Por Isabela Sartor

Psicóloga por formação. Perita em Hogwarts por diversão.

Publicado em 29/05/2020. | Atualizado em 14/05/2020


Como anda sua autoestima profissional? Sabia que ela influencia no sucesso da sua carreira? Leia o texto, descubra como isso acontece e o que fazer a respeito!

Lidar com nossos pensamentos e sentimentos nem sempre é fácil, não é mesmo? Dentro da nossa cabeça moram fantasmas que podem nos dizer as coisas mais terríveis a respeito de nós. Os mais atrevidos aparecem, ainda, em momentos inapropriados, como durante a criação daquele job importante.

As sensações são as mais variadas. Sentir vontade de jogar no lixo aquele texto. Ter grande receio em compartilhar um artigo de própria autoria, por acreditar que não interessará ninguém. Sentir-se completamente incapaz, depois de um feedback destrutivo.

Qualquer semelhança com sua vivência não é mera coincidência. Talvez, você precise trabalhar a autoestima profissional. Mas o que significa exatamente essa expressão? E por que é tão importante dar atenção a esse aspecto?

Bem, esse é, exatamente, o tema da nossa conversa. Vamos lá?

O que é autoestima profissional?

Autoestima profissional é a percepção que fazemos a nosso respeito, no contexto do trabalho. É uma espécie de julgamento ou avaliação sobre nossa capacidade e o valor daquilo que entregamos. Ela é completamente subjetiva, já que cada pessoa tem sua própria métrica e referência a respeito do “ideal”. Mas é por meio dessa medida que atribuímos a nós uma validade.

Como diferenciar uma autoestima saudável da autoestima tóxica?

Alguns estudiosos do assunto classificam a autoestima como saudável e tóxica. Vamos conhecer de perto esses conceitos?

Autoestima saudável

É criada a partir daquilo que sabemos poder controlar. Como assim?

Por exemplo, não temos 100% de controle sobre um feedback que recebemos. Mas temos domínio sobre nossa dedicação e busca por aperfeiçoamento. Assim, olhamos para esses fatores e sentimos satisfação pelo nosso empenho e crescimento, ainda que não estejamos no ponto que queríamos.

Não significa acordar todos os dias amando tudo o que produzimos. Mas sim aceitar, com naturalidade, a possibilidade de fracassos. E, quando surgem, são vistos como oportunidades ao desenvolvimento. Isso nos leva a aceitar novos desafios e responsabilidades.

Autoestima tóxica

É criada a partir de um desequilíbrio da nossa avaliação no mundo interno e externo a nós. Ou valorizamos, de maneira exagerada, o que foge ao nosso controle, ou desprezamos completamente isso.

Por exemplo, se medirmos nosso nível de competência tendo como base a não existência de pedidos de ajustes, quando eles chegarem, teremos um sentimento ruim de inadequação e questionaremos nosso valor profissional. É algo que depende de uma ação ou julgamento do outro. Isso deixa nossa autoimagem totalmente vulnerável.

Sentir-se um pouco mal, diante da situação, é normal, desde que não seja uma sensação frequente. Porém, recriminar-se muito, mesmo que tenha sido, realmente, uma desatenção da sua parte, já não é legal.

Uma situação oposta, mas igualmente ruim, é desprezar totalmente uma opinião externa. Pessoas que agem assim se desconectam da realidade, pois não importa o que aconteça, nem o tamanho do erro, continuarão se sentindo especiais e indestrutíveis.

Qual a importância de uma autoestima profissional saudável?

Quem tem boa autoestima profissional sente mais energia e motivação. Tem iniciativa, autoconfiança e perseverança para buscar atividades que tragam crescimento. A pessoa pode até se incomodar com os erros cometidos, mas investe forças para remediá-los, em vez de entrar em um looping infinito de autopiedade.

Uma autoestima tóxica atrapalha a produtividade, aumenta a procrastinação e impacta as escolhas profissionais. Ela impossibilita de procurar melhores oportunidades, já que o sentimento é de não se sentir digno delas.

Ainda nesse contexto, a pessoa tem uma visão pessimista de si e dos acontecimentos. Isso a faz acreditar que os outros também têm uma percepção negativa sobre ela. Leva comentários para o lado pessoal, prejudicando suas relações. Para ela, os colegas não são vistos como parceiros, mas sim como ameaças.

