Por Fabíola Thibes

Publicado em 22/10/2018. | Atualizado em 26/07/2019


Está planejando suas férias, quer comprar novos eletrônicos, quer investir ou quer ter mais estabilidade financeira? Veja aqui como é possível reduzir gastos!

Como estão as suas finanças? Para 63,4 milhões de brasileiros, a resposta é: ruins. Esse é o número de pessoas no país com dívidas em atraso — e se você está lendo este artigo, provavelmente faz parte desse contingente. Acredite, não há problema nisso.

Mas agora é a hora de sacudir a poeira, deixar o desânimo de lado e se perguntar: como reduzir gastos?

A resposta é a chave para equilibrar o orçamento e sair do vermelho. Na verdade, todo mundo (ou quase) sabe disso. O problema está em entender quais são as melhores maneiras de chegar lá. Muita gente acha que é preciso ignorar tudo o que gosta e ter uma vida de sacrifícios. Porém, isso está longe de ser a verdade.

A ideia é se organizar, cortar despesas desnecessárias e priorizar gastos relevantes. Para ajudar você a cumprir todas essas etapas, listamos neste post as principais dicas que vão auxiliar nessa empreitada.

Com o aumento do custo de vida, mensurado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no município de São Paulo, descobrir como pagar as contas em dia está mais difícil.

Para se ter uma ideia, o órgão mede a variação do custo de vida ocorrida anual e mensalmente. Em 2016, foi de 6,15%. Em 2017, o percentual foi menor, mas ainda positivo: 2,44%. Já em 2018, houve uma retração, em agosto. No entanto, o acumulado dos 12 meses anteriores chegou a 4,16%. O resultado de setembro foi de 0,55%, com acumulado anual de 4,52%.

Os dados demonstram que o cenário é complicado e justificam aquele índice de inadimplência que apresentamos no início do texto. Na prática, o que acontece é que o orçamento está mais apertado, o salário acaba antes do final do mês e é, aparentemente, impossível economizar e investir.

Porém, tudo passa pela educação financeira. Esse é o processo que permite fazer escolhas conscientes e permanecer bem informado sobre a economia para, então, definir a melhor forma de lidar com o dinheiro. É verdade que isso depende de disciplina e esforço, pelo menos no começo. Porém, o resultado vale a pena.

Ainda duvida? Então, veja quanto você pode economizar com pequenas mudanças diárias, de acordo com estudo feito pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima):

  • comprar marcas mais baratas ou produtos sem marca: 72,23%;
  • deixar de adquirir roupas ou outros itens menos necessários: 70,76%;
  • procurar opções de lazer gratuitas e viagens de férias mais baratas: 70,54%;
  • trocar produtos ou vender o que deixou de ser utilizado: 40,29%;
  • trocar serviços com pessoas e profissionais: 31,13%;
  • compartilhar o carro: 25,16%;
  • compartilhar serviços como diária de faxineira, babá etc.: 18,95%;
  • formar um grupo para fazer compras em conjunto: 16,89%;
  • dividir a casa, alugar alguns cômodos ou receber viajantes: 16,44%;
  • economizar água e luz e diminuir o tempo no chuveiro: 1,35%.

Esses percentuais já indicam o que você pode fazer, mas ainda fica um questionamento.

A regra é evitar despesas desnecessárias, acabar com as dívidas que você tem atualmente e ser disciplinado. Para explicar melhor, listamos a seguir as principais práticas a serem adotadas.

1. Faça um planejamento mensal e siga-o

O mais comum é que os textos sobre finanças indiquem fazer uma planilha de gastos. Não tem jeito: essa realmente é a melhor maneira de saber efetivamente quanto você ganha e quanto gasta. Talvez você esteja pensando: “eu sei qual é o meu salário”. Porém, ao anotar, verá que pode ter uma fonte extra ou recebimentos esporádicos e, principalmente, reconhecer o seu nível de gastos.

Por isso, anote tudo o que gasta. É possível fazer esse controle em um caderno, em uma planilha criada por você ou até mesmo em um modelo pronto da internet. O importante é ser honesto e colocar até aquele cafezinho ou bombom que você costuma comprar após o almoço.

