Por Gustavo Grossi

Analista de Marketing na Rock Content.

Publicado em 04/07/2017. | Atualizado em 01/04/2019


Seu curso está na lista dos menos demandados por empresas? Quando conseguem um trabalho, o salário é super baixo? Este artigo vai te provar que isso não é exatamente o que parece, e tenho uma oferta para você no fim do post!

Recentemente, descobri uma estatística muito triste em um blog especialista em cursos universitários.

Basicamente, se trata de uma lista com as profissões consideradas menos promissoras do mercado. Em outras palavras, são os cursos que mais formam desempregados.

Entre eles, encontrei dois cursos com os quais nós da Comunidade Rock Content estamos sempre lidando: letras e design gráfico.

Isso me deixou negativamente surpreso.

Primeiramente, porque essa informação pode ser extremamente desanimadora — e determinante — para quem está pensando em ingressar em uma faculdade na área. Segundamente, porque no mundo do Marketing Digital, essas pessoas são essenciais (e continuarão sendo por muito tempo)!

Mas então, o que está provocando esse comportamento no mercado? Por que a auto-estima de alguns profissionais anda tão baixa?

Fiz uma breve análise e, mais do que responder a essas perguntas, preciso explicar o quanto essa estatística não deve ser um parâmetro para a sua carreira, principalmente se você faz o que gosta e ainda sim se sente frustrado.

Esta é uma opinião sincera e, se você acompanhar o meu raciocínio, verá que as respostas são simples no fim das contas. Vamos começar com o básico:

Estatísticas são sobre todo mundo, e você não é todo mundo

Existe um fato sobre o mercado de trabalho: em geral, quem ingressa em um curso superior não tem ideia do que está fazendo. E, pior, arrisco dizer que a maior parte deles sai da faculdade sem conseguir responder a essa pergunta.

E aí, ao entrar para o mercado de trabalho, os problemas vêm de todos os lados:

  • As empresas só querem profissionais experientes.
  • Você não tem experiência.
  • Profissionais pós-graduados e experientes estão desesperados e disputando a sua vaga de recém-formado.

Parece um ciclo intempestivo, o fantasma do atraso que vai seguir você e a sua pobreza até o fim da vida. Só resta mesmo se conformar e viver uma carreira modesta por toda a eternidade.

Será?

Não, não e não. Nunca pense desse jeito. E isso não é uma frase motivacional! Sou um trabalhador brasileiro como você e, ao menos aqui na Rock Content, não sobreviveria sem tentar aprender alguma coisa todos os dias.

No entanto, aqui também sabemos sobre o que as empresas estão procurando — e a maioria das pessoas não tem. E, para isso, precisamos desmistificar alguns fatos e elucidar outros. Confira:

Emprego não é trabalho

Emprego é um contrato entre duas pessoas. Já o trabalho é tudo aquilo que você faz, estando empregado ou não, para mudar o mundo à sua volta.

Com “trabalho”, estamos falando da energia que você gasta para sair do lugar e resolver um problema. No sentido clássico, é a força que você faz para mover uma pedra de A até B.

E se você pode trabalhar com outra coisa que não seja carregar pedras, é porque o seu cérebro tem uma força incrível e você a usa todos os dias!

É por isso que não ter um emprego não é desculpa para ficar sem trabalho. E eu não sou o primeiro a dizer isso.

Um dos caras que mais entendem do assunto é o Peçanha — que além de ser co-fundador da Rock Content, tem uma vida inteira de conteúdos que batem exatamente nessa tecla.

Vou listar algumas ideias que são auto-explicativas, mas dentro delas você poderá acessar um conteúdo do Peçanha tratando do assunto com detalhes. Guarde-os os para ler em seguida!

Sem emprego? Não é desculpa para ficar sem trabalho [parte 1]
Sem emprego? Não é desculpa para ficar sem trabalho [parte 2]
Independência ou morte: o diferencial de um profissional de marketing fora da curva
Como ser produtivo: um guia prático para você mudar seu jeito de trabalhar
16 passos para ser contratado em qualquer departamento de Marketing Digital

Faculdades praticamente ignoram o que acontece no mercado

Qual é a métrica de sucesso de uma faculdade ao formar os seus alunos? A empregabilidade, óbvio!

Se os recém-formados estão trabalhando em grandes empresas, isso é um indicador de sucesso, não é verdade?

Mais empregabilidade, mais alunos. Então, basta treiná-los para entrar nas maiores empresas e serão instituições de sucesso!

Opa… peraí.

Essa pode ser uma métrica de sucesso para uma faculdade, mas e para você?

Quando ingressamos na faculdade, geralmente é isso que pensamos: “uau, serei um profissional de sucesso quando trabalhar naquela grande agência”.

Viesados por esse pensamento, acabamos por não gastar nosso tempo com assuntos realmente relevantes. Em outras palavras, o sucesso não vem para quem trabalha mais, mas sim para quem trabalha para resolver os problemas certos (lembra do que falei sobre carregar pedras?).

