Uma pessoa repensando os hábitos que a fizeram falhar como produtor de conteúdo

7 hábitos que me fizeram falhar como produtor de conteúdo

Erros são constantes e normais. A questão é: você está aprendo com eles ou conservando velhos hábitos? Conheça este relato surpreendente.
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Sim, é isso mesmo que você leu ali no título. Neste post vamos fazer uma lista de erros. Aquilo que você não deve fazer se não quiser terminar, como eu, no fundo do poço.

Mas pra que falar desses assuntos mórbidos?, é o que você deve estar pensando. Não é melhor focar em sucesso, como acertar, enfim, coisas positivas?

Pode até ser, mas, quando é para falar dos erros dos outros, não é tão mal assim. Tem até um certo prazer sádico, confesse.

Pois para a sua sorte, é dos meus erros que vamos falar aqui. Para protegê-lo do destino que eu — redator da Rock Content que prefere não se identificar — sofri, convido-o a acompanhar comigo os 7 passos que me levaram a falhar como produtor de conteúdo.

E bota falhar nisso. Você vai ver por quê:

1. Pensar que conteúdo e propaganda são a mesma coisa

Tudo começou quando, inocentemente, eu assumi que poderia migrar da publicidade à produção de conteúdo sem saber muita coisa sobre a segunda.

Afinal, não é tudo marketing?

Não, amigos. O post no blog corporativo não é um panfleto promocional, daqueles que você ganha no semáforo e joga no lixo sem nem olhar.

Quem está ali se dando ao trabalho de ler o que você escreveu não quer saber como seu produto ou serviço é maravilhoso.

Não é intervalo da novela das 8h, e o internauta pode sair da sua página a qualquer momento, com um único clique, sem sentir que está perdendo nadinha.

Se o seu conteúdo for irrelevante para responder ao que o leitor está buscando, portanto, nada vai obrigá-lo a ler até o fim.

2. Trocar a pesquisa pelas generalizações

Perceber que precisava aprender mais sobre marketing de conteúdo antes de entrar para esse universo foi um baque. Depois disso, achei que tinha aprendido a lição e quis escrever só sobre assuntos que já dominava.

Parecia um método muito mais eficiente, já que eu poderia usar meus conhecimentos de base e, assim, pular a cansativa etapa das pesquisas.

Faz sentido, não acha? Só que não tardei a falhar de novo: o que eu sabia ou estava desatualizado, ou era superficial demais.

Após perder tempo refazendo um monte de conteúdos, aprendi que vale mais a pena não ser picareta da primeira vez, a fim de evitar o retrabalho mais tarde.

3. Não procurar conhecer bem o público-alvo

Dedicando, agora, parte considerável do meu tempo pré-escrita à pesquisa, comecei, sem perceber, a falar do assunto tratado como um verdadeiro expert.

Termos técnicos saltavam das minhas teclas sem nenhum freio, e entrar em minúcias das discussões propostas virou uma paixão.

Só que o leitor visado não sabia bulhufas sobre o assunto, e estava buscando o post justamente para começar a aprender.

Resultado: precisei aprender mais sobre funil de vendas e colar um post-it no laptop como lembrete para descobrir o que o leitor sabe e quer saber antes de começar a escrever.

4. Achar o SEO vai acontecer sozinho

Em seguida, procurei me atualizar a respeito das melhores práticas de SEO (Search Engine Optimization) para garantir boas posições no ranqueamento do Google

Cheguei à conclusão de que as ferramentas de busca hoje estavam tão modernas que era só escrever um texto que fizesse sentido e pronto: a mágica aconteceria sozinha!

Foi com muita decepção que descobri que não. Pesquisas de palavras-chave e cuidados constantes com vários aspectos do conteúdo são imprescindíveis para ficar nos primeiros lugares.

Falhar como Produtor de Conteúdo — Hillary Duff

5. Focar em quantidade em vez de qualidade

O próximo erro também aconteceu devido às minhas falsas conclusões sobre SEO.

Depois de ler (mal e porcamente, admito) um material sobre a preferência do Google por “conteúdos mais completos”, fui levado à conclusão lógica de que quanto mais palavras, melhor.

Fiz uma operação para encher linguiça sistematicamente em todo conteúdo a fim de aumentar sua extensão e fui penalizado com uma bela queda no ranking das ferramentas de busca.

Como se não bastasse, a taxa de rejeição dos leitores — insatisfeitos com parágrafos e parágrafos que não agregavam nenhuma informação — também foi para as alturas.

6. Tratar a introdução como mera formalidade

Com o aprendizado proporcionado pelas minhas falhas anteriores, comecei a virar uma máquina, produzindo várias peças de conteúdo por dia.

Tive esperanças de que, agora sim, entraria na rota para o sucesso sem mais nenhuma interrupção!

Para ganhar em produtividade, passei a usar o macete de só iniciar a escrita depois de montar a estrutura do que queria criar.

Isso funcionou muito bem, com um porém: elaborado o esqueleto do conteúdo, eu sempre ficava sem saber o que dizer na introdução e acabava colocando qualquer coisa, só para constar.

Mas mal sabia eu que as primeiras linhas podiam ser as mais importantes, e com aquelas introduções chatas e genéricas, pouca gente passava mais de 1 minuto nas minhas páginas.

Falhar como Produtor de Conteúdo — Forever Alone

7. Esquecer de divulgar o conteúdo pronto

Cheguei ao final da jornada cheio de calos, mas fortalecido: meus conteúdos neste momento estavam impecáveis. Até tinha um checklist para garantir a qualidade antes de levar as produções ao ar!

Só estava me esquecendo de um detalhezinho: ninguém poderia adivinhar que eu tinha me tornado tão bom sem um mínimo de esforço de divulgação da minha parte.

Foram meses de frustração e desânimo antes que eu percebesse que o problema estava aí.

Graças aos céus, foi só começar a contar para as pessoas sobre meus conteúdos fantásticos pelas redes sociais, numa periodicidade adequada, e as coisas começaram finalmente a melhorar!

Falhar como Produtor de Conteúdo — Obama

Bônus: desistir depois de tanto falhar como produtor de conteúdo

Após essa breve sessão de autotortura, revivendo meus maiores erros, finalmente chegamos a um que não cometi.

É um alívio poder compartilhar que, depois de todos esses tapas na cara da vida, do Google e dos clientes, finalmente me dei conta de uma coisa importantíssima: de tanto insistir, eu já podia ser Ph.D. em conteúdo.

Afinal, agora já não tinha mais quase nada que eu podia fazer de errado!

Não foi fácil me reerguer após tanta destruição e confesso que, até hoje, volto às trevas por um tempinho quando recebo uma avaliação ruim de algum cliente ou moderador.

Mas aí me lembro de que é mais uma falha a menos entre as que existem, o que significa que minhas próximas produções serão ainda mais matadoras, e quantos otários estão cedendo lugar para mim ao desistir por causa dessas besteiras e nesse ritmo vou dominar o mundo MUAHUAHUAHUAHUA *risada maléfica*

Falhar como Produtor de Conteúdo — Plankton do Bob Esponja

Hem. Me desculpe, me descontrolei por um segundo. Enfim, não desista!

Aliás, agora que você já tem essa lista do que não fazer e nem corre o risco de falhar como produtor de conteúdo (pelo menos não do mesmo jeito que eu fiz!), por que não vencer o medo de errar e começar a produzir?

Cadastre-se na plataforma da Rock e se jogue! Na pior das hipóteses, você vai aprender muito com as suas falhas.