Por Lívia Chaves

Tradutora, revisora, taurina caricata, sistemática até os ossos e apaixonada por papelaria.

Publicado em 16/09/2019. | Atualizado em 13/09/2019


O Bullet Journal, também chamado de BuJo, é um método de organização criado por Ryder Carroll. No site oficial, é definido como “uma prática de mindfulness disfarçada de sistema de produtividade. Foi pensado para ajudar você a organizar o seu ‘o quê’ enquanto você se mantém atento ao seu ‘porquê’”.

Você está buscando uma nova maneira de se organizar? Não consegue se adaptar às agendas tradicionais ou aos planners prontos? Sente que nada funciona para você? Está na hora de experimentar o Bullet Journal!

Neste post, vou mostrar o que é esse método e como ele funciona, além de dar várias dicas — aprendidas em anos de experiência com a ferramenta — para criar o Bullet Journal perfeito para você.

Se você já usa o Bullet Journal e quer repensar seu layout ou aperfeiçoar seu sistema, o conteúdo também é para você. Continue acompanhando e descubra dicas imperdíveis!

O que é Bullet Journal?

O Bullet Journal, também chamado de BuJo, é um método de organização criado por Ryder Carroll. No site oficial, é definido como “uma prática de mindfulness disfarçada de sistema de produtividade. Foi pensado para ajudar você a organizar o seu ‘o quê’ enquanto você se mantém atento ao seu ‘porquê’”.

Na prática, Bullet Journal é quando alguém personaliza as folhas de um caderno para se organizar, planejar suas atividades e acompanhar seus hábitos

As principais características desse sistema são a flexibilidade e a possibilidade de personalização completa, adaptando os espaços para anotações de acordo com as necessidades individuais.

Inclusive, ele é perfeito para freelancers, porque permite um arranjo customizado das tarefas e das informações, viabilizando a organização perfeita mesmo em uma rotina considerada “irregular”. 

Vamos descobrir como isso funciona?

Como funciona o Bullet Journal?

Como já mencionei, o BuJo é uma personalização das folhas de um caderno para organizar e planejar atividades. Isso é feito criando espaços de anotação nas páginas em branco, com caneta, lápis de cor e outros materiais. Mas a verdade é bem simples: o Bullet Journal funciona do jeito que você quiser.

Seu Bullet Journal pode ser praticamente um livro de artista, cheio de desenhos e colagens. Ou pode ser superminimalista, seguindo a ideia de ser uma simples lista diária de afazeres. A pergunta que deve ser feita é: o que funciona para você?

Essa é a essência e a beleza do método: a flexibilidade e a liberdade que ele traz. A sabedoria está em descobrir o formato perfeito para a sua rotina. Veja a seguir como fazer isso!

Como criar o Bullet Journal perfeito em 5 passos?

1. Entenda o seu objetivo

Esse é o primeiríssimo passo. Não é possível avançar sem entender como um Bullet Journal poderia te ajudar. 

Você pode se perguntar, por exemplo:

  • O que me incomoda em agendas tradicionais? Por que não consigo usá-las?
  • Qual é a minha necessidade de anotação diária? 
  • Como é a minha rotina?
  • Que tipo de anotações preciso fazer?
  • Tenho muitos ou poucos compromissos com hora marcada?
  • Quais são as minhas tarefas recorrentes (que preciso fazer diariamente, semanalmente etc.)?
  • Também tenho tarefas esporádicas?
  • Vou usar o BuJo para organizar estudo, trabalho, vida pessoal ou tudo de uma vez? 
  • Preciso de muito espaço para anotações (atas de reuniões, aulas, lembretes)?

Depois de responder a essas e outras perguntas que achar pertinentes, você vai amadurecendo o formato do seu Bullet Journal perfeito. Falaremos disso novamente nos passos 4 e 5.

2. Escolha o tipo de caderno 

O Bullet Journal pode ser feito com qualquer caderno, literalmente. O ideal é escolher de acordo com as suas necessidades e preferências. Veja a seguir algumas considerações.

Tamanho

Minha sugestão é um caderno médio, tamanho A5. Atende perfeitamente e é bem portátil. Na foto, o caderno à esquerda é maior (tamanho não padronizado), os do meio são A5 e o da direita é A6.