Assim, no decorrer da carreira, pouquíssimas pessoas realmente se interessam por aquela vida idealizada lá no início — e muitos reconhecem isso tardiamente.

E isso nos leva ao segundo ponto crucial, descrito no capítulo a seguir.

Ninguém sabe o que quer (e isso está muito errado)

O seu sonho vai te mover muito mais do que o seu diploma. Ter sucesso na sua carreira é a consequência da luta pelos seus objetivos.

Combine isso ao fato de que o mercado de trabalho é muito flexível hoje. O conceito de profissão praticamente não existe mais em diversos segmentos. Isso porque:

Então, o que isso significa?

Significa que assumir o que gostamos o suficiente para lidar todos os dias é uma questão muito difícil. Muitas pessoas se rendem às circunstâncias e não correm atrás do que amam. Outras sequer procuram a própria vocação, aceitando o fato de que trabalhar é apenas um mal necessário.

Não seja uma dessas pessoas, você estará sacrificando um terço (ou mais!) do seu tempo de vida, além das suas chances de sucesso se reduzirem drasticamente.

Estudar é um meio de fazer coisas incríveis acontecerem, nunca um fim. Por isso, descubra o que te daria orgulho de realizar e coloque toda a sua fé nisso!

No fim das contas, o que importa é o que você é capaz de fazer, não o título que você carrega.

A maior parte dos profissionais não sabe nada

Como é que eu vou disputar uma vaga com um pós-graduado que já tem passagem por grandes empresas?

Simples: esse cara pode saber tanto quanto você.

Hoje existem um monte de tecnologias diferentes, culturas, teorias diversas e isso varia demais de empresa para empresa.

Já falei que o Brasil possui um nível recorde de doutores desempregados? É óbvio que as instituições de ensino não dão conta de ensinar tudo, muitas vezes esse nem é o objetivo delas. Por mais graduada que seja uma pessoa, em média, muito pouco é aproveitado quando falamos de prática no mercado.

O trabalho está cada vez mais específico. Conhecimentos aprofundados sobre um assunto são muito valiosos, mas extremamente raros.

Ou seja, demora meses para um recém-contratado aprender tudo o que precisa, e outras virtudes podem valer mais do que um extenso currículo aqui.

Mas e os títulos, os diplomas, as publicações?

O conhecimento científico é fundamental. No entanto, o aprendizado acadêmico nem sempre é o que você precisa.

Não é à toa que, ao contratar, as empresas priorizem características como caráter, paciência e vontade de aprender — que nada têm a ver com a técnica.

Até mesmo nós da Rock Content praticamos isso, e estamos acostumados a receber pessoas formadas em áreas muito diversas.

Biólogos que trabalham com vendas? Economistas que revisam conteúdos? Engenheiros que escrevem textos? Claro que sim! Se você priorizar as coisas certas em um time, vai funcionar muito bem! 🙂

Oportunidades não batem em portas

Por fim, encerramos com uma perspectiva realista. Retomando o que foi dito no início: não é sobre trabalhar duro, é sobre trabalhar para resolver problemas!

A menor concorrência está na resolução de desejos e necessidades mais sublimes das pessoas.

É isso que significa se destacar, pensar fora da caixa, ter um diferencial na carreira.

Quanto mais você coloca coisas em prática, independentemente de serem perfeitas, mais portas se abrem, mais conhecimento você absorve e mais pessoas você conhece. Até mesmo as falhas e fracassos têm o seu lugar, desde que você saiba o que fazer nessas situações!

Com a agilidade de comunicação que temos hoje, sua vida profissional pode mudar em um dia. E o ideal é que isso aconteça todos os dias!

É por isso que o trabalho dos seus sonhos só virá se você der o primeiro passo. Os profissionais de sucesso — famosos ou não — querem participar da mudança sempre. Para essas pessoas, a estabilidade e a calmaria são, na verdade, o fracasso.

Materiais para te ajudar na recolocação profissional:
[Webinar] Como se preparar para uma entrevista de emprego
Trabalho autônomo: 10 opções para quem quer mudar de carreira!
Mudar de carreira em 23 horas: as respostas que você precisava
Por que você deve ter (pelo menos) duas carreiras

Eu quero ajudar você a começar a trabalhar agora mesmo!

Sim. Estou revoltado com a forma com que, não somente os bacharéis em letras e os designers são vistos hoje. E não somente eles! Há milhares, talvez milhões de pessoas talentosas que estão perdidas, seja porque seus cursos são insatisfatórios ou porque suas carreiras estão estigmatizadas no mercado.

Se algumas carreiras têm uma empregabilidade mais baixa que outras, por pior que seja a formação de alguém, as oportunidades são criadas pelas pessoas. E fim de conversa.

Se você quer correr atrás dos seus sonhos, mesmo que em um emprego estável, deve saber como empreender, e acho que este material será bastante valioso. Confira!

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