Uma sugestão: o blog da Comunidade lançou há pouco tempo uma Planilha gratuita de Controle de Gastos Mensais com a equipe do Me Poupe. Vale a pena conferir!

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2. Reduza os custos fixos e os variáveis

O ideal é eliminar o que for dispensável e deixar somente o básico. Analise quais são as suas despesas essenciais, como contas de água, luz e telefone, aluguel e transporte. Esses são os gastos prioritários. Ainda assim, você pode tentar reduzi-los, por exemplo, ao trocar o plano do celular.

Os gastos mensais dispensáveis devem ser eliminados parcial ou totalmente. Por exemplo: verifique se a assinatura da sua revista oferece uma modalidade digital mais barata ou se existe uma academia com mensalidade mais baixa.

No supermercado, compre apenas o necessário. Monte um cardápio semanal para saber antecipadamente o que precisará adquirir. Faça uma lista de compras e atenha-se a ela. Lembre-se ainda de pesquisar os preços e, se possível, busque as compras coletivas, por exemplo, optando por “atacarejos”.

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3. Pense se precisa mesmo do cartão de crédito

O cartão de crédito é um ótimo recurso para compras de valor mais alto e que podem ser parceladas sem juros. Porém, é um grande fator de endividamento para quem se descontrola nas compras. Por isso, se quiser manter o cartão de crédito, busque se disciplinar e anote todas as compras empenhadas antecipadamente.

Na sua planilha, liste mensalmente os valores que já precisa pagar na fatura. Deixe o cartão somente para aquisições de valor elevado e que não oferecem descontos à vista. Para o restante, prefira economizar mensalmente e pagar à vista.

4. Quite suas dívidas e economize

As últimas etapas são essas, mas o pagamento das dívidas deve ser feito junto com as outras recomendações já listadas. A regra é: anote seus gastos, imponha um limite e tente fazer sobrar, pelo menos, 10% para pagar as dívidas. Renegocie com bancos e lojas e tente obter taxas de juros para ter uma parcela que caiba no seu orçamento.

Depois disso, use o mesmo percentual (ou mais) para guardar como reserva de emergência. Essa é uma forma de adquirir o hábito de poupar e, posteriormente, de investir.

5. Encontre maneiras de complementar a renda

Nessa hora de equilibrar as finanças, vale a pena pensar em complementar sua renda. Assim, você terá um valor mais alto para o seu dia a dia e terá a oportunidade de pagar as contas no vencimento, ao mesmo tempo que quita suas dívidas ou economiza.

Então, o que fazer? Apresentamos algumas ideias a seguir.

Cuide de pets

Os animais de estimação estão em alta e se tornaram uma fonte de renda para várias pessoas. Por meio de sites como o Pet Anjo e o Dog Hero, você encontra donos de pets que precisam de alguém para cuidar deles por alguns dias. Em troca, recebe uma remuneração.

Venda itens que deixou de usar

Os brechós online são oportunidades excelentes para vender roupas, calçados e livros que você não deseja manter, mas que estão em bom estado. Você pode fazer isso em grupos de redes sociais ou em sites especializados, como o Repassa e o Enjoei.

Responda a pesquisas de opinião

As respostas a pesquisas remuneradas podem render um dinheirinho extra. Você pode fazer esse processo todos os dias e até trocar os valores por produtos de que precisa. Entre as opções estão: Opiniões de Valor, Mundo de Opiniões e Conecta-i.

Vire freelancer

A carreira freelancer é uma das maneiras mais comuns de obter uma renda extra. A ideia é oferecer serviços a partir de suas habilidades — como revisão, tradução, produção de conteúdo ou diagramação — em plataformas especializadas, como a da Rock Content.

É só fazer seu cadastro e um teste para começar a trabalhar! A vantagem é ter demanda com frequência e a garantia do dinheiro na sua conta todos os meses.

Seguindo todas essas dicas, pode ter certeza de que suas finanças sairão do vermelho e ficarão no azul. Agora você já sabe como reduzir gastos e de que maneira melhorar o seu orçamento. Então, que tal colocar as ideias em prática?

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