Modelo

Tanto faz ser espiral, brochura ou lombada quadrada. Mas também há os fichários e os modelos em que as páginas são removíveis e reposicionáveis, permitindo trocá-las de lugar. Eles são bastante práticos para quem quer ter várias seções diferentes sem limitar o tamanho que elas vão ter. 

Photo by Renáta-Adrienn on Unsplash

Gramatura do papel

Se você gosta de desenhar ou usar canetas coloridas, considere uma gramatura maior para evitar transferência de tinta para o verso do papel. Gramatura é a “densidade” do papel (não necessariamente tem a ver com sua espessura) e é medida em gramas por metro quadrado (g/m²). 

Algumas marcas informam a gramatura na última ou na primeira página.

Tipo de miolo

Folhas pontilhadas e quadriculadas são uma mão na roda na hora de riscar os layouts, mas nada impede que você use páginas pautadas ou totalmente em branco. Nesse caso, recomendo que você crie um molde com um papel mais duro para facilitar os traços.

3. Estabeleça legendas

As legendas são códigos usados para sinalizar a natureza da tarefa, seu status ou sua prioridade. Isso é importante para simplificar a rotina e otimizar o tempo por meio de um estímulo visual: você bate o olho e sabe o que já foi feito, o que ainda está na lista e o que é urgente.

Símbolos

Você pode usar símbolos para criar essa linguagem visual. Se eu tenho um compromisso com hora marcada, por exemplo, eu simbolizo com um quadrado. Se for uma tarefa, eu uso uma bolinha. 

Se a bolinha estiver colorida, sei que a tarefa foi realizada. Se estiver com um pontinho no meio, sei que comecei mas não terminei. E se estiver com um x, é porque não foi feita. 

Você pode inventar seus próprios símbolos, mas é importante não exagerar na quantidade. Um código muito extenso pode atrapalhar mais do que ajudar. 

Lembre-se também de anotar a legenda em um cantinho acessível do BuJo para consultar quando precisar. 

Cores

O uso de cores ajuda muito no estímulo visual. Para isso, você pode usar canetas, lápis de cor ou marcadores coloridos. Se cada cor tiver um significado, você consegue visualizar rapidamente a categoria da tarefa. 

Como eu tendo a simplificar, uso apenas o marca-texto azul para tarefas profissionais, o cinza para pessoais e o vermelho para urgentes.

4. Defina as seções

Também chamadas de “logs”, as seções do Bullet Journal servem para dividir as categorias de anotações e manter o caderno ordenado. Você pode escolher a quantidade e o tipo das seções, mas algumas são clássicas. Veja a seguir.

Índice

Como o nome diz, o índice é um catálogo que contém todas as seções do seu BuJo e suas respectivas páginas. 

Fica lindo, mas nunca consegui usar direito: nos primeiros anos, os meus cadernos não tinham as páginas numeradas. Imagina o trabalhão, numerar uma por uma! 

Uma alternativa que encontrei foi colar adesivos na borda da primeira página de cada seção, ou usar um clips colorido para identificar.

Log futuro e log mensal

Essas duas seções podem ser fundidas em uma só ou separadas — se você encontrar propósito nisso. Mas, em resumo, trata-se de um lugar onde você vai registrar eventos futuros (aniversários, viagens, feriados, entregas de trabalhos, aquele casamento marcado com meses de antecedência…). Pode ser em formato de calendário ou apenas um espaço reservado para cada mês.

Photo by Estée Janssens on Unsplash

É bom para quem gosta de ter uma visão geral. Mas, como eu prefiro ser prática, anoto os compromissos diretamente nos dias do “daily log”, que veremos a seguir. Isso faz com que eu não precise anotar a mesma coisa duas vezes.

Também pode ser útil para quem ainda não tem os dias desenhados até o fim do ano, mas eu gosto de deixar vários meses ou até o ano inteiro pronto com antecedência.

Log semanal ou diário

Esse espaço fará as vezes da “agenda” propriamente dita. Nele, você colocará todos os dias, agrupados de dois em dois, de três em três ou como preferir. Minha versão favorita é a semanal: os sete dias da semana na mesma página. Isso me dá uma boa visão do que tenho pela frente e consigo me programar melhor. Falaremos mais sobre isso abaixo.

