Por Lousali Martins

Publicado em 15/09/2020. | Atualizado em 15/09/2020


Um tradutor profissional interessado em expandir seu campo de atuação e alcançar mais reconhecimento precisa dominar conceitos de marketing. Neste artigo, vamos apresentar alguns dos principais.

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Entre os requisitos para ser um tradutor profissional bem-sucedido está a flexibilidade para se adaptar a novos tipos de demandas. Levando isso em consideração, é bom saber que um nicho promissor para os profissionais de serviços linguísticos é o de produção ou tradução de conteúdo para a web. 

No entanto, um texto preparado para publicação na internet tem características próprias, que são bem diferentes das de um material acadêmico, por exemplo. 

Daí a importância de conhecer os conceitos ligados ao marketing de conteúdo, para se dedicar a essa atraente fatia do mercado de tradução. 

Neste artigo, vamos falar sobre:

    Crescendo na era da globalização

    Hoje, alcançar os mercados internacionais não é privilégio só das grandes companhias. Os avanços tecnológicos permitem que empresas de médio e pequeno porte extrapolem fronteiras e alcancem os clientes estrangeiros. Mas, para isso, a comunicação é fundamental. 

    Mesmo que o inglês seja considerado a língua universal dos negócios, comunicar-se com o público-alvo na própria língua dele faz uma enorme diferença.

    É aqui que entra o tradutor profissional bem preparado para traduzir conteúdos de marketing nas mais diversas línguas, dependendo do mercado que se busca conquistar. 

    E como produzir uma tradução adequada para tal cenário? Comece por dominar alguns conceitos ligados ao marketing.

    1. Produção de conteúdos multilíngues

    Quem atua na área de marketing digital conhece o nome do britânico Neil Patel, considerado um dos gurus dos profissionais de produção de conteúdo para web. Pois ele reconhece a importância e recomenda com entusiasmo a produção de conteúdos multilíngues, para um alcance amplo de público-alvo em diferentes culturas.

    Neil Patel chama a atenção para o fato de que a China e a Índia ultrapassam os Estados Unidos em quantidade de internautas. No ranking de usuários da internet, em 2020, o Brasil ocupa o quinto lugar, logo atrás da Indonésia. 

    Pense em quantos milhões dessas pessoas falam outros idiomas que não o inglês. Já imaginou o alcance de um conteúdo que também seja traduzido para mandarim, hindi, francês ou português? Ou para o espanhol, que é considerado o segundo idioma com mais falantes no mundo?

    2. Transcriação

    No contexto do marketing, a transcriação é um recurso bastante utilizado. Aqui, não se trata simplesmente de traduzir um material, e sim de recriar um conteúdo na língua de chegada, para não causar estranheza no público-alvo.  

    As peças publicitárias, os slogans e outros conteúdos ligados ao marketing pedem um esforço que vai além da tradução. É preciso agregar criatividade ao trabalho, para adaptar jogos de palavras, ditados, brincadeiras e outros recursos, tudo levando em consideração as diferenças culturais. 

    Não são poucos os casos em que falhas na transcriação comprometeram o nome da marca com campanhas desastrosas. Um exemplo aconteceu com a rede de lanchonetes KFC, na China, com o slogan “finger licking good” (algo como “bom ao ponto de lamber os dedos”). Na China, o slogan saiu como “we’ll eat your fingers off”, que poderia ser entendido como “vamos arrancar seus dedos e comer”. 

    Outro caso foi o de um refrigerante que usou uma curta história em quadrinhos como peça publicitária para o mercado árabe. No primeiro quadrinho, à esquerda, uma pessoa anda de joelhos no deserto, morrendo de sede. No segundo, a pessoa encontra o refrigerante e o bebe. No terceiro quadrinho, à direita, a pessoa aparece revigorada e em pé, cheia de energia. 

    O problema é que a leitura e a escrita árabes acontecem da direita para a esquerda, o que levou os árabes a uma leitura invertida, vendo, primeiro, a pessoa em pé e bem. E por último, depois de tomar o refrigerante, a pessoa de joelhos, prestes a morrer. Se foi caso real ou folclore do mundo tradutório, não se sabe ao certo, mas é um exemplo bem ilustrativo.  

    3. Localização

    A localização tem um alcance cultural e linguístico mais amplo do que a tradução convencional. Por isso, um tradutor profissional interessado em atuar na área de marketing precisa dominar esse conceito. 

    A localização permite que a marca fale com o público-alvo em seu próprio idioma, de acordo a cultura local e respeitando as sensibilidades. É importante escolher terminologias regionais, para que o público entenda a mensagem, o que vai provocar familiaridade e maior engajamento. 

    É preciso respeitar as diferenças culturais, econômicas e demográficas do mercado que se quer conquistar. Isso pode incluir, além da tradução em si, uma adaptação de imagens, layout, informações locais, moeda e vários outros elementos, para favorecer a proximidade com a marca. 

    Então, a localização é uma tradução com foco no aspecto cultural, o que exigirá do tradutor um bom entendimento da cultura e dos costumes locais, muito além dos conhecimentos linguísticos. 

    4. UX writing

    User Experience writing: escrita para conduzir a experiência do usuário em cada etapa de sua interação com um produto, website, aplicativo ou qualquer canal de contato. 

    Um tradutor que se dedique a produzir UX writing será responsável por aqueles microtextos que orientam o usuário dentro de um ambiente digital, incluindo até aquelas palavrinhas dentro dos botões onde se deve clicar quando alguma ação é necessária. 

    Tais microtextos são produzidos para que o usuário não precise pensar, por isso, há características textuais que o UX writer deve ter em mente. Conheça algumas: 

  • Clareza
  • Síntese
  • Simplicidade
  • Objetividade
  • Concisão
  • Utilidade
  • Exatidão
  • Otimização
  • Adequação semântica

Tudo o que citamos como característica do UX writing tem por objetivo facilitar a experiência do usuário. É um pouco diferente de UX copywriting, que vem logo em seguida nesta lista.

5. UX copywriting

Há quem pense que UX writing e UX copywriting sejam a mesma coisa, mas há diferenças importantes, principalmente no objetivo de cada uma. 

Como dissemos, UX writing visa facilitar a experiência do usuário. Certo é que quanto mais agradável tal experiência, maior engajamento a marca alcançará, mas o foco de UX writing não é exatamente a geração de leads. 

Conversão é objetivo do UX copywriting, que está relacionado ao marketing, à publicidade, à venda do produto ou serviço. É uma escrita ou tradução voltada para o convencimento, com técnicas e estratégias próprias. 

6. Search Engine Optimization (SEO)

Outro conceito de marketing que um tradutor profissional precisa conhecer é o de SEO (não confundir com CEO). A otimização para motores de busca envolve a utilização de estratégias textuais para “chamar a atenção” dos robozinhos do Google, de modo que o texto ocupe as primeiras posições na página de resultados.

Pense: quando alguém faz uma pesquisa no Google, raramente passará para a segunda página da lista de resultados. Logo, é fundamental que um texto, além de apresentar qualidade e relevância, seja otimizado e consiga, assim, aparecer entre os primeiros lugares. 

Concluindo aqui, lembramos que, no mundo globalizado, em que as empresas visam conquistar os mercados internacionais, as oportunidades para o tradutor profissional também crescem. Estudar e conhecer o universo do marketing será um diferencial precioso para quem deseja investir nesse nicho e se firmar como profissional reconhecido.

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