Por Isabela Sartor

Psicóloga por formação. Perita em Hogwarts por diversão.

Publicado em 15/04/2019. | Atualizado em 07/06/2019


Você já tentou divulgar seus trabalhos nas redes sociais e na internet sem sucesso? Veja como fazer corretamente para atrair e conquistar novos clientes!

A Gig Economy, com a internet, traz várias vantagens, como a flexibilidade dos nossos horários e a possibilidade de trabalhar onde quisermos. Afinal, conseguir fazer um dinheirinho, trabalhando de pijama, com o laptop na cama, não é privilégio de qualquer um.

No entanto, como nada é perfeito, podemos ter algumas adversidades: nem sempre é fácil conseguir jobs. E, como ter uma postura ativa, às vezes, é necessário, faz toda a diferença você saber como divulgar seu trabalho freelancer!

Porque, né, os boletos não param de chegar e plantar uma árvore de dinheiros até agora não deu certo com ninguém (infelizmente). Essa é, também, uma forma de conseguir um posicionamento no mercado e, aos poucos, aumentar seu valor de cada produção, trabalhar menos horas por dia e chegar ao privilégio de poder escolher somente aqueles trabalhos que aparentam ser mais vantajosos.

Isso fará que você evite um burnout, por precisar trabalhar mais que seu organismo aguenta (posso ouvir um amém?).

Ou seja, o que eu quero dizer é que se a montanha (o pedido de produção) não vem até Maomé (a gente), Maomé (nós) pode (podemos) ir até ela (ele).

Pronto para conquistar mais autoridade e conseguir chuva de jobs na carreira dos seus sonhos? Então, vamos lá com as dicas!

Entenda como você atua

Bem, a primeira sugestão de como divulgar seu trabalho freelancer é você ter um pouco de autoconhecimento, para entender o seu próprio jeito de atuar. Nisso, você precisa refletir sobre alguns pontos, como:

  • O que diferencia você dos demais freelas? Existem milhares de freelancers por aí. Alguns são melhores em uma coisa, outros em outra. Então, o que você pode oferecer para ser fora da curva? Agilidade? Criatividade? Conhecimentos específicos em uma área?
  • Por quais motivos os clientes devem optar por você? Como você consegue resolver o problema deles?
  • O que você faz nas suas produções que costuma agradar? Sabe aqueles elogios que a maioria dos clientes ou colegas de profissão dão?
  • Como você pode fazer os clientes gostarem ainda mais de você? Tem algum aspecto que você precisa melhorar? Por exemplo, fazer mais cursos e ampliar seus conhecimentos? Dar mais atenção aos feedbacks?
  • E na relação com seus clientes? Que tipo de atitude você teve até aqui que deu certo e errado na forma de se comunicar?

As respostas vão ajudar você a compreender seus pontos fortes (para ressaltá-los) e o seus pontos fracos (para melhorá-los).

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Tenha em mente o que você vai oferecer

Depois dessa autoanálise, agora fica mais fácil você saber exatamente o trabalho que você oferecerá.

Pense em uma empresa importante que queira vender os produtos que acabaram de ser lançados. Para que os consumidores se interessem por eles, ela precisa ter um conteúdo que gere identificação e vontade de consumo.

Da mesma forma é a ideia que você vai passar sobre os seus serviços. Elabore a mensagem que você quer passar ao público, incluindo os benefícios que seus futuros clientes terão com o que você está oferecendo. É nela que você vai colocar todos as suas qualidades e qual problema você é capaz de resolver.

Tente criar algo claro, objetivo, conciso e relevante. Aborde, nessa ideia, as respostas para possíveis perguntas que as pessoas fariam a você sobre suas produções e forma de trabalhar. E, claro, pense na conversão. O que você pode dizer (e que seja uma verdade, óbvio) que teria o poder de engajar?

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Entenda sobre personal branding

Você já chegou a pensar que, ao trabalharmos nesse estilo freelancer, somos, de certa forma, empreendedores? Nós somos nossa própria empresa e devemos gerenciá-la, de modo que pessoas se interessem e queiram contratar nossos serviços.

Dessa forma, nossa imagem pessoal pode ser comparada a uma marca. E, como toda marca, ela precisa ter reputação, gerar confiança e transmitir algum tipo de mensagem. Por exemplo, a Coca-Cola tenta passar uma imagem ou sentimento de felicidade. A intenção é que quando as pessoas consumam o produto se sintam assim. Ou então, que quando queiram se sentir assim, procurem por ele.

