Por Bruna Moreira

Analista de Marketing na Rock Content

Publicado em 24/10/2018. | Atualizado em 03/01/2019


Listamos os 63 erros mais comuns da língua portuguesa para auxiliar você na hora de escrever e sanar suas dúvidas de forma rápida e prática!

Todos temos contato com a escrita no dia a dia. Afinal, ela é um importante elemento de nossas vidas para nos informarmos e comunicarmos.

Pensando nisso, uma boa escrita torna-se fundamental para transmitir a melhor informação e tornar a comunicação a mais clara possível. Mas não é suficiente que ela seja boa: ela também precisa estar correta!

Quando se trabalha com escrita, isso é ainda mais importante. Uma grafia correta, interessante e coerente faz toda a diferença para profissionais que lidam diretamente com isso.

No entanto, todos estamos suscetíveis a cometer erros, não é mesmo? Foi pensando nisso que elaboramos este guia com 63 erros e dúvidas comuns da língua portuguesa.

O objetivo é auxiliar você na hora de escrever e conseguir sanar suas dúvidas de forma rápida e prática, evitando erros.
Gostou da ideia? Então, vamos começar!

Parecidos, mas não a mesma coisa

Você já deve ter ouvido falar que o português é uma língua cheia de nuances e truques, ou talvez você mesmo já tenha pensado nisso. Bom, a verdade é que realmente existem termos que causam grande confusão.

Um dos problemas que mais enfrentamos é o de palavras que são parecidas (ou até mesmo iguais!) na grafia e/ou sonoridade, causando confusão na escrita.

São as palavras homônimas e parônimas. Ambas têm significados diferentes: enquanto os homônimos são pronunciados da mesma forma, os parônimos têm uma pronúncia ligeiramente diferente.

Nesta primeira parte do guia, vamos nos dedicar a alguns dos casos mais comuns e que geram mais dúvidas.

1. Mas X Mais

Sim, o erro que todos odiamos, mas muitos de nós cometemos. Embora muito parecidos na sonoridade, especialmente no falar quotidiano, “mas” e “mais” têm significados e aplicações totalmente distintos.

“Mas” é uma conjunção adversativa que pode expressar contradição ou compensação. Já o “mais” pode ter várias funções dependendo do contexto, sendo que a mais comum (e confundida com o “mas”) é de advérbio indicativo de aumento.

Vamos ver isso na prática:

  • Eu entendo o que você disse, mas tenho algumas ressalvas.
  • Mais do que falar, temos que colocar em prática o que acreditamos.

2. Traz X Trás

Esse é outro erro muito comum entre palavras com sonoridade idêntica, mas com significado bem diferente.

“Traz” é a conjugação do verbo “trazer” na terceira pessoa do singular (ele ou ela). “Trás”, no entanto, é um advérbio de lugar, ou seja, indica posição.

Observe a diferença de uso entre ambos:

  • Ele traz muitos problemas para seu grupo de amigos.
  • Ele tem uma grande raiva por trás de um semblante calmo.

Atenção: o “trás” frequentemente exige o uso de preposições: por trás, detrás, atrás.

3. Abaixo X A baixo

Essas duas formas estão corretas. “Abaixo” é um advérbio de lugar, indicando posição relativamente inferior.

Já “a baixo” é uma expressão formada por preposição (“a”) e substantivo (“baixo”), sendo usada para indicar um movimento em direção a algo inferior. Geralmente é usado para descrever todo o movimento: “de cima a baixo”.

  • O sapato está abaixo da minha cama.
  • O carro desceu morro a baixo com muita velocidade após perder os freios.

4. Encima X Em cima

Novamente, ambos estão corretos (por incrível que pareça). “Encima” é uma das conjugações do verbo “encimar”, que tem o significado de indicar algo que está no topo de alguma outra coisa.

Já “em cima” é uma locução adverbial que indica posição, significando a parte mais alta ou “sobre”.

