Por Raphael Saavedra

Jornalista, produtor de conteúdo e apaixonado por todo o tipo de informação.

Publicado em 15/05/2018. | Atualizado em 30/08/2019


Quer aplicar em produtos de renda variável, mas não sabe como comprar ações? Separamos quatro formas para você diversificar os seus investimentos e lucrar com a bolsa de valores!

Já pensou em ganhar dinheiro na bolsa de valores? Você sabe como comprar ações? Esse mercado desperta os sonhos dos brasileiros, mas a maioria da população tem medo de perder o seu dinheiro e opta por produtos financeiros menos rentáveis, como a poupança.

No mercado de ações, os investidores viram sócios das empresas e lucram com a sua valorização. Em tempos de juros baixos, essa opção se torna mais interessante porque não há limite para os ganhos, mas é importante ter uma estratégia e conhecer os melhores tipos de investimento para escapar dos prejuízos.

Separamos 4 opções diferentes para você investir em ações, o que é ideal para quem tem poucos conhecimentos sobre o mercado. Confira!

1. Fundo de investimento

Se você é iniciante na bolsa de valores, os fundos de investimento são a melhor opção para ter o primeiro contato com a renda variável. Em vez de comprar as ações diretamente, essa decisão é terceirizada para pessoas com maior capacidade de tomar as decisões e aproveitar as oportunidades.

Nos fundos, o investidor adquire uma ou mais cotas que são oferecidas pelas instituições. O valor total é administrado por um gestor, que é um profissional com experiência no mercado financeiro e que tem a função de montar a estratégia e fazer as aplicações. Os lucros são divididos proporcionalmente entre os participantes.

Nesse caso, as taxas de corretagem (custo da aplicação) e custódia (para “guardar” as ações) são divididas e praticamente desaparecem. Para remunerar o gestor, a taxa de administração é um percentual cobrado anualmente sob o valor investido — alguns fundos cobram taxa de performance (se os lucros forem altos) e de carregamento (para resgatar o dinheiro).

Os fundos ficam disponíveis no site das corretoras, junto com as suas informações e os seus resultados nos últimos anos. Para escolher a melhor opção, é importante estudar o gestor e analisar a rentabilidade nos últimos 36 meses, porque esse tipo de investimento é de longo prazo e as variações podem ser negativas em períodos curtos.

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2. Fundo de índices (ETFs)

O fundo de índices, também conhecido como ETFs (Exchange Traded Funds), é a compra de um pacote de ativos, o que diminui o risco da operação. Para aqueles que têm medo ou não sabem como comprar ações, essa é uma forma de diversificar o portfólio com custos mais baixos.

O objetivo desses fundos é usar um índice da bolsa de valores como referência e buscar uma rentabilidade igual ou superior a ele. Um exemplo conhecido é o BOVA11, que segue o Índice Bovespa com as ações mais negociadas na bolsa brasileira. Se a Bovespa subir 5% no período, esse ETF terá um rendimento parecido.

Ao contrário dos fundos de investimento, os ETFs são negociados diariamente na bolsa, então as operações de compra e venda são mais rápidas. O mínimo de participação são 10 cotas, mas os valores são mais acessíveis do que nas ações diretas — é possível encontrar produtos a partir de R$50.

A principal vantagem dos fundos de índices é a diversificação da carteira, o que mitiga os riscos em tempos de instabilidade econômica. Isso ocorre pelo equilíbrio das ações, pois mesmo que um ativo tenha grande variação, o restante deles ficará estável e diminuirá a volatilidade dos resultados.

3. Clubes de investimento

O clube de investimento tem um funcionamento parecido com o fundo, mas permite uma autonomia maior do participante. Um grupo de três a 50 pessoas se junta para aplicar em produtos de renda variável, como ações e derivativos, e elege um gestor para cuidar do patrimônio.

Esse profissional pode ser um participante do clube ou contratado de fora, mas deve ser aprovado em assembleia geral. A administração deve ser feita por uma instituição financeira que tenha participação no mercado, como corretoras e bancos, com a cobrança de uma taxa.

Pelas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os clubes devem investir, no mínimo, 67% do patrimônio em ações, fundos de índices e outros produtos de renda variável. O retorno vem da valorização das cotas, que ocorrem quando as aplicações têm resultados positivos.

Essa modalidade é vista como uma porta de entrada para os investidores que não têm experiência. Dessa forma, eles terão a capacidade de conhecer o funcionamento do mercado e montar estratégias para explorar produtos mais complexos, em que os riscos são maiores.

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4. Compra direta de ações

A última forma de como investir em ações é a mais conhecida pela população, mas também é a mais arriscada para quem não é expert no mercado financeiro. Na compra direta, é o investidor que monta a sua carteira e define os ativos que estarão nela, além de arcar com as taxas.

As corretoras oferecem plataformas para você comprar e vender ações — a mais conhecida é o home broker. A negociação é feita por meio de ordens: o investidor cria uma ordem de compra para uma ação da Petrobrás por R$ 27,60, por exemplo. Quando alguém abre uma ordem de venda pelo mesmo valor, a operação é finalizada.

Pelas taxas incidentes (corretagem e custódia), não é recomendado utilizar essa opção com valores pequenos, porque será necessária uma grande valorização das ações para compensar os custos. Por outro lado, esse é o caminho natural para o investidor que aprofundou os seus conhecimentos e juntou uma boa quantia.

Em abril de 2019, a Bolsa de Valores de São Paulo atingiu o número de 1 milhão de investidores pessoa física, o que significou um aumento de quase 500 mil em comparação ao mesmo período de 2018. O mercado sofre um processo de mudança e a população abriu os olhos para a possibilidade de lucros mais interessantes fora da poupança.

Agora que você sabe como comprar ações, o próximo passo é encontrar uma corretora e realizar as suas primeiras aplicações. A porcentagem da sua renda destinada para a renda variável é definida pelo perfil de investidor, que indica se você é conservador, arrojado ou moderado. Porém, uma parte deve sempre ficar em renda fixa para garantir o seu patrimônio!

Antes de investir, você deve organizar as suas finanças e separar, no mínimo, 10% dos seus ganhos mensais para essa atividade. E, se você quer melhorar sua relação com seu dinheiro, baixe a planilha de controle financeiro para freelancers!

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