Por Renata Figueiredo

Publicado em 05/05/2021. | Atualizado em 30/04/2021


Para melhorar a nossa relação com aplicativos e outros produtos digitais, o design de interação é uma das alternativas para tornar esses recursos cada vez mais participativos.

Trabalhar com design, hoje em dia, é ir além de criar peças para a identidade visual de alguma marca. À medida que os processos tecnológicos se incorporam cada vez mais na nossa rotina, a maneira como criamos e interagimos também se integra à tecnologia, formando inclusive outras possibilidades de atuação, como é o caso do design de interação.

Nesse ponto, a busca por ferramentas de design que proporcionem melhores possibilidades de trabalho, principalmente no caso da interação, é a diferença para conseguir criar de uma forma eficiente.

Pensando nisso, neste artigo vamos apresentar algumas das principais ferramentas de interação e quais são suas vantagens. Confira!

O que é o design de interação?

Conforme aplicativos e programas dominam a nossa vida, é cada vez mais necessário que suas interfaces sejam adaptadas para o nosso uso, trazendo mecanismos intuitivos que nos ajudem a alcançar o nosso objetivo. O design de interação é uma das mais recentes vertentes do design que visa melhorar a relação entre usuário e produtos/serviços digitais.

Ele é um caminho entre o aplicativo e o usuário, ou seja, é uma forma de projetar objetos e serviços digitais que sejam interativos.

O que um designer de interação faz?

Os designers que trabalham nessa área devem estar atentos às possibilidades de interação entre o usuário e a solução que estão projetando. Geralmente, o seu trabalho envolve cinco dimensões de atuação. Vamos entender mais a seguir!

Palavras

O foco aqui é transmitir a informação para os usuários. Saber qual é a quantidade ideal de palavras para que as orientações fiquem claras é uma etapa importante do trabalho do designer de interação.

Faz parte do trabalho desse profissional escolher as mais apropriadas, e elas devem ser simples, mas compreensíveis. Alguns exemplos de uso são para rótulos de botões.

Representação visual

Aqui fica tudo que tiver relação direta com o aspecto visual do projeto. No caso de um aplicativo, por exemplo, estão a tipografia, os ícones, as cores etc. Ou seja, a representação visual está relacionada a todos os elementos com os quais o usuário interage.

Espaço

Nessa dimensão, é preciso considerar em qual ambiente será feita a interação entre o indivíduo e o produto ou serviço. Será pelo computador ou celular? Usará mouse ou apenas o teclado? Todos esses pontos são considerados na hora de desenvolver o projeto.

Tempo

Será necessário aguardar quanto tempo até que ocorra uma atualização ou mudança na interface? Quais serão as maneiras de demonstrar esse progresso? Essas e outras questões semelhantes correspondem à dimensão de tempo.

Comportamento

Por fim, o comportamento está ligado à forma com que o usuário reagirá à atuação do produto/serviço, ou seja, como será essa interação.

Quais as diferenças entre UI e UX?

O design de experiência de usuário (UX) e o de interação (UI) costumam ter uma relação bastante próxima, ambos trabalham os mesmos aspectos, mas em níveis diferentes. A UX está relacionada à experiência de uso que um indivíduo tem com um produto ou serviço, inclusive a interação. 

Ou seja, enquanto a interação é a base do trabalho do UI, para o UX essa é apenas uma parte da jornada da relação entre produto e usuário, de forma que outros aspectos também são considerados durante o desenvolvimento de um projeto.

Quais são as ferramentas de design de interação? Conheça 5

As ferramentas que apresentaremos aqui são utilizadas tanto para quem faz design focado na experiência do usuário quanto para aqueles que focam só em interação. Como falamos no tópico anterior, eles são tipos de design que trabalham em conjunto. Vamos conhecer quais são essas ferramentas.

1.   Sketch

Quem está no mercado há um tempo, provavelmente, já ouviu falar sobre o Sketch. Ele é bastante popular justamente por sua plasticidade, o designer pode fazer mudanças em vários pontos, desde inserir novos símbolos, trabalhar por meio de camadas, alterar a tipografia e inclusive redimensionar.

Prós

O usuário consegue realizar várias alterações no projeto e tem total liberdade para criar.

Contras

Em relação à prototipagem, ele permite a criação, mas o designer precisará utilizar outros aplicativos para ter um resultado mais completo.

2.   Axure RP

Essa ferramenta é voltada para a criação de protótipos e também para monitorar o fluxo de trabalho. Além disso, seu sistema permite que o usuário acompanhe todas as suas ações em tempo real.

Prós

Ele disponibiliza teste de funcionalidade e todos que estão no projeto têm acesso ao progresso de cada iniciativa. Além disso, a ferramenta permite a criação de wireframes interativos.

Contras

A cada atualização, o software oferece mais recursos, mas também se torna mais complexo e específico, o que pode dificultar sua utilização.

3.   Craft

Esse não é exatamente um software, mas sim um plugin da InVision. É ideal para melhorar os processos de prototipagem e pode ser usado em outros programas, como o Photoshop e Sketch.

Prós

A ferramenta apresenta funções para sincronizar e atualizar em tempo real as alterações do projeto. Também permite editar e alterar o estilo, fazendo com que essas mudanças fiquem disponíveis para todos os envolvidos.

Contra

Ele não é um software, por isso, para poder acessá-lo ou até realizar outras funções importantes para o trabalho do UI, é preciso de um programa.

4.   Adobe XD

A Adobe já é uma referência quando falamos de ferramentas para design, seus produtos vão desde editores de foto, até vídeo e vetores. Nesse ponto, não poderia faltar softwares específicos para o design de interação.

O Adobe XD desenvolve protótipos e maquetes utilizando os fundamentos de criação de vetores, logo, sua interface é bem parecida com outros softwares da empresa.

Prós

É uma ferramenta bastante completa, todas as funcionalidades ficam bem centralizadas e o design é muito intuitivo.

Contra

Não há possibilidade de criar uma biblioteca de símbolos. Além disso, a ferramenta não permite que eles sejam alterados. Para fazer uma mudança de tamanho, por exemplo, é necessário criar um.

5.   Figma

A nossa última ferramenta oferece bastante liberdade para a criação de protótipos e maquetes, além da possibilidade de testá-los e sincronizar cada atualização.

Prós

Ao contrário das ferramentas que apresentamos aqui, ela possui uma versão gratuita para uso individual. Ainda possibilita acesso de qualquer lugar e todos os participantes do projeto podem ver as mudanças em tempo real.

Contra

Ela não funciona offline, ou seja, depende de uma conexão para que o usuário possa trabalhar em seus projetos. Por outro lado, caso fique sem internet, a ferramenta tem um sistema de salvamento automático.

Falamos aqui sobre algumas das principais ferramentas de design de interação. Pesquise bastante antes de fazer a sua escolha, compare todas as funcionalidades e não se apegue a apenas uma opção.

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