Por Renata Figueiredo

Publicado em 03/03/2021. | Atualizado em 27/07/2021


O videomaker é uma profissão fundamental para a de mídias audiovisuais. Esse profissional é responsável por quase todos os processos de criação e edição de vídeos

De todas as mídias, o vídeo é talvez a que mais se adapta às tendências atuais. Ela tem suas próprias redes sociais (YouTube, TikTok e Vimeo, por exemplo) e conta com um espaço em outros tipos de plataformas. É só olhar para o Facebook, Twitter e Instagram, e notar que todas são compatíveis com a mídia.

Então, fica claro que os envolvidos nesse ramo têm uma gama de oportunidades de trabalho e, entre elas, está o videomaker. Um especialista em todos os processos de produção de vídeo, desde a criação até sua edição.

Bateu a curiosidade de saber mais sobre essa profissão? Aqui, você encontrará um guia completo sobre ela. Continue!

O que faz um videomaker?

Basicamente, esse profissional cuida de todas as etapas de uma produção audiovisual. Ele não apenas será responsável pela filmagem, como também pela criação e edição. Praticamente, um faz tudo da área, esse é um trabalho bastante abrangente, por isso, não é incomum que esse especialista escolha apenas uma área de atuação. 

Para você entender melhor, vamos explicar detalhadamente o que o videomaker faz em cada etapa da produção de vídeo.

Pré-produção

Responsável pelo planejamento do vídeo, é nessa etapa que a equipe se junta para definir as diretrizes da produção. Nesse processo, o videomaker lida com as atividades listadas abaixo. Confira!

Brainstorming 

Essa é uma ferramenta utilizada em diversas profissões, principalmente na publicidade, sendo essencial para que as primeiras ideias sobre um projeto sejam registradas. No brainstorming, todos os membros da equipe expõem suas sugestões e começam a desenhar o que será o vídeo.

Briefing

Com as ideias já selecionadas, há o início do processo de montagem da estrutura do vídeo. A equipe se reúne novamente para começar a desenvolver o briefing, no qual todas essas informações serão colocadas. Esse também é o momento para se determinar qual será a função de cada membro.

Equipamento

Ao videomaker cabe não só cuidar de todos os aspectos visuais, mas também da seleção de equipamentos que serão necessários para a produção de vídeo. Geralmente, ele faz uma lista e a envia para o departamento financeiro.

Script

Sim, o videomaker também deve auxiliar na produção do roteiro, mas isso dependerá do tipo de vídeo feito. Por exemplo, em uma produção de um filme, já existe um roteirista responsável, mas o videomaker pode ajudar a determinar instruções técnicas, como angulação de câmera.

Em todo caso, independentemente do tamanho da produção, as instruções sobre a forma de gravação são de responsabilidade desse profissional.

Produção

Após todo o processo de planejamento, chegamos à fase em que o vídeo cria vida. O videomaker ficará responsável para que as instruções do roteiro sejam cumpridas e cuidará da organização do set. Vamos entender mais a seguir.

Filmagem

Aqui, o profissional deve garantir que todos os processos de gravação sejam feitos na ordem. Isso significa que movimentos de câmera, pistas, locações e sequências de falas precisam seguir o disposto no roteiro.

Direção

Ele cuidará da direção dos atores e das composições das cenas, movimentação das câmeras, entre outros.

Pós-produção

Depois do processo de gravação do vídeo, agora é a hora de cuidar dos detalhes para que a produção fique realmente da forma que foi planejada. Essa é a etapa da edição, vamos saber mais a seguir.

Edição de vídeo

Esse é um dos processos principais, pois, só após ele é que podemos dizer que o vídeo está finalizado. Aqui, o videomaker fará os cortes necessários, posicionará as cenas em ordem, tratará o áudio, além de adicionar os efeitos especiais. 

Em alguns casos, pode ser até necessário gravar mais tomadas para completar o vídeo. Lembrando que esse não é um trabalho feito apenas pelo videomaker, ele o faz junto aos membros da equipe responsáveis pela execução técnica.

Exportação do conteúdo

Com o vídeo editado, o material segue para a pós-produção e agora é a hora de a equipe analisar o resultado para ter certeza que está tudo certo. Isso geralmente é feito junto ao roteiro para ajudar na avaliação. Uma vez que tudo esteja certo, o material é exportado e lançado.

O que difere o videomaker do filmmaker?

Até agora falamos sobre todos os processos que envolvem o trabalho de um videomaker e não é incomum confundir com outra profissão bastante semelhante — o filmmaker. De fato, os dois até atuam em áreas comuns, ambos podem cuidar da direção de uma produção, porém, a principal diferença está para quem cada um trabalha.

O videomaker tem uma área de atuação bem mais voltada para o marketing e publicidade. É comum que esse profissional seja contratado para trabalhar para agências ou empresas que querem fazer produções específicas para seus colaboradores ou atração de clientes.