Photo by Estée Janssens on Unsplash

Collections

As “collections” são seções extras completamente personalizáveis, que servem para acompanhar projetos, registrar hábitos e alcançar objetivos específicos. 

Se você quer emagrecer, por exemplo, pode fazer uma collection sobre hábitos de alimentação ou exercícios. Se precisa economizar, um controle de finanças também vai bem. 

Veja uma lista de collections populares:

  • controle de alimentação;
  • sugestão de menu semanal e mensal;
  • controle de exercício físico;
  • controle de ingestão de água;
  • controle de finanças;
  • rastreador de hábitos diversos;
  • rastreador de humor;
  • cronograma de limpeza da casa;
  • cronograma de skincare;
  • lista padrão para malas;
  • citações memoráveis;
  • motivos diários de gratidão;
  • resoluções de ano novo;
  • receitas para testar;
  • viagens feitas ou planejadas;
  • lista de livros, séries ou filmes;
  • aniversários;
  • endereços importantes.

Seções de anotações e “brain dump”

É bastante útil separar um espaço para manter informações gerais que não se encaixam em nenhuma collection, ou anotações maiores como atas de reuniões. 

Tenha também um “brain dump”: um local para despejo ou depósito de ideias repentinas, lembretes e apontamentos diversos. Mantenha essa página sempre acessível, identificando-a com um clips ou adesivo.

5. Crie o layout

Lembra que eu falei que o primeiríssimo passo é entender como é a sua rotina e o que você precisa organizar? Isso vai te ajudar a montar o layout do seu Bullet Journal. 

Por exemplo, se todos os dias você tem que fazer várias tarefas impreterivelmente, seu espaço diário deve ser maior. Mas se tem uma tarefa que você precisa fazer na semana, e não necessariamente em um dia específico, que tal deixar um espaço para uma lista genérica de afazeres? Isso evita que você tenha que copiar uma anotação de um dia para o outro, caso não tenha conseguido cumprir a tarefa.

Depois de entender a minha rotina e aperfeiçoar meu método, o layout ficou assim:

De um lado da página, eu coloco os dias da semana. É aí que eu anoto compromissos com hora marcada, como consultas e reuniões, além de tarefas que devem ser feitas naquele dia específico. Eu gosto desse esquema porque consigo visualizar de uma só vez como será toda a minha semana e os compromissos que eu tenho.

Do outro lado, tenho os espaços:

  • meu”: reservado para tarefas pessoais. É pequeno porque uso o Bullet Journal mais para tarefas do trabalho;
  • espere”: coisas que eu preciso da ajuda ou da resposta de alguém para resolver;
  • agora”: tarefas mais urgentes que não precisam ser feitas em um dia específico;
  • depois”: outras tarefas que podem ser feitas mais tarde, que não têm a mesma prioridade das que eu coloco no espaço “agora”.

Claro que esse é apenas um exemplo de layout, há vários outros modelos possíveis. Você precisa entender suas demandas e elaborar um design que sirva aos seus propósitos.

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Quais são os mitos do Bullet Journal?

Como tudo que é hype, o BuJo tem seus mitos e suas verdades. Muita gente deixa de usar o método porque só encontra por aí aqueles modelos superelaborados e layouts com desenhos incríveis. 

Photo by Noémi Macavei-Katócz on Unsplash

Claro, essa é uma possibilidade para quem tem talento, paciência e muito tempo livre. Mas não se assuste: o BuJo também pode ser minimalista e descomplicado — aliás, ele nasceu com esse pressuposto. Veja a seguir alguns dos mitos do BuJo!

Tem que saber desenhar?

Não! Como eu disse acima, é uma possibilidade e você pode tentar se gosta de desenhar, se tem tempo, se for uma pessoa criativa — enfim, se isso for te fazer bem. 

Muitas pessoas mantêm um Bullet Journal como forma de aliviar o estresse. Para elas, é terapêutico parar uns minutos do dia para elaborar aquele layout caprichado, mas essa não é uma exigência. E mesmo se você quiser ter um BuJo decorado, pode usar outros recursos como:

  • post-it colorido;
  • adesivos;
  • washi tape;
  • carimbos;
  • colagens;
  • fotografias;
  • clips diferentes e coloridos;
  • material para scrapbook.

