as formas até então conhecidas de marketing.

Em vez de investir em ações de mídia para aumentar sua base de seguidores nas redes sociais, por exemplo, o Dropbox optou por oferecer gratuitamente 125 mb de espaço de armazenamento para cada nova curtida na fanpage no Facebook ou seguidor no Twitter e no LinkedIn. Com o crescimento rápido nas redes sociais, não demorou para a empresa começar a chamar a atenção de cada vez mais pessoas e investidores.

Além disso, ela também facilitou ao máximo o processo de registro dos usuários. Para se tornar um usuário do Dropbox, é preciso oferecer o mínimo de informações.

Ainda, a empresa estabeleceu parcerias com fabricantes para incluir uma versão gratuita do serviço na versão de fábrica em dispositivos como tablets e notebooks e investiu na geração de buzz entre influenciadores digitais e a mídia especializada em tecnologia.

Resumindo, a Dropbox investiu em um conjunto de ações que tinham como único custo a própria oferta do produto e o trabalho operacional. Algumas dessas ações hoje podem ser vistas como lugares-comuns, mas ajudaram a mudar o jogo no final da primeira década deste século.

Outras empresas também devem seu crescimento espantoso ao uso de estratégias de growth hacking. É o caso do Facebook, Twitter, AirBnB, entre tantas outras.

Mas, apesar de o modelo ser muito utilizado por startups, nada impede que outros tipos de empresa ou projetos o implementem — inclusive produtores de conteúdo. Aliás, o marketing de conteúdo é uma das mais eficientes estratégias de growth hacking.

A relação entre growth hacking e marketing de conteúdo

As estratégias bem-sucedidas de growth hacking passam por 2 pilares: baixo investimento financeiro e incentivo ao compartilhamento do serviço, de preferência pelo próprio público. Essas também são duas das principais características do marketing de conteúdo.

Conteúdo bom, relevante e altamente compartilhável é uma das melhores formas de atrair a atenção do seu potencial público.

Embora o marketing de conteúdo demore em média de 7 a 12 meses para trazer retorno, esse tempo pode ser acelerado quando combinado com outras estratégias de growth hacking.

Produtores de conteúdo também podem se valer das técnicas de growth hacking na hora de atrair audiência. Pense em formas não convencionais de divulgar seu trabalho.

O funil do growth hacking

Você já deve conhecer o funil de vendas de outros artigos do blog. Pois bem, o funil de growth hacking é uma variação desse conceito. Trata-se da representação gráfica do processo de atração de público e conversão de leads.

Aquisição

A ideia é que pela “boca mais larga do funil” entre um grande número de pessoas interessadas pelo que você tem a oferecer — por exemplo, o registro na versão gratuita de um produto. Esse é o processo de aquisição.

Ativação

Em seguida, estratégias para a ativação dos usuários registrados devem entrar na jogada. Ao simplificar ao máximo o registro, é normal que uma empresa consiga um grande número de leads, mas que nem todos estejam de fatos interessados em se tornar usuários ativos. Esse é o primeiro afunilamento da jornada de um consumidor dentro do funil de growth hacking.

Retenção

O segundo afunilamento é a retenção dos usuários ativos, garantindo que eles não percam o interesse no produto oferecido. Tanto neste estágio quanto na aquisição, oferecer um bom conteúdo tem um papel fundamental.

Conversão

O próximo estágio é converter esse usuário da versão gratuita em um consumidor de fato. Ações promocionais de baixo custo são bastante bem-vindas nesse ponto.

Uma vez realizada a conversão, o trabalho do growth hacker com aquele consumidor não terminou. Lembre-se de que o compartilhamento do produto pelo público é um dos pilares das estratégias de crescimento acelerado.

Por isso, transforme seu consumidor em um “pregador que espalhará a palavra da sua empresa”. Incentive que ele indique o serviço ou produto para os seus amigos. Um exemplo de uso dessa técnica é o Uber. A empresa oferece descontos de R$ 20 em corridas para quem indicar novos usuários para empresa através de um código promocional.

Agora que você já conhece o conceito de growth hacking na produção de conteúdo, chegou a hora de arregaçar as mangas e ir com mãos à obra!

Aprofunde-se neste tema e aprenda de uma vez por todas como tornar o seu trabalho de produtor de conteúdo mais efetivo no crescimento de negócios. Ouça o RockCast sobre growth hacking e confira as dicas dos especialistas da Comunidade Rock Content!