Por Thiers Ferreira

Capixaba com cidadania mineira, é designer gráfico por paixão e mochileiro por vocação.

Publicado em 29/01/2018. | Atualizado em 18/12/2018


A vida de freelancer pode proporcionar muito mais que uma rotina mais livre e autonomia. Viajar e conhecer o mundo é outra possibilidade!

Uma das frases que mais escuto na vida é: “nossa, mas você vai viajar de novo? Você não acabou de voltar de tal lugar?”. E as respostas são sempre as mesmas: sim e sim!

Além disso, é inevitável ouvir também um “você é rico, só pode.”.

Bom, te garanto que isso eu não sou. Estou bem, mas bem longe, inclusive.

Na verdade, por mais que eu me considere financeiramente planejado, minha resposta sempre é : “não sou rico, eu faço freela!”.

Quer saber meu segredo e descobrir como conhecer o mundo como freelancer?

Então preste atenção em nosso procedimento de segurança (mesmo que seja um passageiro frequente), afivele os cintos e venha comigo!

Como eu me tornei freelancer da Rock Content?

[Algumas menções honrosas serão feitas durante esse post. Deal with it.]

Antes de me aprofundar no foco do artigo, vou te contar como virei freelancer da Rock Content.

A primeira vez que ouvi falar da empresa foi no início de 2014, por meio de um anúncio de vaga no Facebook. Desde então, acompanhei a Rock por tabela, sempre pensando: “um dia eu quero trabalhar lá!”.

Mas ok, vida que segue, cada um para o seu lado.

Até que no final de 2015, anunciaram uma vaga para designer gráfico (minha área de formação) e pensei: “agora é a hora!”.

E não foi por que eu estava desempregado, mas por que não me via em nenhum lugar que não fosse aqui.

Corri atrás para tirar minhas certificações, arrumar o portfólio e tentar a sorte.

Processo seletivo para cá, processo seletivo para lá: fui contratado!

[Obrigado, Mafê! <3]

Além de mim, existem vários outros freelas com conquistas importantes na Rock. Se quiser conhecer outras 12, baixe o nosso ebook contando essas histórias de sucesso! Já deixe aí baixando e vamos seguir com minha história!


Ok, mas o que isso tem a ver com ser freelancer e, mais especificamente, com viajar pelo mundo? Calma, estou chegando lá e tudo vai se encaixar.

Um detalhe da minha contratação é que comecei a trabalhar na Rock com viagem marcada.

Dia 4 de janeiro foi meu primeiro dia, e no dia 12 do mesmo mês já estaria embarcando para uma das melhores viagens que fiz na vida: uma passadinha no sudeste asiático.

Mas como eu estava desempregado antes de começar a trabalhar na Rock (logo, sem dinheiro!), pensei várias vezes em desistir dessa oportunidade. Afinal, não é uma viagem barata de se fazer e a grana estava curta.

Acontece que, já no meu primeiro dia na empresa, descobri a Comunidade e a possibilidade de atuar como freelancer.

Obviamente, não pensei duas vezes!

Mergulhei de cabeça no projeto “ganhar dinheiro como freela” e me dediquei bastante.

Fiz algumas candidaturas, pedi ajuda aos universitários, conversei com algumas pessoas, mendiguei pauta para os migos e fui tocando o barco. Até que realizei que tinha encontrado a maior patrocinadora das minhas viagens: a plataforma Rock Content.

[Menção honrosa aos migos que me ajudaram MUITO com os constantes feedbacks. Em especial a Anna, Arthur, Jerê e Laura.]

O mais legal, é que além de ganhar dinheiro para poder viajar mais, eu me capacitava em áreas diferentes e sempre aprendia coisas novas (especialmente fazendo pautas!).

E isso me motivava bastante a seguir.

Quem concilia trabalho regular com freelances, sabe o quanto é essencial um estímulo para dar conta de tudo, não é verdade?

Enfim, juntei uma graninha, fiz minhas malas e embarquei para uma viagem dos sonhos a qual nunca imaginava que teria a oportunidade de fazer.

Como você conseguiu tudo isso e em tão pouco tempo?

Claro que eu não paguei a viagem somente nessas duas semanas fazendo freelance. Seria humanamente impossível. Era algo que já estava marcado e que eu já tinha me planejado financeiramente para fazer. Mas quem viaja sabe que os gastos são divididos em antes, durante e depois, certo?

Os dois últimos eram os que mais me preocupavam. E isso foi um outro fator estimulante para produzir muito!

Além disso, quem gosta de viajar como eu sempre está planejando os próximos roteiros, não é verdade?

Foi então que pensei: por que não unir o agradável ao mais agradável ainda e investir em minha carreira como freelancer para poder viajar o mundo?

Com esse pensamento na cabeça, voltei para o Brasil, planejei meus próximos passos e aproveitei cada oportunidade que tive — que fosse um feriado prolongado ou algumas folgas conquistadas com hora extra (na época podia, tá Rita?).

Um pouco mais de dois anos depois, e ainda como freelancer da Rock Content, tenho a convicção de que foi uma das melhores decisões de minha vida. Até hoje tenho a oportunidade de unir dois hobbies: trabalhar (sim, eu gosto de trabalhar! rs) + viajar.

E, de quebra, ainda tirar uma graninha extra para outras necessidades e, até mesmo, caprichos.