Photo by Estée Janssens on Unsplash

Mesmo com uma caneta simples é possível fazer títulos bonitos:

Tem que ter letra bonita?

Não! Sua letra deve ser legível para você, apenas. Mas se quiser um bom truque de caligrafia trapaceira, este é ótimo: basta escrever normalmente e, depois, engrossar toda linha cujo movimento é descendente.

Tentou aí em casa? É muito simples e fica lindo! Esse truque imita o efeito das canetas com ponta pincel, que são mais difíceis de usar.

Tem que deixar o rim na papelaria?

De jeito nenhum. Se você ama papelaria, pode investir em vários recursos para enfeitar o Bullet Journal e ajudar a criar códigos de cor. Mas essa não é uma obrigatoriedade. Inclusive, o BuJo começou com a proposta de usar um caderno e uma caneta. Mais simples impossível, certo?

O BuJo tem que ser seu método exclusivo?

Não. É possível usar mais de um método, como planilhas e aplicativos. Basta criar um sistema que faça sentido. Tome o cuidado de entender bem onde você anota cada tipo de coisa, para não fazer confusão depois e ter dificuldade de encontrar uma informação.

Eu amo e uso o BuJo diariamente, mas também gosto de contar com aplicativos para tornar a minha rotina mais prática em alguns aspectos. Por exemplo:

  • faço o meu controle de peso com o Libra;
  • os meus hábitos são registrados com o 7 Weeks;
  • para anotações maiores, eu uso o Evernote;
  • para lembretes e listas de compras, o Keep é muito útil;
  • o Google Calendar é indispensável para reuniões de trabalho;
  • o Asana é excelente para controlar projetos com mais participantes.

Também tenho um calendário mensal impresso na minha cozinha, no qual eu anoto as tarefas compartilhadas da casa (regar as plantas, lavar roupa de cama, tirar o lixo) e as contas a pagar. 

No BuJo, vai todo o resto. Lembre-se sempre de que a ideia é que ele te ajude a se organizar, não que te atrapalhe. Então, se centralizar tudo nele for melhor, vá em frente. Mas se acha mais fácil usar outro método para um propósito específico, não há problema nenhum nisso. 

Inclusive, você pode fazer o trabalho “braçal” nos aplicativos e registrar o resumo no caderno todo fim de mês — como eu faço com o controle de hábitos.

Outras dicas

Entenda seu objetivo 

Já falamos sobre isso, mas vou repetir para reforçar a importância do autoconhecimento para o sucesso de um Bullet Journal. 

Cada um tem seus motivos para usar um BuJo. O meu principal é que minha memória é péssima: se eu não anotar, vou esquecer. Mas também funciono muito bem com estímulos visuais e amo papelaria, então o Bullet Journal é perfeito pra mim.

Um dos motivos pelos quais eu não me adaptaria aos planners prontos é que eu tenho metas e tarefas muito específicas na minha rotina de trabalho, por exemplo. Entender como seus dias funcionam é essencial para criar o melhor sistema possível no seu BuJo.

Compreender a sua motivação e suas necessidades também é importante não só para a criação do layout que vai te atender perfeitamente, mas para ajudar na construção do hábito. 

Teste antes de fazer

Uma ótima maneira de encontrar o layout ideal é testar antes. Busque aquele caderno antigo, que foi abandonado com várias páginas vazias no final. Use-o para fazer um teste por um mês, desenhando um layout diferente por semana. Ao fim desse período, você vai entender o que funciona e o que pode ser aperfeiçoado para se adaptar ao seu cotidiano.

Se puder, deixe o layout pronto para o ano inteiro

Pode parecer cansativo, e às vezes é. Mas ter o ano todo traçado é uma mão na roda para não precisar ter um “log futuro”, evitando anotar a mesma coisa duas vezes — o que, além de dar mais trabalho, pode fazer com que alguma informação se perca. 

Faça com antecedência, assim pode traçar um pouquinho por vez. Coloque uma música, faça um chá e vá com calma, curtindo o momento.