Já quando a autoestima é exacerbada, a pessoa tem dificuldade em olhar para os próprios erros. Quando acontecem, há sempre outros culpados. Da mesma forma, isso impede o desenvolvimento pessoal e profissional.

Como trabalhar sua autoestima profissional?

Nossa autoestima nasce a partir de vários fatores. As experiências na infância, a imagem que as pessoas demonstram ter de nós e a forma como lidamos com nossos pensamentos são alguns exemplos. Como temos mais controle nesse último, é sobre ele que serão as dicas!

Não tenha a autoestima como um fim

Não busque a autoestima por si só, como um fim, mas a enxergue como um processo. Tentar sentir-se incrível o tempo todo é desgastante e você ainda corre o risco de vivenciar a autoestima tóxica.

Em vez disso, canalize a energia para algo concreto, alguma habilidade na qual você pode focar em desenvolver. A autoestima aumenta a partir de algo que fazemos por nós.

Não se compare aos outros

Tenha atenção ao seu ponto de referência. Temos a mania de nos comparar às outras pessoas, e isso é um problema por vários motivos. Primeiro, cada um de nós começa de um ponto de partida diferente. Da mesma forma, vivenciamos situações e desafios distintos. Sem contar que ao olhar para alguém, enxergamos apenas uma pequena parte, não conhecemos a realidade.

O certo é considerar apenas para a nossa caminhada e comparar com o nosso próprio progresso.

Mude a estrutura do seu pensamento

Diante de uma falha, temos a mania de ruminar pensamentos (“eu sou isso!”, “Por que fui fazer aquilo?”). Além de nos perseguirem em todos os momentos, nos levam a sentir emoções negativas (ansiedade, tristeza, sensação de incompetência).

Uma sugestão para lidar com isso é pensar no aprendizado que o erro trouxe e adicionar a isso um plano de mudança.

Por exemplo, em vez de focar em algo como:

“— Errei! Por que fiz isso? Não sou boa redatora”.

Troque por:

“— Cometi aquele engano. Agora, aprendi a ter mais atenção nesse ponto. Nas próximas vezes, terei mais dedicação nessa parte”.

As autocrenças podem distorcer a realidade. Sendo assim, o pensamento é apenas uma perspectiva, um recorte do que é verdadeiro. Fazer esse exercício leva você a ter uma visão mais racional da situação, a aceitar o fato de ser alguém imperfeito e a lidar consigo de forma saudável.

Celebre conquistas e foque em seus aspectos positivos

Muitas vezes, nossa mente está tão acostumada a olhar para os acontecimentos negativos que nem repara quando algo bom acontece.

Para mudar essa interpretação, tenha o costume de celebrar pequenas conquistas, sem esperar por algo grandioso. Essa atitude contribui para o aumento do bem-estar e nos deixa mais convictos para realizações maiores.

Também, procure guardar aqueles feedbacks positivos que fizeram você sorrir. Lê-los em um dia triste fará você se lembrar de que tem muito a oferecer pelo seu trabalho.

Pratique o autoconhecimento

O autoconhecimento é uma das principais armas para combater nossos problemas emocionais. Quando aparecer um sentimento negativo, identifique os pensamentos e quais gatilhos os desencadeiam.

Eles surgem a partir da ação de outra pessoa? Até que ponto você controla isso? Seus pensamentos costumam passar mensagens parecidas? Muitas vezes, eles se derivam de crenças já enraizadas há anos, em nós. Identificar essas respostas facilita descobrir uma solução.

Autoconhecer-se contribui para entender quem realmente somos e quais nossos reais valores e defeitos. Com isso, não deixamos nos abalar tanto diante de falhas e opiniões, e, ao mesmo tempo, reconhecemos quando precisamos mudar.

Enfim, trabalhar como freelancer nos obriga a ter exposição e atitude. Precisamos atrair clientes, topar desafios, arriscar, lidar constantemente com pontos de vista sobre nossas produções. Investir na boa autoestima profissional, então, é fundamental para ter mais conquistas e crescer na carreira.

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