Por Livio Santos

Administrador pós-graduado em logística que se encontrou na escrita.

Publicado em 13/09/2019. | Atualizado em 13/09/2019


Eu trabalhando como redator freelancer, minha companheira francesa com suas traduções e nossa Kombi 1971: conheça a história de como trabalhamos enquanto viajamos e exploramos o Brasil afora!

Sabe aquele sonho de ter um trampo “bem-sucedido”, um carro do ano, o telefone de última geração e ostentar um monte de coisas materiais?

Pois é, eu  fora!

Falo isso, porque experimentei cargos importantes em empresas grandes por, pelo menos, 5 anos até “jogar tudo pro alto” e tentar uma vida mais simples, porém com muito mais sentido! Foi aí que apostei na ideia de virar freela e viajar pelo mundo! 

Se você acha que tudo isso é loucura, vou provar o contrário e mostrar que a satisfação e a liberdade de escolha são muito mais valiosas do que qualquer carteira lotada de dinheiro.

Por isso, chega mais e embarque na aventura do Eco Durismo: o casal de freelas que adaptou uma Kombi e saiu viajando por aí!


Cidade grande, estresse, patrão:  fora! 

Bom, para entender melhor como começou essa ideia de virar freela e viajar pelo mundo, é preciso voltar alguns anos, mais exatamente em 2014, quando eu trabalhava em uma empresa conhecidíssima na área de petróleo e ocupava um cargo de confiança.

Isso me garantia uma boa grana no final do mês, um carro novo, iphone, restaurantes e um tanto de coisa que, sinceramente, não me satisfazia em nada. 

Ao mesmo tempo, um velho camarada tinha me convidado para ajudá-lo em seu hostel em Paraty, no Rio, que estava quase por fechar. Para você ter uma ideia, o estabelecimento funcionava como uma comunidade alternativa e longe de qualquer fim lucrativo: toda a grana gerada era para sustentar o coletivo que lá vivia e manter a casa funcionando! 

Quer saber o final? Nem pensei duas vezes! Dei o adeus definitivo ao mundo corporativo, devolvi o carro, o telefone e abri mão de um salário certo e bem recheado para apostar na maior aventura de minha vida.

A Kombi, a nova vida e um casamento perfeito


Se você está se perguntando “quando a kombi entrou nessa história?”, relaxa! Eu já tinha essa “velhinha” na garagem, mas nunca tive intenção de viajar com ela. Ao decidir me mudar pra Paraty, não tive outra alternativa a não ser colocar o motor de mais de 45 anos pra rodar de verdade!

E lá fui eu, sozinho, a bordo de uma Kombi 1971, laranja e azul, rumo a uma das cidades mais lindas do Brasil, apenas com a garantia de poder dormir em uma cama do hostel e ajudar no que pudesse por lá. Tudo fluiu melhor do que poderia imaginar!

Finalmente, eu parecia ter encontrado a minha tão sonhada liberdade: tinha trabalho no hostel, praia, cachoeira, comida orgânica, amigos, gente nova todos os dias e felicidade de verdade. 

Para melhorar ainda mais o que já parecia um sonho, numa certa manhã chega à recepção do hostel uma francesa se apresentando como a nova voluntária da equipe das próximas duas semanas, que atende pelo nome de Alê. Precisa dizer no que deu?


Bom, o que era para durar duas semanas, acabou em casamento e estamos juntos há 4 anos nessa aventura!

O trabalho com a Rock Content e o início da trip de Kombi 

Foram dois anos direto em Paraty de muitas histórias e momentos marcantes! Porém, para a Alê já parecia ser tempo suficiente por lá e ela queria explorar o novo país que tinha decidido viver!

Só tinha um “porém”: ela já trabalhava como freela de tradução e, eu, continuava naquela vidinha boa do hostel, porém sem a grana necessária para viajar.

Pô, minha companheira queria viajar e tínhamos uma kombi linda parada lá fora! Faltava o quê pra começar uma nova aventura?

Bastou isso para me tocar que precisava arrumar um jeito de fazer uma grana e cair na estrada com elas. Foi aí que meti a cara nos cursos da Rock Content, passei nas primeiras candidaturas e comecei em alguns projetos! Quando me dei conta, já tinha me tornado freela e agora era viajar o mundo! 

Montamos a kombosa do nosso jeito, sem grandes investimentos, apenas com uma cama fixa e um pequeno armário para guardar as tralhas. Assim, nasceu o que chamamos de Eco Durismo! Afinal, de início a grana era bem curta, mas o desejo de conhecer e viver tudo aquilo era o que, de fato, valia! 

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O mundo não tem mais fronteiras para a gente

Nessa trip de kombi, eu trabalhando para a Rock Content e ela fazendo as traduções dela, passamos 1 ano inteirinho a bordo da “velhinha” de 1971, que foi nossa casa e escritório.


Assim, conhecemos muitos lugares, outros aventureiros, viajantes, nômades, sonhadores, passamos por perrengues e também por momentos tranquilos, chuva, sol, frio, calor, surpresas e sustos!  

No entanto, em momento algum, nem por um segundo, passou pela nossa cabeça aquela vontade de voltar atrás ou de se arrepender por tudo o que fizemos.

Pelo contrário, hoje, não vemos mais limites e nem vemos o horizonte à nossa frente. São, pelo menos, 4 anos de um casamento perfeito entre duas pessoas com os mesmos sonhos, uma kombi e um mundo infinito a ser explorado!

Enfim, essa é a história de dois freelas apaixonados um pelo outro e, principalmente, pelo o que fazem e que veem a liberdade como o maior de todos os salários que um trabalho pode proporcionar.

Ah, e se você quer saber qual é o paradeiro do casal viajante, lá vai: chegamos à França em agosto desse ano e a ideia é dar continuidade a aventura por aqui agora! Em relação a nossa colorida e querida Kombi 1971, essa se encontra à venda no Rio de Janeiro, na esperança de encontrar novos donos para novas histórias.

E aí, curtiu a coluna e também acha que se realizou como freelancer? Então, tá esperando o que pra compartilhar sua história com toda a Comunidade? Conta mais, vai!

Livio Santos

Sou formado em administração e pós-graduado em logística, mas foi na escrita que me encontrei como profissional. 

Eco Durismo: FacebookInstagram | Site

Você tem alguma história de vida como freelancer que gostaria de compartilhar com a gente? Confira o formulário abaixo.
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