Tenha uma folha de teste de canetas

Dependendo da folha do caderno que você escolheu, algumas canetas podem causar transferência de tinta, “fantasmas” ou manchas. Por isso, antes de comprar aquele conjunto enorme e caro de canetas coloridas, teste a tinta delas em uma página do caderno dedicada a isso. Confie em mim, isso vai te poupar de passar raiva.

Busque inspiração

O Pinterest é um mar de inspirações e referências. Lá tem de tudo para todo gosto, desde os layouts assustadoramente elaborados até os mais minimalistas e monocromáticos. 

Se você buscar em inglês, as chances de sucesso são maiores. Por exemplo:

  • weekly spread” vai te mostrar modelos de layout semanal;
  • habit tracker” traz ideias de formatos criativos para controles de hábitos;
  • collections ideas” dá sugestões de listas para manter;
  • bujo monthly layouts” apresenta inspirações para o formato mensal;
  • bujo headers” ou “easy bujo banners” são palavras-chave que ensinam a fazer títulos bonitos para as seções;
  • com “DIY stamps” você aprende a fazer vários modelos de carimbos divertidos para enfeitar o BuJo.

É só usar a criatividade na hora de pesquisar!

O YouTube também é uma excelente fonte de inspiração, com dicas para quem adora desenhar, para quem gosta de decorar e para quem é minimalista.

Simplifique

Se você tem dificuldade de manter o hábito, tente deixar seu BuJo o mais simples possível. Mas simplicidade não significa tédio! Tem várias maneiras de deixar seu caderno bonito sem perder horas do dia para decorá-lo. Os adesivos e as washi tapes são uma ótima pedida nesse sentido.

Crie o hábito

O segredo de criar o hábito é encontrar prazer nas pequenas conquistas. Eu adoro quando faço uma tarefa e posso colorir a bolinha da lista: é uma sensação de dever cumprido, uma pequena satisfação que me anima a continuar fazendo minhas atividades.

Além disso, não adianta nada lembrar de um compromisso ou tarefa se seu BuJo ficou em casa, esquecido na gaveta da escrivaninha. Andar com o caderno sempre na mochila ou na bolsa ajuda bastante a anotar tudo sempre. Por isso é importante escolher o tamanho ideal.

Outra boa prática é ter um momento à noite para planejar o dia seguinte, ou no domingo para planejar a semana seguinte. Se for preciso, coloque um alarme no celular para lembrar de fazer isso. 

Não tenha dó do caderno

Sabe aquele lindo caderno feito à mão que você comprou uma vez, ou aquele Moleskine que foi caro e você tem dó de usar? Pode ir buscá-lo lá no armário agora mesmo e começar a usar! Não faz sentido ficar guardando para uma ocasião especial. Aliás, quer ocasião mais especial do que revolucionar sua maneira de se organizar? 

Além disso, é bom alinhar as expectativas: se for fazer as configurações à mão, você vai errar alguma coisa. Vai pular um dia, escrever “terça” duas vezes ou cometer um errinho de ortografia em algum lugar. Não se pressione tanto e não espere que tudo saia perfeito, às vezes nem as empresas profissionais ou gráficas conseguem isso. É só levar no bom humor, colar um adesivo por cima e vida que segue!

Não espere o “momento ideal”

Estamos quase no fim do ano, uma ótima hora para ir testando os layouts e identificando as suas necessidades, a fim de começar um BuJo novinho em folha no ano que vem. Mas se você estiver lendo este conteúdo no meio de março, ou no fim de julho, não se acanhe: pode começar seu Bullet Journal agora mesmo, que vai ser sucesso. Essa é uma das muitas vantagens de não estar submetido à rigidez de uma agenda regular, engessada.

Espero que você tenha gostado do post e se anime para começar, retomar ou aperfeiçoar seu Bullet Journal a partir das minhas dicas (se quiser saber mais, siga meu Instagram).

O mais importante é entender sua rotina a fim de realmente ser capaz de otimizar seu tempo e nunca mais esquecer uma tarefa ou compromisso! E, claro, curtindo o processo — porque organização não precisa ser chata.

Se o bullet journal vai ser sua ferramenta eleita para uma boa organização só depende de você. Para te ajudar nos primeiros passos, disponibilizamos gratuitamente um Planner incrível. Garanta o seu agora mesmo!

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