Já o filmmaker é o especialista que trabalhará com projetos cinematográficos, como filmes, séries e até programas de TV. Por isso, seus recursos costumam ser mais volumosos e a equipe não é pequena como a de um videomaker, tendo diversos segmentos específicos para cada etapa de produção.

Como está o mercado de trabalho?

Como falamos no início deste texto, o vídeo é um tipo de mídia com espaço garantido na internet e que conta, inclusive, com muitas redes sociais específicas, o que proporciona uma grande vantagem para quem se interessa por esse mercado da indústria criativa.

Em termos de consumo, as novas gerações são as que mais investem tempo nesse tipo de mídia. Segundo uma pesquisa do YouTube, as gerações Y e Z são as que mais veem vídeos, com 50% dos entrevistados afirmando que esse é um hábito diário.

Outra pesquisa, feita pelo Estado de Marketing em 2020 da HubSpot, mostrou que o vídeo está à frente do e-mail, blog e infográficos como conteúdo de marketing. Inclusive, de acordo com o mesmo estudo, um dos motivos para essa mídia ser tão procurada é o que ela proporciona para os consumidores.

É comum que os vídeos sejam utilizados como forma de entretenimento, mas eles também proporcionam oportunidades de aprendizado. Espectadores do YouTube usam a rede para encontrar conteúdos educacionais, principalmente com temas voltados a assuntos de seu interesse.

É fácil notar esse interesse pelo aprendizado, pois, hoje em dia, existem diversas plataformas para cursos, como a Udemy e a Domestika, que usam o vídeo como o carro-chefe do negócio.

Sendo assim, reforçamos que essa é uma área repleta de oportunidades. Mas será que você sabe qual é o salário de um videomaker ou onde ele pode atuar? A seguir, vamos conhecer esse mercado mais profundamente.

Salário

O salário de videomaker dependerá de seu nível de carreira e experiência. Por exemplo, um iniciante ganha em média R$1.752,00 até R$3.474,00. À medida que avança no mercado, a remuneração pode chegar a R$5.000,00 por job.

Campo de atuação

O profissional não precisa apenas cuidar da parte de produção. Ele pode se especializar tanto nos aspectos artísticos — como roteiro e fotografia — quanto nas partes técnicas — edição, som, correção de cores e afins. Entenda mais a seguir:

  • edição de vídeos: nesse caso, o videomaker é responsável pela edição das produções, realizando os cortes necessários, colocando efeitos especiais, áudio e outros detalhes importantes para que o vídeo seja finalizado;
  • produção para TV: esse é um nicho bastante comum para os videomakers, além de ser bastante desejado quando se pensa em trabalhar com vídeos. O mercado é amplo, com vagas voltadas para programas de auditório, telejornais, documentários e afins;
  • marketing digital: a internet é um terreno fértil para a produção de conteúdo com intenção de vender algo. Como os vídeos são cada vez mais uma mídia consumida pelas gerações mais recentes, o marketing é fundamental para contribuir para as estratégias das empresas. Sendo assim, o videomaker desse setor é responsável por pequenas produções publicitárias, como vinhetas para empresas;
  • canais no YouTube: aqui, o videomaker pode auxiliar na roteirização, captura e também na edição de imagens para os produtores de conteúdo. Aliás, esse é um terreno interessante, pois se trata de um setor bem-estabelecido e que cada vez mais exige capacitação especializada. Muitos grandes canais contam com a ajuda de um videomaker para realizar suas produções. 

Qual é o perfil profissional?

A criatividade é uma qualidade fundamental para quem trabalha com a produção de vídeo. O videomaker precisa ter uma visão inovadora sobre o seu trabalho. Afinal, em diversos momentos é preciso que ele pense em técnicas inusitadas para proporcionar o melhor resultado. Para ter criatividade, as referências serão fundamentais, mas isso não se resume a conhecer diferentes estilos, mas também em ter um pouco de noção de arte.

Em termos de conhecimento técnico, ele precisa entender sobre edição, finalização e tratamento de imagens e áudio. Além disso, operar câmeras e gravadores de áudio também contam pontos no currículo. Mesmo que ele não trabalhe diretamente com a edição, é fundamental que saiba usar softwares específicos como Lightroom, After Effects, Premiere Pro ou Final Cut Pro.

Além disso, é importante ter em mente que esse é um trabalho que dificilmente é feito sozinho. Portanto, saber lidar com outros profissionais é fundamental para se dar bem.

Quais são as oportunidades de crescimento?

Já falamos sobre como a internet é um espaço em que as habilidades do videomaker são muito bem-vindas, mas, além disso, é um local em que esse profissional explora a sua criatividade com mais facilidade. Isso porque ele pode se lançar nas diversas redes sociais específicas para vídeos para mostrar seus trabalhos.

