Expressões para eliminar dos seus textos

17 expressões e frases para tomar cuidado e eliminar dos seus próximos textos

Antes de mais nada, nos dias de hoje — em um mercado extremamente globalizado, interligado e com o advento da internet —, especialistas apontam que continuamos vendo textos inundados com frases clichês.

Algumas expressões clichês podem até funcionar em um contexto ou outro, mas na maioria das vezes, acabam cansando seu leitor e incentivando-o a abandonar seu texto.

O comportamento online das pessoas é dinâmico e um momento de desatenção pode ser o suficiente para sua mensagem ser ignorada.

Para ajudar você a evitar que isso aconteça em seus próximos textos, montamos um compilado de vários desses termos, expressões e frases.

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1. “Vamos lá?”

Quantos textos você já leu que encerram sua introdução com essa pergunta?

A proposta dela é interessante: fazer um gancho para começar a abordar o tema após introduzi-lo. Porém, a execução é muito artificial.

Em vez de utilizá-lo, procure estruturar seu texto de maneira que o encadeamento de ideias torne a transição natural. Ou procure utilizar um gancho mais específico que envolva algo que seu conteúdo aborda.

2. “No post de hoje”

Esse recurso tem um papel bem parecido com o “vamos lá?” e apresenta ainda um agravante, pois transmite a ideia de que seu texto foi escrito para um dia exclusivo.

Ou seja, se lermos o conteúdo em sua data de publicação, tudo bem. No dia seguinte, ele já parece estar ultrapassado por não ser mais o “post de hoje” ao qual o autor se refere.

Por essa mesma razão, você deve evitar as expressões do próximo tópico.

3. “Atualmente”, “hoje em dia” e “nos dias de hoje”

Além de serem clichês, elas matam o aspecto perene (evergreen) do seu texto e podem ainda transmitir insegurança por falta de precisão.

Por exemplo, se estivéssemos falando sobre técnicas de escrita e eu apresentasse a você uma estratégia muito efetiva “hoje em dia”, qual seria sua reação imediata? Conferir a data de publicação, certo?

Então, qual seria a vantagem de fixar uma data de validade em seu conteúdo dessa forma?

Existe uma situação em que faz sentido utilizá-la: quando fazemos um paralelo entre algo do passado e a situação atual. Se não for o caso, não há necessidade de usar essas expressões.

4. “Especialistas e pesquisas afirmam que…”

Quando citados vagamente, a informação parece fabricada.

Qual especialista? Qual pesquisa?

Para transmitir esse tipo de informação, cite suas fontes e insira, por meio de um hiperlink, as suas referências. Além de deixar evidente que não há dados inventados, você dá ao leitor a oportunidade de pesquisar a fundo caso ele tenha interesse.

5. “Antes de mais nada”

Vamos analisar: qual é o significado dessa expressão? O que ela quer dizer?

Nada, absolutamente nada. E costuma ser utilizada para introduzir um novo tópico ou mesmo na introdução de textos com uma ideia similar ao seguinte:

“Antes de dizer algo relevante sobre o assunto, preciso divagar e abstrair para fazermos a introdução, ok?”

Nesse caso, você pode remover a expressão “antes de mais nada” sem ter prejuízo algum e vale ainda revisar a necessidade do trecho que precede a frase.

Algumas vezes, você vai notar que estava mesmo enchendo linguiça e, em outras, terá uma oportunidade de trabalhar sua introdução de forma mais natural.

6. “Na era da transformação digital”

Ou qualquer referência a uma tecnologia ou tendência em destaque, como:

  • em tempos de redes sociais;
  • num mundo globalizado;
  • e outras expressões.

Esses recursos costumam funcionar como o “hoje em dia”, com a diferença que você remove a menção clara ao tempo e a torna mais sutil.

Faça o teste de eliminar a expressão do conteúdo e veja o resultado. Se não fizer falta, ela estava apenas enchendo linguiça e você acabou de prestar um enorme favor para a experiência do leitor que encontrar seu texto.

7. “Fora da caixa”

Pensar fora da caixa remete à ideia de ser criativo e surgir com um pensamento novo para solucionar um problema.

Porém, a expressão foi tão usada e repetida que, por desgaste, o seu uso em textos deixou de ser pensar fora da caixa.

Nessa mesma situação, temos várias outras expressões que se deterioram por uso excessivo, como:

  • propósito;
  • resiliência;
  • disruptivo.

8. “Na minha opinião”

Termos que evidenciam achismo ou opinião enfraquecem sua credibilidade ao transmitir insegurança.

Primeiro, você deve avaliar se cabe mesmo uma opinião em seu texto. Se couber, expresse-a com base em fatos e bons argumentos para transmitir segurança.

Ainda assim, não existe necessidade de evidenciá-la dizendo “na minha opinião…”, pois essa frase acaba chamando a atenção do leitor para que ele desconfie e duvide de você.

9. “Obviamente”, “sem dúvidas” e “de verdade”

Se algo é óbvio, não deixa dúvida e é verdadeiro, por que usar essas palavras?

Descreva seus argumentos de maneira que sua mensagem se torne óbvia e dispense esses termos da sua escrita.