Dicas de Viagem para Freelancers Nômades Digitais

O que aprendi como freelancer?

Sem mais delongas, vou focar no objetivo desse post e compartilhar algumas dicas que me ajudaram — e ajudam até hoje — nessa jornada:

Disciplina acima de tudo

Quando temos um dinheiro entrando na conta que não seja nosso salário, é normal imaginar diferentes formas de gastá-lo.

Ao mesmo tempo, quando temos um objetivo em mente, é ideal que essa situação seja apenas uma sensação — e olhe lá. Afinal, é preciso ter consciência que o dinheiro extra que entrou já tem embarque confirmado, seja ele Paris ou Nova Iorque.

Por isso, controle seu orçamento com disciplina, sempre delegando uma porcentagem para a sua próxima viagem. Planilhas e aplicativos são seus melhores amigos nessa missão, viu?

Qualquer lugar é lugar

Certa vez, conversando com uma amiga, em tom de brincadeira, ela falou a frase “fazer pauta no ônibus”.

[Obrigado, Nat. Jamais esquecerei esse insight!]

Mesmo assim, eu fiquei com essa frase na cabeça, refleti e pensei: por que não?

Não estou dizendo que você deve fazer pauta no ônibus, calma.

Meu ponto é: pense que qualquer lugar é lugar e qualquer hora é hora.

Como freelancers, precisamos aproveitar todas as oportunidades para produzir — seja na fila do SUS, seja entre uma conexão aérea e outra.

Afinal, quem faz freela sabe que não pode ter tempo ruim, certo?

Se você não produz, você não ganha dinheiro. Simples assim.

Abrir mão é essencial

Quando temos um objetivo para atingir, especialmente um que envolva planejamento financeiro, é extremamente importante manter o foco.

Além disso, como freelancers, estamos sempre condicionados às épocas das vacas gordas e, consequentemente, das magras.

Nesse contexto, abrir mão de determinadas “regalias”, por exemplo, aquela brusinha que está paquerando há dias, é essencial. Só assim você vai conseguir concentrar esforços, e dinheiro, no seu principal objetivo.

Ressaltando que, quando digo “regalias”, quero dizer caprichos, mimos, supérfluos e não necessidades, por exemplo seu remédio pra asma ou aluguel, ok?

Desenvolva-se horizontalmente

Por último, a dica que mais me ajudou: capacite-se de forma horizontal.

Como destaquei, sou formado em design. Mas isso nunca me impediu de me desenvolver em outras áreas.

Sendo assim, por mais que suas habilidades estejam concentradas na escrita, por exemplo, não se reprima e busque novos horizontes!

Por que não aprender a fazer pautas? E revisão, você já tentou? Diagramação tenho certeza que você só ouviu falar, não é mesmo?

Ser multi-habilidades (não tarefas, necessariamente), vai te ajudar a espairecer, respirar ares diferentes e, claro, te preparar para a maré baixa. Especialmente com as novas regras da plataforma.

Afinal, não é por que o assunto que você gosta de escrever está em baixa, que o planejamento de pautas também esteja, sabe?

Ou seja, se você desenvolve outras habilidades, sempre terá demanda!

Quero destacar que não estou falando que crescer horizontalmente é melhor ou pior do que verticalmente. Estou somente descrevendo algo que funcionou pra mim, como freelancer e profissional.

Mas e aí, quais lugares você já visitou com dinheiro de freela?

Como falei acima, já faz um pouco mais de dois anos que sou freelancer da Rock Content, e mais de cinco no mercado em geral. Durante esse período, tive a oportunidade de conhecer destinos:

Nacionais

  • Manaus;
  • Foz do Iguaçú;
  • São Luís;
  • Recife;
  • Curitiba.

Internacionais 

  • Abu Dhabi (Emirados Árabes);
  • Agra (Índia);
  • Amsterdã (Holanda);
  • Bangkok (Tailândia);
  • Barcelona (Espanha);
  • Berlim (Alemanha);
  • Bogotá (Colômbia);
  • Bruxelas (Bélgica);
  • Cancún (México);
  • Cidade do México (México);
  • Cidade do Panamá (Panamá);
  • Cracóvia (Polônia);
  • Dresden (Alemanha);
  • Dubai (Emirados Árabes);
  • Helsinque (Finlândia);
  • Jaipur (Índia);
  • Kuala Lumpur (Malásia);
  • Lima (Peru);
  • Lisboa (Portugal);
  • Medellín (Colômbia);
  • Miami (EUA);
  • Mumbai (Índia);
  • Nova Dheli (Índia);
  • Nova Iorque (EUA);
  • Orlando (EUA);
  • Paris (França);
  • Praga (República Tcheca);
  • Riga (Letônia);
  • Santiago (Chile);
  • Tallin (Estônia);
  • Varsóvia (Polônia);
  • Vilnius (Lituânia).

E já tenho roteiros agendados para:

  • China;
  • Cingapura;
  • Coréia do Sul;
  • Japão;
  • E algumas outras cidades brasileiras.

E você, quais carimbos do seu passaporte foram pagos com dinheiro de freela?

Se ainda não teve essa oportunidade, relaxe, e venha ser nosso redator freelancer!

Estamos te esperando. 🙂

banner levantada de mão redação

Posts populares com esse assunto