Coluna Freela

Pesquisei como vender meus textos, virei Freelancer e, agora, escrevo com ciência        

Toda semana, elegemos um freela para escrever para a gente com pauta livre. Assim, conhecemos melhor a nossa Comunidade e você também. Essa é a história da Carolina Goulart. Confira ;)

Desde pequena, eu já quis ser muitas coisas nessa vida, e trabalhar como redatora nunca foi uma delas. Não que eu não gostasse de escrever, pelo contrário. Mas — não me julguem! —, eu simplesmente não conseguia enxergar como produzir textos poderia ser uma profissão.

Então, quando chegou a época do vestibular (sim, sou desse tempo), percebi que adorava biologia, mas não queria ser professora. E foi assim que fui parar no curso de Biomedicina da UFRJ, uma graduação voltada para a formação de pesquisadores. A partir dali, segui o caminho mais natural possível — até que um dia não deu mais.

Vou te contar a minha jornada como freelancer de produção de conteúdo. É só continuar comigo!

A vida de rato de laboratório

Assim que me formei, entrei diretamente no mestrado. Esse foi também o destino da maior parte dos meus companheiros de curso. Foram 2 anos de pesquisas indo quase diariamente ao laboratório, muitas vezes aos fins de semana e feriados. Isso sem falar nos experimentos que se estendiam até tarde da noite.

Mas, tudo bem. Eu amava o que fazia. Tanto que não tive dúvidas quando defendi minha dissertação: emendei logo o doutorado. E como eu era uma aluna tipo exportação, consegui uma bolsa para passar um ano na Bélgica pesquisando, comendo batatas fritas e bebendo cervejas.

Após 4 anos, terminei o doutorado apresentando uma tese que me deu muito orgulho. E mais uma vez segui o caminho da pesquisa: agora, em uma posição muito ingrata, a de pós-doc.

Digo isso porque esse profissional não é reconhecido como tal. Afinal, ele não é aluno e não é funcionário da universidade, mas é uma tremenda força de trabalho.

E nessa de bolsas, fui vivendo. Conta comigo:

  • iniciação científica;
  • mestrado;
  • doutorado;
  • e dois pós-doutorados.

Até que, um belo dia, eu fiquei sem bolsa e sem perspectivas de emprego na área da saúde ou pesquisa.

Eu poderia fazer deste texto uma crítica sobre como o mercado brasileiro não absorve todos os profissionais capacitados que são formados. O assunto é válido e merece muita discussão, mas prefiro me concentrar em como a incerteza abriu meus olhos para uma carreira que eu nem sabia que existia.

A chegada do grande insight (Eureka!)

Você já ouviu falar que as boas ideias vêm quando menos esperamos? Pois é, os meus insights costumam aparecer quando eu tomo banho. E foi assim, sob o chuveiro e com os cabelos ensaboados, que uma lampadazinha acendeu na minha cabeça.

Lembrei-me da minha mãe e de algumas professoras me dizendo que eu escrevia bem e que deveria fazer isso profissionalmente. Elas perceberam muito antes de mim que eu realmente levava jeito para a coisa.

Então, saí do banho e digitei no Google “como vender textos na internet”. Eu nunca tinha imaginado que as pessoas pagavam redatores para escrever conteúdos para seus blogs. Descobrir isso foi um choque de realidade e muitos amigos biólogos e biomédicos também ficam de boca aberta quando eu conto isso para eles.

Mas não foi de primeira que encontrei essa superparceira que é a Rock Content. Eu me aventurei antes em algumas roubadas, como cobrar uma ninharia por um trabalho fodástico ou me comprometer com uma tarefa que não queria só pela falta do hábito de falar não. Mas qual freela nunca passou por isso, não é mesmo?

Quando finalmente fiz o curso de Produção de Conteúdo para Web da Universidade Rock Content, percebi que já usava nos meus textos muitos dos conceitos que me foram ali apresentados. Por exemplo, eu não sabia o que era escaneabilidade, mas me preocupava em produzir um conteúdo que ficasse bonito, pois eu sabia que isso era essencial para prender o leitor.

E foi assim que conheci o marketing de conteúdo e comecei a atuar como freela de redação da Rock Content.

A redação pelo método empírico

Tal qual um experimento científico, antes de escrever um conteúdo eu busco a fundamentação teórica. A partir daí, reúno as palavras em uma tela de computador e aguardo paciente ansiosamente os resultados. A melhor conclusão é quando recebo um feedback positivo.

Mas nem sempre as coisas saem como eu espero. Quando isso acontece, preciso usar os erros a meu favor e melhorar para os próximos experimentos — ou melhor, textos. Posso, ainda, tomar a decisão de não tentar mais e buscar outros caminhos, como quando recebi alguns retornos negativos e decidi que não escreveria mais sobre odontologia.

Olha, não sei dizer se me estabelecer como redatora foi mais difícil do que para alguém com formação na área de comunicação, letras ou marketing. Afinal, só senti na pele os desafios que cruzaram o meu caminho e não posso falar pelos outros. Mas posso dizer que, para chegar até aqui, precisei de algumas qualidades. Veja só:

Determinação

Sabe aquelas frases motivacionais? Pois é, eu também as detesto. Mas se tem uma que uso diariamente é essa:

“Vai. E se der medo, vai com medo mesmo.”.

Recentemente, decidi me aventurar também na revisão. Entre ser aprovada para revisar conteúdos e começar a revisar de fato, passaram-se algumas semanas. Eu tinha medo de não conseguir desempenhar bem esse papel, que eu considero uma baita responsabilidade.

Já devo ter revisado mais de 100 conteúdos, mas até hoje tenho medo de que virem para mim e digam: “Olha, Carolina, você como revisora é uma excelente redatora. Pegue seu banquinho e saia de fininho.”. Porém, o medo não me impede de continuar, pois eu sei que há uma rede de suporte maravilhosa por trás de cada texto.

Humildade

Redatores não são infalíveis. Revisores não são infalíveis. Analistas não são infalíveis.

Somos todos humanos e não sabemos tudo sobre tudo — se você pensa o contrário, você provavelmente é um chato. Dessa forma, parto do princípio de que não há mal nenhum em consultar os especialistas para trocar ideias.

Afinal, eu tenho um compromisso com o texto. Se eu consigo deixá-lo perfeito apenas com meus conhecimentos, ótimo! Se não, há muita gente boa a quem posso recorrer para me ajudar nos momentos de dúvida.

Paciência

O retorno não chega do dia para a noite. Quem está começando não consegue produzir 500 palavras em 30 minutos ou escrever 6000 palavras em um único dia. E está tudo bem! Sei que todos temos contas a pagar, mas não dá para se cobrar em excesso.

Estabelecer metas de produção é muito bom, mas elas precisam ser realistas. Caso contrário, exigirão um grau tão grande de sacrifício — pessoal ou da qualidade do texto — que, no final das contas, não valerá a pena.

Bom, era isso o que eu tinha a dizer. Eu não abandonei a ciência de vez. Pouco depois de começar a escrever para a Rock, engrenei meu terceiro pós-doc. Assim, não me dedico exclusivamente à carreira de redatora/revisora freelancer, mas descobri que essa é uma possibilidade que eu tenho condições de assumir.

Se você, assim como eu, quer dar uma guinada na sua carreira, que tal ser também um redator freelancer da Rock Content? Venha fazer parte desse time!

Carolina Goulart

Redatora freelancer especialista em saúde, bem-estar, estética e beleza.

Essa foi a história da Carolina!
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