analfabetismo funcional

Analfabetismo funcional: o que é e como evitar?

O Analfabetismo Funcional é a dificuldade ou incapacidade de compreender e interpretar textos simples, ou fazer pequenos cálculos matemáticos. Mesmo conhecendo letras e números, quem tem o Analfabetismo Funcional acaba não desenvolvendo essas habilidades.
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Você já ouviu falar em analfabetismo funcional?

Mesmo que uma pessoa tenha frequentado uma escola ou até mesmo uma universidade, ela pode ser incapaz de compreender um enunciado, por exemplo.

O problema atinge cerca de 13 milhões de brasileiros acima de 15 anos. É uma realidade triste, brutal e esmagadora.

Neste post, vamos falar sobre os prejuízos que isso causa e dicas para evitar.

O que é Analfabetismo Funcional?

O Analfabetismo Funcional é caracterizado pela dificuldade de exercitar determinadas atividades, como interpretar textos, escrever e fazer cálculos matemáticos simples — mesmo conhecendo letras e números.

Entenda as consequências do analfabetismo funcional

As sequelas do analfabetismo funcional são muito graves para o desenvolvimento do país. Em primeiro lugar, demonstra o quanto nosso sistema educacional é fraco. Afinal, esse problema está relacionado com o domínio da língua portuguesa.

Por incrível que pareça, esse problema aparece não apenas no ambiente de ensino médio, mas nas turmas de cursos superiores também. Aqui no Brasil, menos de 70% dos formandos são proficientes na leitura e na produção de texto. Apenas 8 em cada 100 pessoas dominam essas habilidades.

Isso significa que receber um diploma não é o mesmo que estar apto para o mercado de trabalho. Além de tudo, o analfabetismo funcional reduz oportunidades de inclusão social e empregabilidade — principalmente entre grupos que não são economicamente favorecidos.

De acordo com um levantamento, 6 bilhões de dólares por ano é o valor aproximado da improdutividade gerada pela deficiência básica dos funcionários. Essas atividades incluem leitura de manuais de instrução, normas de qualidade de segurança fundamentais para o trabalho, comunicados do departamento de Recursos Humanos, bem como cursos e treinamentos que exigem estudo.

Sabendo disso, imagine um professor com dificuldades de compreender ou estabelecer relações entre mais de um assunto replicando o que sabe em uma sala de aula. Pense que tipo de contribuição um parlamentar na mesma situação vai dar para a sociedade se existe uma limitação para decidir pela aprovação ou não de um projeto.

Agora, tente visualizar a luta do freelancer que precisa fazer um esforço enorme para entender o conteúdo dos textos de referência. No mínimo, seria muito desgastante e ele demoraria dias para construir um artigo simples, não é?

Saiba como é possível evitar o analfabetismo funcional

O ideal seria que todos tivessem acesso a uma alfabetização plena, capaz de promover autonomia em atividades como refletir, pensar, opinar; que fossem desenvolvidas políticas públicas eficientes para a educação; que as famílias tivessem uma participação maior na vida escolar dos filhos.

Lembra quem incentivou você a ler? Muitos fazem essa descoberta sozinhos, mas, na maioria das vezes, o exemplo vem dos hábitos da mãe, do pai, de um irmão ou outro membro familiar. Cada um de nós pode colaborar com as próprias experiências, melhorar e treinar o pensamento crítico.

A seguir, confira algumas práticas que podem ser desenvolvidas:

Aumentar a frequência da leitura

Segundo um estudo apoiado pelo Instituto Pró-Livro com 5.012 participantes, o brasileiro lê uma média de 4,96 livros por ano. Desse total, 2,88 são lidos por vontade própria. O restante é indicado pelos professores na fase escolar.

A falta de tempo é sempre a principal desculpa de alguém que está procrastinando a leitura de um bom livro. Para completar, temos muitas opções de entretenimento na internet: Netflix, Spotify, YouTube e por aí vai.

Então, é mais comum optar por uma atividade menos trabalhosa do que ler. No entanto, é importante reservar um tempo, por menor que seja, para essa prática. Afinal, é assim que adquirimos novos saberes, melhoramos nossos argumentos e formamos opinião.

Observar com mais atenção o sentido das frases

Hoje, o mundo é praticamente digital. Consumimos muita informação online. A velocidade com que os conteúdos surgem na nossa frente é absurda. Será que estamos absorvendo a essência da escrita ou apenas visualizando-a superficialmente?

Experimente ler um artigo e, em seguida, falar sobre o tema com alguém sem consultar a fonte novamente. Outra dica é comentar uma matéria logo que ler. Se a memória falhar pode ser um sinal de que você está com problema de concentração.

Participar de grupos de leitura

Nas redes sociais existem vários grupos de leitura (fechados ou públicos) que postam indicação de livros, comentários e observações importantes acerca das obras. O mais legal dessa iniciativa é que os participantes são contagiados pelo entusiasmo uns dos outros.

Isso acontece porque, quando uma história é retratada por outra pessoa, pode despertar a curiosidade de saber mais sobre ela. Dessa forma, quando existe um real interesse, fica mais fácil achar um horário na agenda para se dedicar à leitura. Tudo é uma questão de prioridade.

Estudar técnicas de interpretação de textos

A leitura mecânica é uma habilidade que toda pessoa alfabetizada possui. Acontece que a leitura interpretativa é bem diferente, pois é preciso estabelecer semelhanças, fazer análises e comparações.

Portanto, se for necessário, leia várias vezes o mesmo trecho até entender completamente. Reflita e questione-se mais. Ao encontrar uma palavra desconhecida, tente primeiro entender o significado dela no contexto. Se for necessário, consulte um dicionário.

Buscar conteúdos mais complexos para treinar as habilidades

A leitura de gêneros diferentes é uma ótima prática para treinar a interpretação de textos variados. Portanto, o ideal é alternar livros de literatura com blogs, jornais, revistas e publicações científicas.

Assim, é possível explorar o potencial de compreensão dos textos. Além disso, a leitura vai se tornar mais fluida e, certamente, a produção de conteúdo também vai melhorar, uma vez que o estilo da escrita fica mais rico a partir das referências.

Ampliar o vocabulário

Todas essas dicas ajudam a ampliar o vocabulário, mas existem outras atividades superdivertidas que também contribuem para isso, como jogos de caça-palavras e cruzadinhas. Hoje, é possível encontrar diversos aplicativos gratuitos para celular.

Aproveite o tempo livre para “brincar” com as palavras: se jogue no sofá e aperte o play. Com o tempo, você vai ver que fica cada vez mais fácil ser inspiração para escrever textos cada vez mais originais.

Como você viu, o analfabetismo funcional é a dificuldade de entender as entrelinhas de uma informação. Apesar do nível de escolaridade básico ou do diploma de graduação, as limitações existem e representam um obstáculo tanto para o desenvolvimento pessoal quanto profissional.

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