Há espaço para o mundo empresarial, não só na produção de propagandas, mas também de vídeos corporativos. Por fim, também é possível trabalhar para outros produtores de conteúdo, uma área que segue crescendo.

Quais são as tendências da área?

As tendências para os profissionais videomakers variam desde segmentos específicos para a internet aos meios tradicionais. Afinal, por mais que a TV dispute atenção com a rede mundial de computadores, ela ainda faz parte de muitas residências, ainda mais com o streaming.

Aqui, vamos apresentar algumas das promessas futuras quando falamos sobre videomaker.

SEO

A otimização de conteúdo para motores de buscas é uma estratégia que não só atinge blogs, sites e posts de redes sociais. Vídeos também têm suas próprias diretrizes para estarem na primeira página.

Segundo uma pesquisa do SEMRush, um vídeo otimizado tem 53 vezes mais chances de estar na primeira página do Google. Dá para perceber que o buscador investe bastante nisso: procure pesquisar sobre como fazer determinada coisa que você encontrará, nos primeiros lugares da busca, vídeos do YouTube sobre o assunto.

Se isso não é uma demonstração sobre como essa mídia está de igual para igual com outras formas de conteúdo na internet, saiba que os usuários consomem até 46 mil anos de vídeos no YouTube em apenas um ano — você não leu errado. Logo, entender sobre como os motores de buscas decidem quem deve ou não aparecer primeiro é uma tendência fundamental para ter sucesso.

Vídeos curtos

Com a popularidade do Snapchat, dos Stories do Instagram e agora o grande sucesso que é o TikTok, os vídeos curtos se tornaram uma necessidade.

Com as mensagens sendo entregues em questão de segundos, é indiscutível como esse formato desperta atenção dos usuários, proporcionando entretenimento rápido e um escapismo para quem está querendo se distrair.

Nesse tipo de vídeo, a criatividade será ainda mais importante que qualquer efeito ou mecanismo de produção. É só observar que, na maioria dos sucessos do TikTok, o foco está em desenvolver conteúdos voltados para histórias rápidas, que transmitem o que é preciso para aquele momento, mas sem ter necessariamente o foco em uma produção de alto nível.

Storytelling

A capacidade de contar histórias não é uma habilidade exclusiva para quem lida com produção de livros, filmes e jogos narrativos. Até mesmo o videomaker que não está diretamente associado ao roteiro deve ter conhecimentos sobre esse aspecto da produção. Ainda mais se ele estiver trabalhando com marketing digital, em que um dos pilares é desenvolver produções capazes de usar o storytelling como base para educar e divulgar.

Esse tipo de estratégia oferece muitos benefícios tanto para quem produz quanto para quem assiste. Um bom storytelling é capaz de engajar o público e pode ser combinado a outras mídias para potencializar o que é contado, como podcasts, slides, GIFs, games etc.

Mini-curso de Storytelling: Conquiste sua audiência contando boas histórias

Vídeos sem som

A acessibilidade é um assunto fundamental atualmente, e é preciso que o conteúdo, independentemente da mídia, seja de fácil interpretação por qualquer pessoa. Os vídeos sem som e com legendas são exemplos de produções destinadas a esse público.

Aliás, não só vídeos sem som, mesmo aqueles produzidos com áudio devem ter legendas e closed caption para que todos possam usufruir da mensagem. Além disso, a maioria dos usuários, mesmo aqueles sem deficiência, costumam assistir aos vídeos nos celulares e com som desligado. Cerca de 92%, segundo a Verizon Media.

Vale a pena ser videomaker?

Como qualquer profissão, a de videomaker não está a salvo de ter seus altos e baixos. Se há benefícios em seguir essa carreira, também há algumas desvantagens. Vamos conhecer algumas delas. Confira!

Nem sempre haverá trabalhos bons

Quando falamos “bons” não estamos dizendo que eles não serão bem feitos. Na verdade, estamos nos referindo às propostas de trabalhos não tão estimulantes. Aliás, é bem provável que boa parte dos projetos iniciais sejam coisas bastante simples, como espaços corporativos em que a criatividade não é tão exigida.

Contudo, esse tipo de trabalho não pode ser desvalorizado, eles são responsáveis, muitas vezes, por pagar suas contas e poderão ajudar no seu crescimento como profissional.

O mercado é competitivo

Realmente não é um mercado com poucos profissionais, além disso, com o boom da internet e redes sociais específicas para vídeos, cada vez mais pessoas têm interesse nessa área. A facilidade de encontrar softwares específicos em edição também ajuda a aumentar a concorrência, já que se especializar nessas ferramentas garante alguns trabalhos.

Entretanto, isso não quer dizer que profissionais especializados que estudaram todos os processos da produção não são valorizados. Aliás, é por isso que é preciso estudar bem a área e fazer bons trabalhos para poder se destacar.