10. Pleonasmos

Ao falar em pleonasmos, pensamos logo em exemplos como “subir para cima” e “descer para baixo”, e logo imaginamos que não vamos cometer erros assim.

Porém, algumas expressões redundantes mais sutis podem passar despercebidas, como, por exemplo:

  • há anos atrás;
  • tudo começou no início;
  • ciclo vicioso;
  • fato verídico;
  • fato real;
  • outra alternativa;
  • adiar para depois;
  • como, por exemplo;
  • como falado anteriormente;
  • juntamente com.

11. Expressões prolixas

Somos prolixos quando nos prolongamos de forma excessiva numa frase, repetindo argumentos com outros termos para alongar trechos específicos, sem melhorar a explicação e revelando uma dificuldade de síntese. Ou seja, o uso delas em textos é capaz de encher linguiça.

E logo de cara, temos dois clássicos entre os prolixos:

  • o uso consecutivo de expressões sinônimas;
  • a expressão “é capaz de”.

Para os sinônimos, basta verificar se o uso deles reforça uma ideia ou argumento. Caso contrário, estão atuando como enxerto. Por isso, sinta-se à vontade para removê-los.

Em vez de usar “é capaz de”, substitua a expressão pelo verbo “poder”, que é mais objetivo. Mas atenção, porque ele também pode ser prolixo.

Verifique se a frase trata mesmo de uma possibilidade. Sim? Mantenha o verbo. Não? Então, trate de economizar palavras.

Quer ver um exemplo do verbo “poder” sendo prolixo?

“O gestor deve estabelecer metas claras, de forma que os colaboradores possam saber o que se espera deles”.

Removendo o verbo e adaptando a frase fica bem melhor, não acha?

“O gestor deve estabelecer metas claras, de forma que os colaboradores saibam o que se espera deles”.

12. “Assertivo”

Quer dizer que algo foi feito de maneira correta? Troque então por “acertado”, ou “eficiente”.

Assertivo se refere à segurança e firmeza demonstrada numa afirmação, não ao fato de ela estar correta.

13. “Ao invés de”

A menos que queira passar a ideia de oposição, você deve utilizar “em vez de”. Por exemplo:

  • a cor preta ao invés da branca / a cor azul em vez da branca;
  • vire à esquerda ao invés de à direita / continue em frente em vez de virar à esquerda;
  • compre mais ações ao invés de vendê-las / compre ações em vez de aplicar em um CDB.

14. “Através”

O sentido literal de “através” refere-se a passar de um lado para o outro, atravessar, cruzar ou transpor. Para deixar mais claro: nós passamos através da porta, mas nos comunicamos por meio de palavras.

Então, se o termo não tiver o significado de atravessar em seu contexto, basta substituir pela expressão “por meio de”.

15. “Literalmente”

É comum utilizarmos a palavra de forma errada. Ela quer dizer “de forma literal”, “exatamente” ou “absolutamente”.

Mesmo quando usada corretamente, ela pode literalmente ser dispensada sem maiores prejuízos ao seu texto.

Aliás, ser dispensável é uma característica não apenas dessa palavra, mas de sua classe gramatical.

16. Advérbios

Advérbios costumam ser usados em duas situações:

  1. para aumentar a importância de algum evento;
  2. para simplificar uma descrição em seu texto.

No primeiro caso, você deve removê-lo do texto. No segundo, apagar o advérbio e elaborar uma descrição vai tornar seu texto mais claro e interessante, além de prender a atenção do seu leitor.

Ou você prefere que eu tivesse dito que ajudaria a expor suas ideias claramente?

Não é necessário excluir todos os advérbios da sua escrita, mas avalie os pontos em que você pode trocá-los por uma descrição para expor melhor as suas ideias.

Uma prática excelente ao terminar de escrever é usar a ferramenta de pesquisa do seu editor de textos para procurar os termos “muito” e “mente”. Dessa forma, você vai encontrar diversos pontos para melhorias.

17. “Outra dica é…”

É comum o uso dessa expressão ao introduzir a próxima dica em um texto. Mas já percebeu como ela é desnecessária?

Veja bem: você inicia o conteúdo levantando certas questões e faz uma chamada para que o leitor continue a leitura para entender o assunto. Até o final da introdução, estará implícito se o objetivo do texto é dar dicas.

No decorrer do conteúdo, as dicas ficam explícitas por conta dos verbos no imperativo, como quando você diz:

  • “lembre-se de…”
  • “faça…”
  • “converse com o gerente do seu banco”
  • “alimente-se bem”
  • “evite…”

Isso não quer dizer que as dicas são dadas sempre com verbos no imperativo. Veja estes exemplos:

  • “uma alternativa é evitar…”
  • “se você praticar atividades físicas com regularidade…”
  • “vale a pena conversar com o gerente sobre…”

Já que o leitor está ciente de que você está transmitindo algumas dicas, será que é mesmo necessário introduzir a ideia com “outra dica é…”? Não! Por isso, a dica é evitar essa expressão.

Ao evitar essas 17 expressões e palavras, a leitura de seus próximos conteúdos será mais fluida e você, com certeza, vai cativar mais leitores.

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