Ensino do Português

Por que o ensino do português na escola não é suficiente?

Você já parou para pensar qual seria o modelo ideal escola e o que deveria ser mudado no ensino de português atual? Selecionamos alguns motivos que mostram por que o ensino atual ainda não é suficiente.


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Você se lembra do ensino do português na escola? Talvez você não achasse tão legal ficar sentado ouvindo o professor explicar as regras de colocação de vírgulas ou de acentuação das palavras. Quando a gente é criança, isso não parece ter muita importância para a vida.

Mas pode ter certeza: você não seria o profissional que é hoje sem essas aulas. A escola dá a base que precisamos para o desenvolvimento pessoal e profissional. Por isso, o ensino da língua portuguesa é tão essencial na formação escolar, já que é com esse conhecimento que nos comunicamos corretamente.

Porém, quando você amadurece na carreira, percebe que realmente aprendeu muitos conteúdos inúteis na escola (por que ainda aprendemos mesóclise se ninguém mais usa?!) e que, por outro lado, ainda tem muita coisa para aprender…

Neste post, nós vamos falar sobre alguns fatos que mostram que o ensino do português na escola não é suficiente para quem quer trabalhar com produção de conteúdo para web. Tem que se dedicar bastante ainda para ser um bom profissional na área! Entenda os motivos:

As línguas evoluem

A língua portuguesa não se limita às regras da gramática. Ela está presente no dia a dia, nas nossas relações, em cada leitura, cada texto, cada conversa. Por isso, assim como a sociedade da qual ela faz parte, a língua é um mecanismo vivo em constante evolução.

Se não fosse assim, estaríamos até hoje falando em “vosmecê” — expressão que já evoluiu para “vancê”, “você” e até “ocê” em algumas regiões. A inclusão dos verbos “twittar” e “blogar” nos dicionários brasileiros também evidencia a evolução da língua (provavelmente essas palavras nem existiam quando você estava no colégio…).

Portanto, o conhecimento sobre a língua não pode parar no ensino do português da escola. Se ela evolui, o profissional da área precisa acompanhar seus movimentos e tendências para se manter atualizado.

O foco do ensino é o vestibular

Qual é o maior desejo dos alunos que finalizam o Ensino Médio? Passar no vestibular (salvo algumas exceções). Afinal, no Brasil, essa é a porta de entrada para as universidades, que são entendidas pela nossa sociedade como o melhor caminho para o sucesso profissional.

O problema é que esse modelo educacional, focado em uma grande prova de conhecimentos ao fim da vida escolar, acaba prejudicando o ensino. De maneira geral, as matérias são pautadas pelos conteúdos que são cobrados no vestibular, o que acaba limitando o aprendizado.

No caso da língua portuguesa, existem muitos outros desdobramentos, além da prova do vestibular, que não são abordados, mas são essenciais para escrever um bom texto. Portanto, no modelo atual, a escola talvez não nos prepare plenamente para isso.

Não há uma formação crítica sobre a língua

Na intenção de melhor preparar os alunos para o vestibular, as escolas enchem as aulas de conteúdos. No ensino do português, é regra atrás de regra, redação atrás de redação, leitura atrás de leitura.

Não que seja ruim aprender cada vez mais. O problema é que não sobra tempo para o mais importante no desenvolvimento intelectual: pensar. Dessa forma, o aluno precisa apelar para a “decoreba” e se torna mecanizado, quase como um robô, programado para resolver exercícios.

E a formação crítica sobre a língua? Será que o aluno é capaz de refletir sobre toda a complexidade que envolve a linguagem humana? E sobre a evolução da sua língua materna? Tudo isso faz parte da formação de um redator, que precisa compreender todas as facetas do português. Então, isso acaba ficando para depois da escola.

Falta conexão com a realidade

  • “Perguntar-lhe-ão a sua opinião”;
  • “Dize-me com quem andas”;
  • “Vós participastes do evento”;
  • “Eu amara aquele rapaz”.

Se você ouvir uma pessoa falando essas frases atualmente, dirá que ela vive na época errada! Então, por que perdemos tanto tempo da vida aprendendo essas regras da língua portuguesa?

Conhecer a norma culta é essencial para a formação escolar e a compreensão da língua. Porém, o ensino poderia focar na realidade do uso da linguagem, na sua aplicação prática. O ensino desperta muito mais interesse do aluno quando se conecta com o uso da língua no dia a dia, nas relações pessoais e, também, nos ambientes profissionais.

Você não deve ter ouvido falar sobre produção de conteúdo para web nas aulas de português, né? E sobre redação publicitária? E textos jornalísticos? Se você aprendeu sobre isso na escola, não deve ter sido no Ensino Médio, quando só se fala na redação do vestibular. Esse aprendizado, então, acontece só no Ensino Superior, em cursos livres ou como autodidata.

Os métodos de ensino são ultrapassados

A maioria das pessoas cresceu dentro de uma sala de aula, sentada em frente ao professor, que despejava os conteúdos para uma turma de alunos. Será que esse modelo de ensino, que surgiu com a revolução industrial, ainda é o ideal?

A sociedade, os alunos e os professores mudaram. Então, já é senso comum que a educação também precisa mudar. Pensamento crítico, colaboração, iniciativa, criatividade e comunicação — competências essenciais para o desenvolvimento intelectual e o mercado de trabalho — devem ganhar mais espaço.

Este é um dos grandes desafios da educação: repensar o modelo atual de escola. Dessa forma, o ensino do português se tornará mais adequado às demandas da sociedade, não se limitando apenas à gramática normativa.

A qualidade do ensino é questionável

Quando se fala em educação no Brasil, temos que analisar a situação de olho na realidade econômica e social. Embora o modelo tradicional de ensino seja o mesmo, há diferentes níveis de qualidade, que costumam ser péssimos para quem tem menos condições financeiras.

O resultado disso? Apenas 30% dos alunos de escolas públicas concluem o Ensino Fundamental com aprendizado adequado em leitura e interpretação. É o que mostra esta pesquisa da Unesco.

A situação é crítica. Mas a boa notícia é que a internet pode abrir as portas para quem teve uma educação falha, mas deseja ser um redator. Há muito conteúdo sobre ensino do português na web, como aulas virtuais, posts de blogs, ebooks e cursos online. Assim, é possível complementar a formação com qualidade.

Portanto, tendo ou não uma boa base escolar, o redator precisa correr atrás de conhecimentos para ser um bom profissional. Não bastasse a língua estar em constante evolução, você também precisa cobrir as possíveis falhas do ensino do português no modelo tradicional de escola.

Agora, que tal atualizar seus conhecimentos sobre a língua portuguesa de maneira prática? Baixe gratuitamente o nosso Guia Prático de Português e Gramática para Web para escrever os melhores textos na internet!

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