Então, personal branding pode ser definido como a construção e o gerenciamento da sua marca pessoal. É aquilo que você, como freela, quer que as pessoas percebam, sintam, julguem quando escutam o seu nome. E não se espante com esse termo “julgar”. Porque isso acontece o tempo, com todos nós, ainda que de forma inconsciente. A palavra não tem necessariamente um significado pejorativo. Podemos julgar algo como bom, ruim, bonito, fraco, inteligente etc.

Construa sua marca pessoal

Bem, então você percebeu como é séria essa questão de construir sua identidade e passar alguma mensagem por meio dela, certo? OK, agora pense como divulgar seu trabalho freelancer, transmitindo, ao mesmo tempo, uma imagem sobre você.

Vou dar algumas sugestões aqui. Sabe aquelas perguntas que você fez a si mesmo lá no começo do artigo? A partir delas, você começou a definir aquilo que você vai oferecer, certo? Então, reflita: qual a primeira coisa que você quer que as pessoas pensem quando vejam seu nome? Alguém mais sério e focado? Alguém divertido e criativo? Alguém com grande conhecimento em uma área específica? Não existe uma resposta certa aqui, pois ela sempre será particular. Então, o que é bom para mim pode não ser para você.

Aliás, nesse aspecto de construção de marca, o ideal mesmo é que não existam cópias e que você tente ser o mais original possível. Afinal, se todos nós formos iguais, o que teríamos a acrescentar aos clientes?

É importante, ainda, você ter a consciência de que suas interações em redes sociais, ou seja, aquilo que você curte, o que você posta, o que você escreve nos comentários, o seu desabafo, aquele textão: tudo faz você construir sua imagem e, por meio dela, a sua reputação. Mas calma, você não precisa ficar travado, agora que sabe dessa informação. Um pouco de espontaneidade pode ser positivo também, ela torna você uma pessoa mais real, humanizada, sem máscaras. No entanto, reflita se suas atitudes condizem com o que você quer, realmente, passar.

Um storytelling também é um bom jeito de começar criando sua marca pessoal. E, claro, estar em pelo menos uma rede social é muito importante para você que trabalha por meio da internet.

Além disso, é possível gerenciar sua marca fora da internet também. Por exemplo, se você produz conteúdos sobre o assunto nutrição e saúde, que tal ir a um workshop, no qual estejam vários nutricionistas e distribuir pequenos panfletos falando dos seus serviços e de como você pode ajudá-los a ter mais autoridade na área deles? Ou, ainda, você pode tentar participar desses eventos dando alguma palestra sobre a importância de marketing de conteúdo nos dias de hoje.

Então, todas essas são formas de ganhar notoriedade, construir um conceito sobre você mesmo e fazer com que as pessoas te conheçam.

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Saiba quem são seus clientes

Você pensa que a definição da persona só serve para produzirmos jobs? Pense nos seus clientes como seu público-alvo e crie uma persona com base nas características deles. Isso vai fazer com que suas ações de tornem mais direcionadas, você atinja as pessoas certas e consiga mais conversão.

Não adianta nada você ter ações estratégias de branding, criar conteúdos relevantes, conseguir com que muitos leiam seus artigos, mas não se interessarem em contratarem seus serviços um dia, certo?

Se você já está bem acostumado a ver pautas com a descrição completa, você pode se inspirar na estrutura delas para montar esse seu cliente ideal.

Assim, tente coletar:

  • idade;
  • estado civil;
  • renda;
  • cidade;
  • profissão;
  • desejos;
  • necessidades;
  • problemas.

Com relação aos 3 últimos pontos ─ desejos, necessidades, problemas ─, tente detalhá-los bem, já que eles podem dar ótimas ideias para fazer CTAs, criar aquela introdução poderosa, fazer chamadas sociais ou até saber conduzir uma conversa em feiras e congressos.

Faça marketing de conteúdo

Se você escreve ou revisa conteúdos como ghostwriter de alguns clientes, por que não fazer produções para atraí-los até você?

A partir das informações da sua persona, resolva parte das dificuldades das pessoas criando artigos envolventes. Além disso, é uma forma de construir uma posição de influenciador, mostrando que você domina determinado assunto. Isso fará com que se sintam mais confiantes em contratar seus serviços.

É interessante você saber, aqui, que esses conteúdos não precisam ser apenas escritos. Gravar vídeos também está em alta e é uma boa alternativa para aquela audiência que não tem muito tempo de sentar e ler algo.

Lembre-se, ainda, de que os resultados desses seus investimentos não virão rapidamente. Na maioria das vezes, você colherá os frutos só no médio ou longo prazo. No entanto, não é por isso que você deixará de fazer.

