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Publicado em 09/10/2017. | Atualizado em 09/10/2017


Uma diagramação perfeita está nos detalhes, e isso pode separar você dos melhores clientes do mercado. Aprenda como não cometer falhas comuns e se destacar no mercado!

Diagramar documentos não é uma tarefa simples! Padronizar todas as páginas em um estilo único, usar imagens para incentivar a leitura do texto, entre outros… muitos são os desafios que podem causar problemas no resultado final.

Confira alguns dos erros de diagramação mais comuns, assim como dicas práticas para evitá-los e melhorar a qualidade de seu portfólio!

1. Viúvas e linhas órfãs

Uma das falhas mais comuns em projetos de diagramação ― presente até mesmo em livros de grandes editoras ― é a presença das famosas viúvas e/ou órfãs.

Linhas viúvas ocorrem quando a última linha de um parágrafo fica “perdida” no topo da página seguinte.

Por sua vez, as linhas órfãs são as primeiras linhas de um parágrafo deixadas soltas no final da página anterior.

Além dessas, ainda existem as forcas: pequenos trechos de texto que não passam dos 25% da largura da linha. Em ambos os casos, seu layout apresentará um grande desconforto visual ao usuário, além de dificultar a fluidez da leitura.

Para solucionar estes incômodos, é necessário revisar minuciosamente todo o trabalho, alterando sutilmente a largura de colunas, o espaço entre linhas ou mesmo substituindo palavras por sinônimos. Assim, seu texto ficará acomodado (ou blocado) de maneira correta e visualmente agradável.

2. Elementos aplicados sem respiro

Na indústria gráfica, respiro é como é chamado o espaço entre elementos, seja na vertical ou na horizontal. Trata-se de um elemento vital na composição do seu layout, tanto para a organização visual quanto para maior facilidade de leitura.

Um dos maiores erros de diagramadores, especialmente em documentos com grande quantidade de texto e/ou imagens, é deixar os elementos muito próximos (ou seja, sem respiro), tornando a composição apertada e difícil de ler.

Como regra geral, use ao menos 0,5cm de espaço entre seus elementos. Não importa se são textuais ou visuais, certifique-se de imprimir uma prova de teste para checar se o layout está com o respiro adequado também em sua versão impressa.

3. Colunas de texto com larguras diferentes

Muitos projetos de diagramação exigem que o texto seja formatado em duas ou mais colunas, para melhor aproveitamento de espaço e facilidade de leitura. No entanto, qualquer erro na organização destas colunas pode fazer com que elas fiquem com larguras despadronizadas.

Nestes casos, o texto ficará com um aspecto estranho, apresentando linhas de larguras diferentes, confundindo o leitor. Isso pode dar um ar de amadorismo ao projeto, exceto em casos em que seu uso seja proposital.

A solução está, como sempre, em definir e revisar com cuidado as dimensões de seu grid. Os softwares projetados para editoração, como o Adobe InDesign, oferecem opções de configuração automática de grids e colunas.

4. Usar um software inadequado

O InDesign é praticamente o padrão da indústria de editoração, mas enfrenta alguns empecilhos entre usuários. O primeiro é o fato de ele não ser tão conhecido, além de apresentar uma interface bem diferente do que os demais softwares gráficos. Muitos profissionais ainda hesitam em adotá-lo, preferindo usar o Illustrator ou mesmo o Photoshop.

O problema é que estes dois programas não são, de forma alguma, projetados para editoração de longos documentos. Enquanto o Photoshop tem seu ponto forte na manipulação de imagens, o Illustrator é mais adequado para criação de imagens vetoriais.

Editar livros inteiros nesses dois softwares apresenta obstáculos como a necessidade de copiar manualmente o layout geral das páginas, além de arquivos cada vez mais pesados a cada folha extra.

Evite estes problemas adotando softwares especializados, que possuem ferramentas dedicadas para a criação de layouts e páginas-mestras. Priorize também aplicativos que tenham sistema de inserção de imagens que otimizam saídas tanto para impressão quanto para web.

Caso sinta alguma dificuldade com o aprendizado do novo software, procure por tutoriais especializados pela internet, ou mesmo pequenos livros físicos. No caso do InDesign, a própria Adobe oferece um manual online, com dúvidas frequentes e descrição passo a passo de tarefas mais complexas.

5. Não automatizar processos na configuração do arquivo

Uma das razões pelas quais softwares como o InDesign são perfeitos para a diagramação é, como dissemos, a sua capacidade de criar modelos de layouts aplicáveis ao longo de todo o documento.

Deixar de usar estes recursos, como a página-mestre (página que configura o layout básico de todas as outras às quais ela é aplicada) e os estilos de texto (que salvam uma formatação específica de texto para ser usada rapidamente no restante do documento) custam tempo e pioram a produtividade do diagramador, além de possivelmente diminuir a qualidade e padronização do trabalho.

Outro processo que pode ser automatizado facilmente é a criação de sumários. Softwares de editoração pode resolver isso com uma função dedicada para sumarização. Assim, com base nos estilos de parágrafo citados acima, um sumário é criado e atualizado automaticamente à medida que o texto é editado, dispensando o trabalho manual.

6. Má aplicação de cores

Mesmo que o layout esteja perfeitamente organizado e legível, seu trabalho ainda pode apresentar inconsistência na aplicação cromática. As duas principais razões para isso são o uso de imagens em padrão inadequado e a falta de padronização da paleta de cores.

No primeiro caso, é importante saber que todos os elementos de sua composição devem estar no padrão CMYK, usado para impressão ― se as imagens usadas estiverem em RGB e não forem convertidas, causarão perda de qualidade e resolução. Qualquer software gráfico, como Photoshop, Illustrator ou o GIMP, é capaz de realizar esta conversão de padrões de forma rápida e prática.

Já a falta de padrão cromático ocorre quando as cores são aplicadas sem uma definição prévia no painel de tons (ou Swatches), outro dos recursos de softwares de editoração.

Nele, é possível definir as cores que serão usadas ao longo do documento e salvá-las em uma aba específica, facilitando a aplicação consistente das mesmas.

Neste post, vimos alguns dos erros de diagramação mais comuns da área, assim como formas simples de solucioná-los. Com estas dicas, você poderá criar trabalhos de forma muito mais rápida, bonita e profissional, destacando seu perfil no mercado de trabalho!

Gostou do texto? Tem alguma história com problemas de diagramação? Conte para a gente nos comentários!

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