Liberdade criativa

Se, por um lado, há trabalhos em que você só fará o básico, em outros, poderá utilizar a sua criatividade para criar boas produções. É bem provável que o seu contratante procure o videomaker justamente devido à forma como produz seus vídeos.

Como esse é o profissional que tem o conhecimento necessário, ele deixará que pense livremente sobre diversas questões durante o desenvolvimento do projeto. Porém, entenda que é comum haver divergências criativas, mas que isso deve ser acertado ao longo do caminho.

Possibilidades de ser freelancer

Por fim, o videomaker não tem a necessidade de trabalhar para uma empresa específica como CLT. Ele pode ser um profissional freelancer e produzir serviços independentes, não só no mundo corporativo, mas para agências, produtores de conteúdo, produções de documentários, curtas, acompanhar entrevistas etc.

Logo, ele tem à disposição muito mais oportunidades do que se estivesse trabalhando para apenas um lugar, diversificando sua experiência.

Como começar na área?

Passamos pelos principais fundamentos da profissão do videomaker e ficou claro como esse profissional consegue desempenhar diversas funções. Mas quem pretende seguir na área deve passar por algumas etapas fundamentais. Neste tópico, vamos apresentar o que é necessário para que você saiba como trabalhar com produção audiovisual. Vamos lá?

Defina a sua área de atuação

Como mostramos nos tópicos anteriores, existem muitas áreas de atuação para essa profissão. Desde a captura de imagens, script até edição e efeitos especiais, tudo abrange o universo do videomaker. 

Justamente por isso, nem sempre será possível ser um especialista em tudo. Apesar de o conhecimento ser fundamental, sempre haverá um segmento em que o interesse é menor. Então, para começar, o ideal é fazer uma boa avaliação sobre qual dos segmentos tem mais a ver com você.

Procure por uma instituição de ensino superior

Neste tópico, não vamos especificar qual instituição é a melhor, mas focaremos nos tipos de cursos encontrados no ensino superior que têm relação com o videomaker, entre eles estão:

  • cinema e audiovisual: esse é um curso que engloba desde conteúdos técnicos sobre a criação de vídeos, como angulação, corte de cena, pré-produção, roteiro, preparação dos atores, até partes mais teóricas, como a história do cinema, noções de arte etc.;
  • produção audiovisual: aqui, o foco é nos aspectos mais técnicos, como operação de câmera, ângulos de tomada, iluminação, sonorização. Além disso, ao contrário do cinema, ele é mais voltado para a elaboração de conteúdos jornalísticos, publicitários, assim como documentários;
  • comunicação multimídia ou produção multimídia: esse não é tão específico para vídeos, é um curso para a produção de diversos conteúdos midiáticos, incluindo, animações, desenvolvimento de projetos de design, sites e podcasts.

Atenção aos equipamentos

Mesmo para quem está começando, entender sobre os equipamentos necessários é uma informação fundamental. É importante estudá-los e saber como utilizar as suas funções para ajudar no resultado do seu trabalho. Os 5 equipamentos iniciais para qualquer videomaker são:

  • câmera;
  • gravador de áudio e microfone;
  • tripé;
  • fones de ouvido;
  • luzes.

Faça cursos de especialização

Procurar por instituições de ensino superior é uma ótima maneira de se especializar na área, mas não é a única. Até porque, muitas vezes, esses locais focam mais na teoria e nem tanto em aspectos práticos, principalmente os de edição. Os cursos de especialização são maneiras de aumentar o seu conhecimento e se atualizar na área. 

É recomendado que você tenha conhecimento especializado sobre estes softwares:

  • Adobe Premiere Pro CC;
  • Adobe After Effects;
  • Final Cut;
  • Sony Vegas;
  • DaVinci Resolve;
  • iMovie;
  • Lightroom.

Tenha qualidade em seu portfólio

Ao longo de sua trajetória e a medida que mais trabalhos aparecerem, montar um portfólio será uma parte fundamental. Mais que isso, caso você não tenha por onde começar, procure criar trabalhos que tenham a ver com o emprego que quer e crie um portfólio de acordo. 

Aproveite para especificar o que fez em cada projeto para mostrar a suas habilidades. Esse será um passo fundamental para conseguir chamar a atenção no mercado e se destacar. 

Mostramos neste post as principais informações sobre a profissão de videomaker. Lembrando que essa é uma das especialidades responsáveis pela elaboração de vídeos, edição e pós-produção desses conteúdos. 

Logo, quem está pensando em seguir a profissão, precisa estudar não só os conceitos relacionados à criação de roteiros, mas também, à operação de câmera, captura de áudio e softwares de edição para ser um bom profissional.

Caso queira se aprofundar ainda mais sobre o assunto, acesse agora o nosso dossiê de audiovisual! 

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