Para que suas ações fiquem ainda mais completas, pense no conceito da jornada de compras ou do funil de vendas, elaborando textos ou vídeos para cada etapa. A intenção é transformar os visitantes em leads e estes em clientes.

Invista em mídias que possam ajudar

Então, você conseguiu definir sua persona, elaborou uns artigos ou ebooks interessantes, agora chegou a hora de divulgá-los. Essa parte é uma das mais importantes, pois não adianta você ter investido tanta energia nas etapas anteriores, se a sua audiência não tiver acesso às suas produções. Afinal, como conseguir clientes se eles nem sabem que você existe?

É interessante você entender, também, que o local onde você publicará seu trabalho freelancer dependerá do perfil da persona.

Agora, vamos conversar sobre os canais mais visitados?

Blog pessoal

Um dos caminhos mais eficientes para atingir os leads que podem contratar seus serviços é criando seu próprio blog. Muitos não implicam custos, mas se você puder comprar seu próprio domínio, isso pode ajudar você no SEO.

Por falar nisso, trabalhe na otimização dele, com boas palavras-chave nos locais indicados e tudo aquilo que você sabe ser legal para a conversão: layout agradável, links intuitivos, acessibilidade a smartphones e tablets e carregamento rápido das páginas.

No blog, você ainda vai publicar os seus melhores trabalhos (que podem ser de conteúdo escrito ou alguma arte, dependendo do seu caso), para que as pessoas possam conhecer um pouco sobre seu estilo. Isso é importante, pois, por mais habilidades que você tenha em um nicho ou em um formato de escrita, não necessariamente você será ótimo em tudo.

Assim, mostrando com clareza as suas capacidades você evita uma possível frustração de clientes que haviam imaginado um resultado diferente do que você entregou e, também, você vai conseguir atingir justamente aquele público para o qual você tem mais facilidade de produzir.

Caso queira, no blog, conte um pouco da sua trajetória para chegar aonde está agora (apesar de storytelling não ser só sobre você, dá para usar um pouco dessa tática aqui). Fale da sua decisão em se tornar freela, além de contar todos os cursos que você já fez. Nesse último, coloque os links dos seus certificados, para confirmar o que você está dizendo.

Se tiver condições, faça, ainda, uma seção com depoimentos de clientes que já te contrataram e gostaram do que você fez. Esse gatilho mental da aprovação social tende a deixar as pessoas mais confiantes em trabalhar com você.

Criar pacotes promocionais também pode ajudar a dar mais conversão. Por exemplo, se você faz redações para web, forme algum com 10 artigos e um valor um pouco abaixo do que se a pessoa fosse comprar tudo separadamente.

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Redes sociais

Redes sociais também são canais estratégicos para você conseguir ganhar visibilidade. Mas você não precisa estar em todas, Facebook, Pinterest, Instagram, Twitter, LinkedIn. É só entender qual a ideal para seu nicho e conseguir ser excelente nela.

Para isso, é recomendado que você tenha uma atuação contínua e deixe de lado o medo de se expor (se ele tiver sido um empecilho até aqui). Confie em você e nos feedbacks que já recebeu pelos seus trabalhos e vá, aos poucos, aparecendo.

Pinterest e Instagram são mídias as quais prezam muito por boas imagens. Assim, caso você seja diagramador ou fotógrafo, por exemplo, elas se encaixam muito bem. Então, capriche nas fotos, pois são elas que farão as pessoas notarem suas postagens.

No Twitter, você pode postar pensamentos e frases em até 280 caracteres. O Facebook permite que você crie uma fan page ou interaja em comunidades da sua área, troque ideias com outros profissionais e compartilhe algumas de suas produções. O LinkedIn exige um pouco mais de formalidade, mas pode dar grandes oportunidades para construir mais relevância na área, criar uma interessante rede de contatos e mostrar-se disponível a trabalhar.

Algumas dessas redes, como o Facebook, o Twitter e o Instagram ainda permitem que você acompanhe as métricas de interação, o que é útil como um feedback, para você avaliar as ações que têm dado efeito e ter insights de melhorias.

Então, agora que você já aprendeu várias formas de como divulgar seu trabalho freelancer, é só partir para a execução e analisar constantemente seus resultados, que uma hora começa a chover clientes. Daí você vai olhar para cima e cantar: “it´s raining jobs, aleluia, it´s raining jobs…”.

Que tal você ter um direcionamento mais exclusivo de como prospectar mais audiência pelas redes sociais? É só clicar no link para baixar o ebook!

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