  • A coroa encima a cabeça do rei.
  • O livro está em cima da mesa.

5. Comprimento X Cumprimento

Não dá para fazer confusão entre essas duas, viu? Embora a escrita e a sonoridade sejam bastante parecidas, os significados são bem distintos.

O “comprimento” refere-se ao tamanho de algo, enquanto “cumprimento” pode ter duas funções. A primeira é como indicativo de um gesto de saudação entre duas pessoas; já a segunda serve para indicar finalização de uma tarefa.

No entanto, as palavras são usadas de forma muito semelhante no dia a dia. Por isso, vamos mostrar como as diferentes formas que assumem podem ser empregadas, ok?

Para isso, é importante entender que “comprimento” pode ser usado como substantivo, em sua forma original, ou como adjetivo, para descrever uma característica.

Já “cumprimento” também é empregado como substantivo e adjetivo, mas também como verbo, se usado para indicar ação.

Veja a seguir os usos de cada um, com o indicativo de sua função:

  • Qual é o comprimento médio do pescoço das girafas? (substantivo)
  • O pescoço da girafa é realmente muito comprido! (adjetivo)
  • Ele me concedeu um cumprimento seco, acho que não gosta de mim. (substantivo)
  • Já finalizei tudo que deveria fazer hoje. Ufa, serviço cumprido! (adjetivo)
  • Olhe, sua amiga está ali! Vamos cumprimentá-la? (verbo)

6. Senão X Se não

Tanto “senão” quanto “se não” indicam algum tipo de condição, mas eles devem ser usados de formas diferentes.

Enquanto “senão” é uma contraposição, “se não” é uma condição em que a outra opção é viável. Observe a diferença:

  • Fale baixo, senão você vai acordar o bebê!
  • Se não quiser vir conosco, tudo bem.

Dica: substitua por “ou então”. Se fizer sentido na frase, o certo é “senão”. (Fale baixo, ou então você vai acordar o bebê.) Da mesma forma, você pode tentar colocar a frase na afirmativa. Se for possível, o correto será “se não”. (Se quiser vir conosco, tudo bem.)

7. Houve X Ouve

Essas duas palavras são formas conjugadas dos verbos “haver” e “ouvir”, respectivamente.

Portanto, a diferença torna-se clara: “houve” se refere a algo que já aconteceu (é a forma passada do verbo), enquanto “ouve” é o ato de escuta de uma terceira pessoa (pois é a forma conjugada do verbo na terceira pessoa do singular).

  • Houve grande confusão no último domingo durante o almoço da família.
  • Ele ouve atentamente tudo o que a professora diz.

8. Tráfego X Tráfico

Profissionais do universo do marketing digital: atire a primeira pedra quem nunca falou algo como “práticas de SEO são boas para o aumento do tráfico”. Sim, nós erramos.

E, embora seja normal errar na fala, a escrita não perdoa, certo? Então, vamos solucionar esse errinho bastante comum, mas que nunca deve ser cometido!

O “tráfego” refere-se ao movimento ou fluxo de um conjunto de coisas, enquanto o “tráfico” é indicativo do comércio ilícito, seja como contrabando, seja de substâncias proibidas. (Deu pra perceber por que não é bom confundi-los, certo?)

Vamos aos exemplos:

  • O tráfego do blog está cada vez mais alto depois que começamos a investir em marketing de conteúdo!
  • O tráfico de mulheres é um grande problema, mas com pouca visibilidade.

9. Infligir X Infringir

Ambas as palavras são verbos e têm significados contextualmente similares (e até complementares), mas indicam ações diferentes.

Enquanto “infringir” significa desobediência à norma, “infligir” (atenção: repare que não tem “n” depois do -fli, ok?) se refere à aplicação de uma pena ou castigo.

  • Ele infringiu a Lei Seca, pois consumiu bebida alcoólica e dirigiu.
  • Quando foi parado em uma blitz e submetido ao teste do bafômetro, o policial lhe infligiu uma multa.

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