Como ser MEI me ajudou a abraçar uma carreira independente

Entenda de vez as facilidades de ser MEI e como o registro pode facilitar o dia a dia profissional e pessoal.
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Consigo me lembrar perfeitamente! Em 2009, foi criado o modelo de Microempreendedor Individual (o famoso MEI) e, na época, trabalhava como estagiária em um jornal da minha cidade. Então, fizemos uma cobertura bem grande sobre como ser MEI e as vantagens desta opção de formalização.

Mal sabia que aquele passo para regularizar o pequeno empreendedor no Brasil iria significar, anos depois, um passo tão importante para os freelancers e também para mim, que foi a possibilidade de abraçar a vida de freela como opção de carreira.

Quer conhecer um pouco da minha história e saber como você pode dar os primeiros passos na abertura da sua própria empresa? Continue lendo este post!

Minha história como MEI

Sempre fiz freela para ganhar uma graninha extra, mesmo antes de me formar em Jornalismo, em 2010. Mas, foi apenas em 2015 que decidi oficializar essa atividade e abrir uma empresa em meu nome, me tornando MEI.

E como isso mudou a minha carreira? Foi virando MEI que oficializei minha relação com a vida independente, para de fato começar a viver de freela. Foi o primeiro passo para ir atrás dos meus próprios clientes, construir uma marca pessoal e começar a atuar em projetos que reconhecessem minha experiência profissional.

Resumindo, me tornar uma microempreendedora individual foi o que possibilitou mudar a chave de fazer freela como bico para ser freelancer full time – e moldar toda a minha carreira em torno disso.

Motivos para ser MEI (não faltam!)

Levar a sério a vida de freelancer foi minha principal motivação para abrir uma empresa. Mas, caso essa não seja uma razão suficientemente clara para você, abaixo listei mais alguns motivos para você atuar como MEI!

1.Trabalhar de forma regularizada

Para prestar um serviço de forma regularizada e facilitar sua declaração de imposto de renda, é interessante que você tenha uma empresa aberta em seu nome. Mesmo que a plataforma que utilize ou seus clientes não exijam!

Essa é a melhor forma de evitar dores de cabeça no momento de declarar imposto de renda. Afinal, conseguirá justificar todas as entradas financeiras na sua conta bancária.

2. Emitir NF

Poder emitir nota fiscal é um dos fatores que diferenciam quem está trabalhando como freela a sério daqueles que só querem um extra no final do mês. E vale o alerta: as empresas mais sérias contratam serviços apenas quando o fornecedor oferece NF.

Ou seja, ser MEI garante que você tenha acesso a melhores clientes!

3. Carga tributária

Em relação aos outros modelos de empresa, o MEI tem uma vantagem bastante importante para os freelancers. A tributação é unificada em uma parcela mensal, que fica em torno de R$ 50,00, independentemente do número e do valor das notas que emitir.

Assim, você consegue ter mais competitividade nos valores dos seus serviços e também não precisa se preocupar com diferentes pagamentos de impostos todos os meses.

4.Benefícios do INSS

Os microempreendedores individuais também têm acesso aos benefícios do INSS, como aposentadoria, auxílio doença e salário maternidade. Tudo isso já está previsto, inclusive, na tributação unificada que falei no tópico anterior!

Afinal, como ser MEI?

Ficou convencido sobre as oportunidades que ser MEI pode trazer para sua vida profissional como freela? Ótimo! Agora é importante saber quais passos você precisa dar para sua formalização.

Passo 1: Estudar

Antes de abrir uma empresa no seu nome, entenda tudo sobre a modalidade MEI e sobre o processo de formalização. A boa notícia é que todas essas informações estão reunidas no Portal do Empreendedor!

Passo 2: Separar documentação e informações necessárias

Alguns dos dados que você precisa ter em mãos na hora da abertura da empresa são:

  • Atividade econômica principal – é o famoso CNAE, tipo de serviço que sua empresa irá prestar.

  • Nome empresarial – pode ser o seu próprio nome, em diferentes variações.

  • Valor do capital – são os “bens” da sua empresa. Você pode fazer uma estimativa considerando seu computador, celular e o que mais utilizar para trabalhar.

  • Endereço da empresa – fique atento às regras específicas da sua cidade para obtenção de alvará comercial. Uma boa solução é buscar um serviço de endereço fiscal, para evitar qualquer burocracia ou preocupação.

  • Documentos pessoais – tenha em mãos RG, CPF, recibo do Imposto de Renda e Título de Eleitor.

Passo 3: Fazer a sua inscrição

Você faz todo o processo de inscrição e solicitação de abertura da empresa pela internet, por meio do Portal do Empreendedor. Em cerca de 15 minutos, já sai com seu Certificado de Identificação de Empreendedor Individual e CNPJ e, assim, pode começar a atuar formalmente!

Passo 4: Solicitação para emissão de NF

Este é um ponto de atenção, não significa que com o CNPJ em mãos você já possa começar a emitir NF. Agora, é hora de procurar a Secretaria da Fazenda da Prefeitura da sua cidade e saber quais os próximos passos para poder fazer suas notas.

Em alguns municípios, MEI ainda tem apenas a opção de usar as notas físicas, em papel. Para isso, é necessário solicitar uma Autorização de Impressão que pode ser levada em qualquer gráfica cadastrada.

A importância de contar com os especialistas

Por mais simples que seja o processo em torno de como ser MEI, fica uma recomendação: conte com os especialistas no assunto para não fazer nada de errado nesse passo tão importante! Eu mesma fiquei três meses sem poder emitir nota por causa de um detalhezinho que errei lá no início…

Além do SEBRAE, que presta todo o apoio para o microempreendedor individual, você pode utilizar a Rede Contadores do Bem. Os contadores cadastrados atendem gratuitamente os MEIs na abertura da empresa e na entrega da declaração anual.

Próximo passo: de MEI para ME

Depois que você responder todas as suas dúvidas sobre como ser MEI, vale lembrar que esta modalidade possui algumas restrições se você quiser crescer como empresário. A primeira delas é em relação às atividades econômicas previstas, que são mais limitadas. Já a segunda, restringe o faturamento anual máximo que você pode ter, hoje fixado em R$ 81 mil/ano.

Por isso, abra sua empresa também já pensando no próximo passo: se tudo der certo, você pode solicitar o desenquadramento como MEI e passar atuar como uma ME (Microempresa), dentro das regras do Simples Nacional.

Este foi o caminho que segui! Trabalhei por volta de 8 meses como MEI e, quando as oportunidades começaram a acelerar, me tornei ME. Passar por esse período como microempreendedora individual, entretanto, foi o que me possibilitou começar a aprender sobre os desafios de gestão de uma empresa e, é claro, me permitiu entender se o caminho independente era realmente o que queria para a minha carreira!

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Guest post produzido pelo blog Vivendo de Freela.

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